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Cientistas revelam que uma segunda Lua orbitará a Terra pelos próximos 58 anos

Mesmo sem deixar de ter apenas um satélite natural oficial, a Terra ganhou companhia extra no espaço.

Cientistas identificaram que um pequeno asteroide, batizado de 2025 PN7, passou a orbitar o planeta de forma estável e deve permanecer nessa trajetória por aproximadamente 58 anos, funcionando como uma espécie de “segunda Lua” temporária. O fenômeno chama a atenção por reforçar que o entorno terrestre é mais dinâmico do que se imaginava.

O que é a “segunda Lua” da Terra

Diferentemente da Lua, esse objeto não está gravitacionalmente preso à Terra. Ele se move ao redor do Sol, mas em sincronia com a órbita terrestre, o que cria a ilusão de que acompanha o planeta de perto por décadas. Corpos assim são conhecidos como quase-luas.

O 2025 PN7 foi detectado pelo observatório Pan-STARRS, ligado à Universidade do Havaí, e tem tamanho estimado entre 16 e 49 metros, o equivalente a um pequeno prédio. Simulações indicam que ele ocupa essa posição desde o fim da década de 1950 e deve se afastar definitivamente da Terra por volta de 2083.

Segundo o astrônomo Carlos de la Fuente Marcos, da Universidade Complutense de Madri, ainda não é possível afirmar a origem do asteroide. “Por enquanto, só podemos especular”, explicou o pesquisador em estudo publicado na Research Notes of the American Astronomical Society.

Apesar da proximidade em termos astronômicos, não há risco de colisão. Mesmo no ponto mais próximo, o asteroide permanece a milhões de quilômetros da Terra — distância considerada segura pelos especialistas. Para a ciência, a presença prolongada desses objetos é valiosa: quase-luas ajudam a entender a evolução do Sistema Solar e podem, no futuro, servir como alvos estratégicos para missões espaciais.

A descoberta reforça que, embora discreta, essa “segunda Lua” é mais uma prova de que o espaço ao redor da Terra está longe de ser vazio ou estático.

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