A morte da pequena Thais Mariane, de apenas 11 anos, está causando grande comoção em Conselheiro Lafaiete e levantando questionamentos sobre o atendimento de saúde e a demora na transferência de pacientes pelo sistema público. Ela faleceu hoje em Belo Horizonte no Hospital das Clínicas após transferência pelo SAMU do Hospital São Vicente em Lafaiete onde ficou 4 dias internada evacuando e vomitando sangue. Segundo a mãe da menina, Marina Adriana Coelho, lamentou a demora no atendimento. “Desde o início eu buscava a transferência mas veio a vaga já era tarde. Mais uma vítima do sistema precário de saúde”, disse a nossa reportagem.
Thais era transplada de fígado e seu caso era de risco. Ela necessitava urgente de uma transferência em um hospital especializado. Segundo Marina, a médica que acompanha o tratamento da menina em São Paulo orientou que a criança fosse transferida com urgência para um hospital em Belo Horizonte, onde existe estrutura adequada para atender pacientes pediátricos transplantados. Thais está sendo velada no Jardin do Edén e o sepultamento ocorre amanhã (8), às 10:00 horas, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição.
Apelo desesperado nas redes sociais
Na quinta-feira (5), já desesperada, a mãe foi às redes sociais pedindo ajuda para conseguir a transferência da filha. Na mesma tarde, o quadro de Thais se agravou e a menina chegou a sofrer uma parada cardíaca.
Transferência tardia
Após dias de luta, Thais foi finalmente transferida na madrugada deste sábado (7) para o Hospital das Clínicas da UFMG, em Belo Horizonte. No entanto, apesar dos esforços médicos, a menina não resistiu e morreu. Em entrevista, a mãe falou com profunda dor sobre a perda da filha. “Minha filha era cheia de vida, uma criança que todos amavam, cheia de sonhos. Agora vou ter que enterrar minha filha”, desabafou Marina.
Caso gera revolta e pede explicações
A morte da criança gerou forte repercussão e indignação nas redes sociais, com moradores cobrando explicações sobre o atendimento prestado e sobre a demora na transferência da paciente.Familiares e moradores também questionam o funcionamento do sistema de regulação de vagas hospitalares, afirmando que casos urgentes não podem esperar diante de situações tão graves. O caso deverá levantar discussões sobre a estrutura de atendimento a pacientes transplantados e o funcionamento do sistema de transferência hospitalar no estado.




