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Tesouro cultural escondido em cidade de 8 mil habitantes pode virar “novo Inhotim” em Minas


Empresário de Desterro de Entre Rios reúne acervo raro de arte e memorabilia esportiva e planeja criar museu para impulsionar turismo na região. Um acervo considerado raro e de grande valor cultural, guardado em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, pode se transformar em um novo polo turístico e cultural do estado. O empresário e colecionador Yuri Franco, morador de Desterro de Entre Rios, planeja criar um museu dedicado à arte e à memória do esporte, inspirado no modelo do Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho.
A proposta é reunir em um espaço museológico todo o acervo que o empresário coleciona há anos, com obras de artistas importantes e peças históricas do esporte mundial. A iniciativa pode transformar a pequena cidade de cerca de 8 mil habitantes, situada a aproximadamente 160 quilômetros de Belo Horizonte, em um destino cultural.
Segundo Yuri Franco, a ideia do museu surgiu após ele apresentar sua coleção a um renomado galerista da capital mineira.
“Ele disse que, pela importância das peças, o acervo deveria estar em um museu. Aquilo ficou na minha cabeça e acabou virando um objetivo pessoal”, conta.
Acervo reúne artistas renomados


A coleção reúne obras de 22 artistas nacionais e internacionais, incluindo nomes importantes da arte brasileira, como Carlos Bracher, Inimá de Paula, Aldemir Martins e Antônio Poteiro. O acervo conta com pinturas, desenhos, gravuras e esculturas, além de trabalhos ligados à arte moderna, naif e figurativa. Entre os destaques também estão peças de artistas internacionais, como Jules Pascin e Raphael Soyer.


Memórias do esporte
Além das obras de arte, o futuro museu também terá um espaço dedicado ao esporte, reunindo itens raros e memorabilia de atletas famosos. Entre as peças estão objetos autografados e itens ligados a grandes nomes do futebol e do esporte mundial, como Pelé, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Nazário, Kaká e Rivaldo. A coleção também inclui memorabilia do boxeador Mike Tyson. Entre os itens curiosos estão moldes de mãos e pegadas de jogadores históricos do futebol brasileiro, além de objetos utilizados em exposições do Hall da Fama do estádio Mineirão.


Projeto pode transformar turismo regional
Para viabilizar o projeto, Yuri fundou o Instituto Brasil de Arte e Memória, que deverá administrar o museu. Segundo ele, o principal desafio agora é conseguir apoio institucional e financeiro.De acordo com o empresário, o museu poderia funcionar com um investimento anual relativamente baixo, estimado em cerca de R$ 148 mil, valor que permitiria manter o espaço aberto e receber estudantes de toda a região. De acordo com informações que circulam na cidade, a negativa de apoio teria sido justificada pela limitação no orçamento municipal.

Acervo inclui obras de 22 artistas como Carlos Bracher e Inimá de Paula/REPRODUÇÃO


Desinteresse do poder público 

No entanto, a ausência de infraestrutura cultural na região é um obstáculo gritante. “Aqui em Desterro não existe nenhum museu, e o mesmo acontece nos municípios vizinhos. São 11 municípios limítrofes sem qualquer equipamento museológico, ou seja, sem acesso a esse tipo de patrimônio cultural”, lamenta o colecionador.

A proposta ganhou apoio inicial do poder público local. O prefeito Wagno Almeida Duarte, conhecido como Waguinho Duarte, conheceu o projeto e manifestou interesse. “Fizemos o compromisso de junto com ele e um vereador que também gostou muito do projeto, de buscar recursos que possam custear esse projeto. Infelizmente no momento o município não tem condições financeiras de custear o projeto. Os municípios em geral estão sofrendo por quedas nas suas receitas”, afirmou o prefeito.

Turismo

No ano passado, Franco deu um passo concreto ao fundar o Instituto Brasil de Arte e Memória, com o objetivo de gerir o futuro museu. “O mais difícil eu já tenho, que é o acervo, e por isso cedi todo esse patrimônio ao Instituto”, explica. Mas para viabilizar o projeto, ele busca parcerias, especialmente com o poder público. “No entanto, para que o museu funcione de fato, é indispensável apoio do poder público, pois não consigo mantê-lo sozinho. Para você ter uma ideia, com um investimento relativamente baixo — cerca de R$148 mil por ano — o museu conseguiria funcionar plenamente e receber todos os alunos das escolas da região. 

A iniciativa destaca a urgência de valorizar o patrimônio cultural em áreas periféricas. O que eu busco é chamar atenção para a preciosidade que temos nas mãos e para o impacto positivo que isso poderia gerar. Trata-se de uma região extremamente carente de instituições culturais, enquanto um acervo riquíssimo permanece subutilizado, enfatiza Franco. Ao tornar visível esse “patrimônio cultural de enorme valor escondido em uma cidade de 8 mil habitantes”, o projeto não só democratiza o acesso à arte, mas também posiciona Desterro de Entre Rios no mapa turístico de Minas Gerais.

Desinteresse do poder público 

No entanto, a ausência de infraestrutura cultural na região é um obstáculo gritante. “Aqui em Desterro não existe nenhum museu, e o mesmo acontece nos municípios vizinhos. São 11 municípios limítrofes sem qualquer equipamento museológico, ou seja, sem acesso a esse tipo de patrimônio cultural”, lamenta o colecionador.

A proposta ganhou apoio inicial do poder público local. O prefeito Wagno Almeida Duarte, conhecido como Waguinho Duarte, conheceu o projeto e manifestou interesse. “Fizemos o compromisso de junto com ele e um vereador que também gostou muito do projeto, de buscar recursos que possam custear esse projeto. Infelizmente no momento o município não tem condições financeiras de custear o projeto. Os municípios em geral estão sofrendo por quedas nas suas receitas”, afirmou o prefeito.

Custo baixo

No ano passado, Franco deu um passo concreto ao fundar o Instituto Brasil de Arte e Memória, com o objetivo de gerir o futuro museu. “O mais difícil eu já tenho, que é o acervo, e por isso cedi todo esse patrimônio ao Instituto”, explica. Mas para viabilizar o projeto, ele busca parcerias, especialmente com o poder público. “No entanto, para que o museu funcione de fato, é indispensável apoio do poder público, pois não consigo mantê-lo sozinho. Para você ter uma ideia, com um investimento relativamente baixo — cerca de R$148 mil por ano — o museu conseguiria funcionar plenamente e receber todos os alunos das escolas da região. 

A iniciativa destaca a urgência de valorizar o patrimônio cultural em áreas periféricas. O que eu busco é chamar atenção para a preciosidade que temos nas mãos e para o impacto positivo que isso poderia gerar. Trata-se de uma região extremamente carente de instituições culturais, enquanto um acervo riquíssimo permanece subutilizado, enfatiza Franco. Ao tornar visível esse “patrimônio cultural de enorme valor escondido em uma cidade de 8 mil habitantes”, o projeto não só democratiza o acesso à arte, mas também posiciona Desterro de Entre Rios no mapa turístico de Minas Gerais.

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