Cientistas alertam sobre surgimento de novo oceano que pode separar a África

Estudiosos agora acreditam que a formação de um novo oceano na África, um fenômeno antes estimado para ocorrer entre 5 e 10 milhões de anos, pode acontecer em um tempo significativamente menor, possivelmente em cerca de 1 milhão de anos ou até menos.

As recentes descobertas científicas que levaram à revisão dessas estimativas foram relatadas pelo G1.

Cynthia Ebinger, uma geocientista da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, que se destaca no estudo dessa transformação geológica desde a década de 1980, foi uma das fontes que indicou a revisão do cronograma.

“Cortamos o tempo para algo como 1 milhão de anos, talvez até metade disso,” Ebinger comentou à BBC Brasil, refletindo a aceleração prevista para esse processo geológico.

A região de Afar, localizada na interseção das placas tectônicas Arábica, Africana (ou Núbia) e Somaliana, é o epicentro das atividades que podem levar à formação do novo corpo aquático.

O trabalho de Ebinger, que inclui mais de 17 publicações em 2023, foca majoritariamente nessa região e foi amplamente reconhecido no meio acadêmico, com seus artigos citados mais de 16 mil vezes segundo o Google Acadêmico.

Um dos estudos mais influentes de Ebinger, publicado na revista Nature em 1998, analisou o impacto de atividades magmáticas na África Oriental e foi citado mais de 900 vezes.

Esse trabalho destacou a presença significativa de magma nos planaltos etíopes e por toda a África Oriental, uma região marcada por intensa atividade vulcânica há cerca de 45 milhões de anos.

Um evento notável que apoia a teoria do surgimento do novo oceano ocorreu em 2005, quando uma série de 420 terremotos e atividade vulcânica resultou na criação de uma fenda de 60 quilômetros na região de Afar, Etiópia.

Este fenômeno foi detalhado em um estudo liderado por Atalay Ayele, da Universidade de Addis Ababa, identificando três fontes principais de magma que contribuíram para a fenda.

Essas descobertas reforçam a possibilidade de uma mudança geológica significativa na África em um futuro mais próximo do que anteriormente previsto, embora ainda deva levar milênios para se concretizar completamente.

 

FONTE O CAFEZINHO

Cientistas dizem que campos magnéticos mais poderosos do universo podem estar na Terra

Pesquisadores do Laboratório Nacional Brookhaven, operando o Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC) nos Estados Unidos, identificaram campos magnéticos gerados em laboratório que ultrapassam a intensidade observada em magnetares, estrelas de nêutrons conhecidas por seus campos magnéticos extremamente fortes. Os resultados, publicados na revista Physical Review X, indicam a criação de campos magnéticos com força […]

Pesquisadores do Laboratório Nacional Brookhaven, operando o Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC) nos Estados Unidos, identificaram campos magnéticos gerados em laboratório que ultrapassam a intensidade observada em magnetaresestrelas de nêutrons conhecidas por seus campos magnéticos extremamente fortes.

Os resultados, publicados na revista Physical Review X, indicam a criação de campos magnéticos com força próxima a 10^18 gauss durante colisões de íons pesados, superando os campos magnéticos de até 10^14 gauss associados aos magnetares.

O estudo explora as partículas liberadas nessas colisões para entender melhor as forças que operam nos núcleos atômicos e introduzir uma nova perspectiva sobre a condutividade elétrica no estado conhecido como plasma de quark-glúon (QGP). Este plasma é considerado um dos componentes fundamentais dos núcleos atômicos.

Os cientistas observaram a deflexão de partículas carregadas em uma maneira que sugere a presença de um forte campo eletromagnético nas partículas de QGP, um fenômeno conhecido como indução de Faraday.

A descoberta oferece novas vias para o estudo da estrutura fundamental da matéria e da condutividade elétrica em condições extremas.

Acesse o estudo completo clicando aqui

FONTE O CAFEZINHO

Água-viva rara é descoberta por brasileiros no Oceano Pacífico

Nova espécie de água-viva foi encontrada por cientistas brasileiros e japoneses. Saiba mais sobre as características únicas dela e a necessidade de preservação.

Em colaboração com pesquisadores do Japão, o professor André Carrara Morandini, da Universidade de São Paulo (USP), ajudou a identificar uma nova espécie de água-viva.

A criatura enigmática habita uma formação vulcânica conhecida como Caldeira Sumisu, localizada nas Ilhas Ogasawara, no Oceano Pacífico, a aproximadamente 460 quilômetros ao sul de Tóquio.

Características inovadoras da espécie

Conforme relatado na revista científica Zootaxa, o cnidário foi observado em apenas duas ocasiões, porém essa frequência foi o bastante para que fosse classificado como uma espécie rara.

O animal foi batizado como medusa da cruz de São Jorge (Santjordia pagesi), em razão da forma de cruz que adquire quando visto de cima, lembrando a cruz vermelha da bandeira inglesa de São Jorge.

Assim como todas as águas-vivas, a Santjordia pagesi é transparente, no entanto, possui um estômago de cor vermelha radiante que serve para esconder suas presas bioluminescentes dos predadores, após serem engolidas.

A nova água-viva e suas diferenças

No decorrer do estudo, os cientistas notaram que a Santjordia pagesi se destaca significativamente das demais medusas encontradas em águas profundas.

É uma espécie de porte relativamente pequeno, ao contrário de outras criaturas em seu habitat que possuem tamanhos muito maiores.

A morfologia da água-viva exibe características ímpares, como a sua ropalia (estruturas sensoriais), localizadas na borda do corpo e na região subumbrelar.

A água-viva tem cerca de dez centímetros de largura, sete centímetros de comprimento e aproximadamente 240 tentáculos.

Além das diferenças morfológicas, os pesquisadores acreditam que a criatura pode ter um tipo de veneno completamente diferente em relação aos já conhecidos.

Preservação da nova descoberta

Os cientistas expressam preocupação com o futuro da Santjordia pagesi. A descrição dela envolveu a coleta de apenas um espécime em 2002 durante um mergulho com o veículo operado remotamente (ROV) HyperDolphin.

A área da Caldeira Sumisu é rica em minerais e tem grande potencial para construir uma mina submersa.

Morandini chama atenção para a possível perda da biodiversidade do local, caso ocorra uma exploração comercial na região.

Para o zoólogo, a Santjordia pagesi pode guardar segredos mais valiosos que os minerais existentes naquele cenário e considera essencial manter intactos a espécie e o seu habitat.

O trabalho contínuo dos cientistas em desvendar os mistérios do mundo natural e suas complexidades demonstra a vital importância da pesquisa e da colaboração internacional para o avanço do conhecimento humano.

FONTE MULTIVERSO NOTÍCIAS

Estudo prevê data em que Terra ficará inabitável por um motivo surpreendente

A “boa” notícia é que demorará alguns milhões de anos

Um novo estudo, liderado pela Universidade de Bristol e publicado na Nature Geoscience, revela um futuro potencialmente apocalíptico para o planeta. De acordo com modelos climáticos inovadores, a Terra poderá tornar-se praticamente inabitável para a maioria dos mamíferos dentro de cerca de 250 milhões de anos, marcando uma ameaça iminente de extinção em massa, comparável à dos dinossauros.

Os investigadores apontam para uma intensificação dramática das condições meteorológicas extremas quando os continentes do mundo se fundirem para formar um único supercontinente, criando um ambiente árido e difícil de habitar. Essa “nova Pangeia” aumentaria muito as atividades vulcânicas.

De acordo com simulações, estas altas temperaturas irão piorar à medida que o Sol se tornar mais brilhante, emitindo mais energia e aquecendo a Terra. Os processos tectônicos, que levam à formação do supercontinente, também causariam erupções vulcânicas mais frequentes, libertando enormes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera e aumentando o aquecimento global.

Quase todo o novo continente teria temperaturas partindo de pelo menos 40º C (Imagem: Universidade de Bristol/Divulgação)

Estas condições extremas, com temperaturas que atingem entre 40 e 50 graus Celsius, e extremos diários ainda mais elevados, deixariam o planeta em grande parte desprovido de fontes de alimento e água para os mamíferos, incluindo os humanos.

Consequências sobre a vida extraterrestre e a atual emergência climática

O estudo é mais um alerta que lança luz sobre um futuro distante nada tranquilizador. Os investigadores sublinham que a atual emergência climática, resultante das emissões de gases com efeito de estufa causadas pelo homem, não deve ser negligenciada.

Embora as alterações climáticas induzidas pelo homem possam causar stress térmico e mortalidade em algumas regiões, espera-se que o planeta permaneça habitável até que esta mudança extrema nas massas de terra ocorra num futuro distante.

Os pesquisadores chamam a atenção para a importância crucial de alcançar a neutralidade carbônica o mais rapidamente possível para mitigar os efeitos das atuais alterações climáticas. No entanto, alertam que mesmo que a Terra permaneça na “zona habitável” do sistema solar daqui a 250 milhões de anos, a formação de um supercontinente com elevados níveis de dióxido de carbono tornaria a maior parte do mundo inabitável para os mamíferos.

Esta investigação levanta questões sobre a vida extraterrestre, sugerindo que a configuração terrestre de um planeta pode ser um fator chave na determinação da sua viabilidade para os humanos. As implicações estendem-se até à investigação de exoplanetas, demonstrando a importância de considerar aspectos geológicos e continentais ao avaliar a habitabilidade de um planeta fora do nosso Sistema Solar.

Este estudo faz parte de um projeto financiado pelo Natural Environment Research Council do Reino Unido, que explora climas de supercontinentes e extinções em massa.

FONTE IGN

Surpreendente! Mapas celestiais de 2,5 mil anos são encontrados na Itália e chocam até astrônomos

Esse achado lança luz sobre as habilidades e o conhecimento astronômico de civilizações antigas e reforça a conexão da humanidade com os céus.

Na província de Trieste, Itália, duas pedras circulares não maiores que 50 centímetros de diâmetro trouxeram uma surpresa gigante para o mundo da astrofísica. Encontradas na entrada da fortaleza Castelliere di Rupinccolo, essas peças chamaram a atenção de pesquisadores do Instituto Nacional Italiano de Astrofísica.

Esse local já é um velho conhecido dos arqueólogos por seus tesouros que datam da Idade do Bronze até a Idade do Ferro e foi deixado às sombras da história no século 5 d.C.

Uma viagem ao passado estelar e as descobertas surpreendentes

Foi durante uma visita em 2021 que o arqueólogo Federico Bernadini tropeçou nessa recente descoberta. Após dois anos de análises e com a colaboração do astrônomo Paolo Monaro, veio a confirmação: esses artefatos, criados há uns 2,5 mil anos, são mais que simples pedras; são mapas estelares!

As gravações em um dos discos revelam algo surpreendente. Há 24 gravuras que parecem seguir o mesmo arranjo de estrelas encontradas em constelações conhecidas, como Órion, as Plêiades e Cassiopeia. A precisão é tal que Paolo e sua equipe conseguiram correlacionar as marcas com essas formações estelares, mostrando o fascínio e o entendimento celestial de nossos ancestrais.

A forma como esses mapas foram esculpidos também intrigou os pesquisadores. Marcas sugerem o uso de um cinzel de metal e um martelo, imprimindo força e precisão às pedras. Cada detalhe, cada ângulo, foi esculpido, refletindo não só a habilidade artística, mas o profundo interesse astronômico da época.

Paolo e Federico, a dupla por trás da descoberta, exibem a pedra gravada com o mapa estelar – Fonte: Divulgação / Instituto Nacional Italiano de Astrofísica

Um legado estelar

A descoberta, anunciada recentemente pelo Instituto, gerou uma onda de admiração. Paolo expressou sua surpresa e satisfação, especialmente ao reconhecer formações como a parte sul da constelação de Escorpião, algo visível apenas nas latitudes onde as pedras foram encontradas.

Esse achado não apenas enfatiza as habilidades e o conhecimento astronômico de civilizações antigas mas também reforça a conexão da humanidade com os céus.

FONTE CAPITALIST

Cientistas inventam calculadora da desgraça que pode prever quando você morrerá e quanto dinheiro ganhará

Life2Vec, IA que prevê eventos de vida importantes e morte precoce, levanta questões éticas e sociais sobre o uso de dados pessoais.

Cientistas da Dinamarca e dos Estados Unidos desenvolveram um modelo inovador de inteligência artificial chamado Life2Vec. Este modelo representa um avanço significativo na tecnologia preditiva, distinguindo-se das aplicações típicas vistas em áreas como publicidade e redes sociais. Life2Vec opera de forma semelhante a um chatbot, mas concentra-se em prever eventos significativos da vida, incluindo a probabilidade de uma morte precoce de um indivíduo.

O núcleo da funcionalidade do Life2Vec está em seu algoritmo de aprendizado de máquina, que foi treinado usando um vasto conjunto de dados. Este conjunto de dados abrange informações de mais de seis milhões de indivíduos, um número que excede toda a população da Dinamarca. A gama de dados é abrangente, incluindo variáveis como profissão, renda, históricos médicos, registros de gravidez, lesões e locais de residência. Ao processar essa extensa variedade de informações, Life2Vec pode prever não apenas a probabilidade de morte precoce, mas também projetar níveis de renda.

IMPLICAÇÕES SOCIAIS E CONSIDERAÇÕES ÉTICAS

O desenvolvimento do Life2Vec levanta questões sociais e éticas importantes. Sune Lehmann, o pesquisador líder do projeto, destacou as implicações mais amplas de tal tecnologia. Lehmann observou que tecnologias semelhantes para prever eventos da vida e comportamentos humanos já estão em uso dentro de empresas de tecnologia. Estas empresas utilizam dados para rastrear comportamentos em redes sociais, criar perfis altamente precisos e, posteriormente, usar esses perfis para prever e influenciar comportamentos. Lehmann enfatiza que o uso de tal tecnologia preditiva, incluindo Life2Vec, deve ser um tópico de conversa democrática. A discussão deve focar na direção que a tecnologia está nos levando e se esses avanços estão alinhados com os desejos da sociedade e padrões éticos.

Um aspecto notável do Life2Vec é sua limitação atual aos dados da Dinamarca. Esta especificidade sugere que as previsões do modelo podem não ser tão aplicáveis ou precisas em outras populações, dadas as possíveis variações no estilo de vida, cuidados de saúde e fatores ambientais. Além disso, há preocupações sobre o nível de conforto do público com tal tecnologia preditiva, especialmente em relação à previsão da própria morte.

Lehmann também abordou os desafios em tornar os dados e o algoritmo do Life2Vec publicamente disponíveis. Embora haja um esforço ativo para compartilhar alguns resultados de forma mais aberta, isso requer pesquisa adicional para garantir a privacidade dos indivíduos no estudo. Além disso, as leis de privacidade dinamarquesas podem impor limitações legais ao uso do Life2Vec, particularmente em contextos como decisões de emprego ou formulação de políticas de seguro. Estas considerações legais e éticas sublinham a necessidade de uma deliberação cuidadosa e regulamentação na aplicação de tecnologias preditivas avançadas como o Life2Vec.

FONTE MISTÉRIOS DO MUNDO

Cientistas conseguem simular os primeiros momentos turbulentos da vida de um buraco negro

Estrelas progenitoras lançam com extrema força os monstruosos objetos no espaço

Astrônomos conseguiram analisar melhor o que acontece nos primeiros momentos após algumas estrelas moribundas explodirem e ejetarem jovens buracos negros para longe. E, conforme as simulações realizadas, este é um processo nada suave.

O estudo recente está no servidor de pré-impressão arXiv. Nele, consta que os objetos astronômicos intensos recebem um impulso significativo durante a morte das estrelas progenitoras, sendo lançados no espaço a velocidades estonteantes.

Momentos finais de estrelas massivas

Buracos negros e estrelas de nêutrons têm origem no colapso de estrelas massivas (com pelo menos oito vezes a massa do nosso Sol) em seus estágios finais. Ao aproximar o final de suas vidas, essas estrelas começam a fundir ferro em seus núcleos.

A intensa pressão transforma esses núcleos em proto-estrelas de nêutrons, que são densos aglomerados de nêutrons. Esta transformação pode, temporariamente, parar o colapso gravitacional da estrela, muitas vezes desencadeando uma supernova.

Mas, em algumas ocasiões, a pressão central pode aumentar ainda mais. Então, a proto-estrela de nêutrons acaba se transformando em um buraco negro.

Mistério cósmico

O que ocorre após é ainda um mistério. Modelos computacionais até agora só conseguiram simular um pouco apenas desse processo – suficiente para mostrar a explosão. E as observações reais desses objetos cósmicos indicam que eles têm um comportamento bem peculiar.

Por exemplo, algumas estrelas de nêutrons viajam a velocidades absurdas, enquanto outras são mais tranquilas. Já os buracos negros tendem a ser mais lentos, apesar de nascerem de eventos super violentos.

Tal mãe, tal filhos

No estudo, que ainda aguarda revisão por pares, os astrônomos fizeram 20 simulações de supernovas para entender melhor como esses objetos são lançados pelo espaço. Isso permitiu observar que, dependendo do tamanho e da forma da estrela antes de explodir, os resultados são diferentes.

Se a estrela-mãe não é muito massiva e compacta, a supernova acontece muito repentinamente e numa esfera quase perfeita, dando origem a uma estrela de nêutrons de movimento lento. Por outro lado, progenitoras muito massivas e compactas demoram mais para se transformarem em supernovas e, quando ocorrem as explosões, não são muito simétricas. Isso produz uma estrela de nêutrons em movimento rápido emergindo do caos.

Como ficam as estruturas cósmicas
Imagem: Burrows et al., A Comprehensive Theory for Neutron Star and Black Hole Kicks and Induced Spins, 2023

Quanto aos buracos negros, eles podem nascer de duas maneiras: ou a estrela quase não explode e deixa um buraco negro enorme e “sossegado”, ou explode toda e cria um buraco negro menor que sai voando pelo espaço a uma velocidade incrível. Mas esses buracos negros rápidos não são muito comuns.

Essa pesquisa traz insights valiosos sobre o que conseguimos ver – estrelas de nêutrons e buracos negros passeando pelo universo – com todos os detalhes escondidos por trás das explosões estelares. Com essas informações, os astrônomos estão um passo mais perto de entender o ciclo de vida completo desses objetos incríveis que habitam nosso universo.

FONTE OLHAR DIGITAL

Não pise nelas! Cientistas revelam o perigo fatal de esmagar baratas

Especialistas recomendam que não esmaguemos esse tipo de inseto, entenda.

As baratas são animais bastante incômodos, e muitas pessoas têm medo delas. Contudo, mais do que uma simples aversão, já se comprovou que esses insetos podem carregar bactérias perigosas para a saúde humana; portanto, jamais devemos deixar alimentos expostos em locais onde eles possam ter acesso.

Desse modo, sempre que alguém avista uma barata, seu primeiro instinto é tentar matá-la, seja pisando nela com o pé ou então com vassouradas. No entanto, segundo alguns cientistas, essa não é uma decisão muito acertada.

Por que não devemos esmagar baratas?

Estudiosos da OMS (Organização Mundial da Saúde) alertam que, ao pisar em baratas, especialmente dentro de casa, a carcaça morta libera uma série de substâncias que antes estavam contidas em seu interior, como vírus, fungos e outros microorganismos prejudiciais ao nosso organismo.

Frequentemente, também existem pesquisas que associam esse ato a patologias como febre tifoide, tuberculose, poliomielite, pneumonia, conjuntivite, hanseníase e até mesmo hepatite A. Portanto, o mais recomendado é buscar se livrar dessas pragas por meio de outro modo menos agressivo.

Ao contrário do que a maioria pensa, inseticidas não são a melhor opção para essa tarefa, uma vez que o veneno pode ser extremamente perigoso para quem o manuseia. Portanto, aconselha-se capturar o animal e matá-lo fora de casa, evitando, assim, que as substâncias nocivas presentes nele contaminem o interior da residência.

Atualmente, existem métodos capazes de desacelerar a liberação desses agentes químicos, como, por exemplo, o uso de álcool em gel, detergente e água quente. No fim, é a limpeza e a boa higiene em um local que realmente previnem o aparecimento de insetos desse tipo.

Estima-se que existam mais de 700 espécies de baratas em nosso país, o qual comporta uma variedade surpreendentemente alta desses insetos. Infelizmente, estamos falando de formas de vida bastante resistentes que se adaptam aos mais diversos ambientes, inclusive às florestas tropicais.

FONTE CAPITALIST

Extinção de animais gigantes afetou evolução, diz estudo

Desaparecimentos de mamutes, preguiças-gigantes e de outros grandes mamíferos teria alterado a vida de plantas e animais

A extinção em escala global de mamíferos gigantes, de 50 a 10 mil anos atrás, reduziu a interação entre espécies diferentes, deixando vestígios no processo de evolução, aponta estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Após o desaparecimento dos mega-animais as sementes de plantas e animais carnívoros reduziram de tamanho para se adaptar a um mundo sem essa megafauna, responsável pela dispersão de sementes e alimentação de grandes predadores.

Além disso, muitas plantas, antes consumidas por enormes herbívoros, passaram a ser controladas somente pelo fogo.

Fazem parte dos animais extintos a que o estudo se refere, por exemplo, mamutes, preguiças-gigantes e outros grandes mamíferos que viveram entre 2,5 milhões e 11,7 mil anos atrás.

A pesquisa da Unicamp foi publicada na terça-feira (12) na revista científica “Annual Review of Earth and Planetary Sciences”.

“A partir do momento em que a megafauna sumiu, as sementes grandes não tinham mais capacidade de serem dispersas para longe da planta, o que diminuiu suas chances de germinação”, diz Mathias Mistretta Pires, autor do estudo.

Assim, é possível que os animais menores tenham passado a selecionar sementes menores, dando a elas mais chances no processo de evolução das espécies.

Algo semelhante teria ocorrido também com grandes predadores carnívoros, como felinos com dentes de sabre e leões-das-cavernas, que, sem presas gigantes, acabaram entrando em extinção.

No lugar deles, sobreviveram predadores com presas menores, como a onça-pintada e onça-parda, capazes de sobreviver com presas menores.

FONTE CNN BRASIL

Cientistas descobrem novo tipo de levitação magnética que pode trazer possibilidades interessantes para indústria

No futuro poderá haver aplicações práticas, como captura e manipulação magnética

Parece mágica, mas é física. Há dois anos, Hamdi Ucar, engenheiro elétrico que trabalha na Göksal Aeroaunics, na Turquia, notou um fenômeno curioso que qualquer pessoa pode reproduzir em casa com pouco alguns ímãs, cola e uma furadeira elétrica: ele conectou um ímã a um rotor em determinada posição e inclinação, acionou-o e depois aproximou-o de outro ímã, este começou a girar e permaneceu levitando a centímetros do primeiro.

Sua descoberta criou expectativa. E embora Ucar tenha dado uma explicação sobre as forças de levitação, deixou uma questão crucial sobre o mecanismo que estabiliza a rotação do segundo ímã, aquele que permanece suspenso no ar. Agora podemos entender o caso e isso abre um leque enorme de possibilidades.

Uma descoberta que começa em 2021

Foi nesse ano que Ucar, então funcionário da Göksal Aeronautics, compartilhou a sua descoberta e o estudo que lhe dedicou. Conforme lembrado na Physics Magazine, revista da American Physical Society (APS), Ucar conectou um ímã a um motor de determinado formato, levando em consideração a orientação dos eixos, e a seguir acionou o rotor para que a peça começasse a girar a aproximadamente 10.000 rpm.

Ao aproximar um segundo ímã do primeiro, descobriu que ele começou a se mover, levitou para cima e permaneceu flutuando no espaço, a apenas alguns centímetros de distância. Ao contrário de outros experimentos realizados anteriormente, aquele segundo ímã, o “flutuador”, acelerou com o movimento do rotor e atingiu uma velocidade considerável.

Rotação de um imã pode manter outro imã suspenso no ar (Imagem: DTU Energy)

Demonstrações e tarefas pendentes

Ucar também descobriu que o ímã flutuante ficava “preso” mesmo quando o eixo de rotação girava até ficar na posição horizontal. O estudo que publicou então, em 2021, apresentou diferentes evidências e também forneceu uma explicação das forças da levitação magnética, mas — relembra a APS — restava esclarecer uma questão importante: o mecanismo que estabiliza o movimento de rotação do “ímã flutuante”.

A tarefa é relevante, pois como destaca a associação de físicos, o teste mostrou um “novo tipo de levitação” com ímãs. Assim, os professores Rasmus Bjørk e Joachim M. Hermansen, da DTU Energy, na Dinamarca, quiseram ir um passo além das contribuições de Ucar e explicar como o fenômeno da rotação e levitação dos ímãs era possível. Suas conclusões acabam de ser expressas em artigo publicado justamente na ‘Physicis Review Applied’, da APS.

Resolvendo algumas incógnitas

O trabalho é interessante porque nos dá novas pistas sobre a levitação magnética e esclarece como é possível que um ímã giratório possa suspender outro no ar. Depois de investigar o fenômeno, Bjørk e Hermansen concluíram que ele é explicado por ligeiras inclinações nos eixos magnéticos dos ímãs em relação aos seus eixos de rotação:

“Os ímãs não deveriam flutuar quando estão juntos. Normalmente eles se atraem ou se repelem. Mas acontece que se você girar um, você pode fazê-lo flutuar. E essa é a parte estranha. A força que afeta os ímãs não deve mudar apenas girando um deles, parece que há um acoplamento entre o movimento e a força magnética”

Disse o professor Bjørk, da DTU.

Uma questão de surpresas e lições

Eles descobriram que, quando o ímã flutuante era fixado em posição, ele era orientado próximo ao eixo de rotação e em direção ao pólo semelhante do ímã do rotor. Assim, por exemplo, o pólo norte do ímã flutuante, enquanto girava, permaneceu orientado para o pólo norte do ímã fixo. O que é diferente do que se esperava com base nas leis da magnetostática, que explicam um sistema magnético estático.

A chave para entender a posição equilibrada, fixa e levitante em que permanece o segundo ímã, conhecido como “flutuador”, está nas interações magnetostáticas entre as peças. “Acontece que o ímã flutuante quer se alinhar com o ímã giratório, mas não consegue girar rápido o suficiente para fazê-lo. E enquanto esse acoplamento for mantido ele irá flutuar ou levitar”, resume Bjørk, que usa o exemplo de um pião de brinquedo: só fica em pé se estiver girando.

Durante a pesquisa, Bjørk e seus colegas realizaram diversos experimentos, incluindo um em que usaram ímãs esféricos, software de rastreamento e outros materiais de laboratório. Houve, no entanto, um primeiro teste muito mais simples e “caseiro” em que utilizaram ímãs de neodímio, cola e ferramentas que qualquer pessoa encontra em lojas do tipo. O resultado foi capturado em um vídeo fascinante.

Qual a importância?

O trabalho dos especialistas da DTU Energy não é importante apenas pela sua dimensão teórica, ampliando o conhecimento ou completando as conclusões já contribuídas em 2021 por Hamdi Ucar. Conforme explicado pela Física, no futuro poderá ser dada uma abordagem prática e utilizada para desenvolver ferramentas que nos permitam manipular objetos sem contato.

“O sistema tem aplicações potenciais na captura e manipulação magnética”diz a publicação na APS. Hoje existem braços de preensão robóticos que não requerem contato e são baseados no campo magnético. Um sistema magnético rotativo poderia simplificar o processo e oferecer uma solução mais eficiente e alternativa.

Os usos que já damos

Aplicações importantes já estão sendo derivadas da levitação magnética, como trens flutuantes. Também é usado em volantes ou máquinas de alta velocidade. Até agora, eram conhecidas várias formas de ocorrência do fenômeno, como estabilização magnética ativa, suspensão eletrodinâmica ou levitação estabilizadora de spin.

Quanto às aplicações futuras do seu trabalho, Fraderick Laust Durhus, da DTU, é cauteloso por enquanto: “Outras possibilidades dependerão de até que ponto o fenômeno pode ser expandido ou reduzido e de quão baixo é o custo da energia”. Esclarecer esse horizonte diante do fenômeno “exigirá mais pesquisas”.

FONTE IGN

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