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Galeria dos Profetas será realidade: Museu de Congonhas entra em nova era com aporte milionário da Vale

O Termo de Compromisso Social firmado entre a Prefeitura de Congonhas e a empresa Vale S.A., na última sexta-feira (13/03), prevê investimentos de até R$ 225 milhões em projetos nas áreas de saúde e cultura, com impacto direto na qualidade de vida da população. Esta conquista histórica da cidade é resultado de trabalho, diálogo, responsabilidade, firmeza de propósito, visão e compromisso de ambas as partes.Deste total, deverão ser destinados ao Museu de Congonhas cerca de R$ 25 milhões, para a sua expansão, que contempla a Galeria dos Profetas. Os recursos serão viabilizados por meio de patrocínio cultural incentivado, conforme as regras da Lei Rouanet.

O acordo permitirá ainda ao município estruturar o novo Hospital Bom Jesus, que deverá receber R$ 200 milhões. A assinatura do documento ocorreu no Goiabeiras, no bairro Santa Mônica, local onde será construído o novo hospital da cidade, e contou com a presença do prefeito, vice-prefeito, de secretários municipais e outros servidores, vereadores e representantes da empresa. O Termo firmado estabelece que os valores repassados pela Vale têm caráter de investimento social voluntário, não possuindo qualquer relação com os eventos de janeiro.

Ampliação do Museu

Os R$ 25 milhões destinados pela Vale ao Museu de Congonhas contribuirão substancialmente para o projeto de retomada das ações de revitalização urbana e turística do centro histórico de Congonhas. O projeto de complementação do Museu de Congonhas, elaborado pelo arquiteto Gustavo Penna, cria um pavimento coberto para o Anfiteatro, o que permitirá a realização de eventos em diferentes condições meteorológicas, além da implantação de loja do museu, elevador de acessibilidade, climatização, iluminação museográfica e mobiliário. O projeto contempla ainda a Galeria dos Profetas, espaço expositivo permanente para as 12 réplicas, em tamanho original, das esculturas de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, dispostas de forma semelhante às originais, situadas no Adro da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

A galeria, também chamada de Sala dos Profetas, permitirá acesso ao maior artista das Américas e à sua obra-prima. Os profetas estarão dispostos em um espaço de imersão, branco e neutro, em ampla área expositiva, que reproduz a estrutura geométrica análoga à do Adro do Santuário. O fundo infinito e os suportes museográficos, com projeções de imagens, luz e sons, possibilitarão apresentações artísticas no local.

Serão realizadas ainda reformas pontuais e ações educativas voltadas à valorização do patrimônio histórico, à acessibilidade cultural e à formação de novos públicos. O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos e o Museu de Congonhas estão inseridos na cena dos equipamentos culturais mais destacados do mundo. Criado para valorizar, preservar e interpretar o conjunto arquitetônico e artístico barroco de Aleijadinho, o Museu de Congonhas funciona como um “museu de sítio”, o primeiro do Brasil, oferecendo contexto histórico e religioso que aprofunda a visita ao Patrimônio Mundial da UNESCO.

De acordo com o diretor-presidente da FUMCULT, Pedro Cordeiro, com a complementação do projeto original do Museu de Congonhas, após dez anos de sua inauguração, serão criadas condições para a permanência do turista religioso e cultural por mais tempo em Congonhas, o que fomenta toda a cadeia turística, da qual fazem parte hotéis, restaurantes, comércio e serviços: “Visitantes e congonhenses poderão saber mais sobre nossa história. As possibilidades de o artista expor seu trabalho se ampliam. Com isso, estaremos reforçando um dos grandes projetos de município, que é o ‘Congonhas: Capital Mineira da Fé’”.

O gestor cultural afirma ainda que esta obra terá reflexo sobre outros atrativos do Museu, para os quais a autarquia municipal buscará outros recursos: “A expografia original permanente será revisitada e atualizada, então já iniciamos conversas com o Luis Sardá [designer espanhol, que assina a obra] e outras partes envolvidas. Além disso, tornaremos o restaurante e café do Museu mais moderno”.

“Nosso projeto para a cultura e o turismo está sendo desenvolvido, como tudo no Governo: com base no diálogo, responsabilidade, leveza, competência, pensando no longo prazo, no futuro de Congonhas. O Museu vai ficar para sempre e é da cidade. Ele é de nós, moradores, e, por isso, devemos celebrar este momento histórico de conquistas fundamentais pra nossa Congonhas”, finaliza Pedro Cordeiro.

Para garantir transparência e acompanhamento das ações, será criado um comitê de monitoramento, com representantes do município e da empresa. O grupo será responsável por acompanhar a execução dos projetos, analisar relatórios técnicos e financeiros, cabendo ao município assegurar a correta aplicação dos recursos.

Com raízes em Congonhas, o diretor de Relações Institucionais da Vale, Kennedy Alencar, considerou um orgulho participar da solenidade de assinatura deste Termo de Compromisso Social, representando o presidente da Vale, Gustavo Pimenta. “Ele endossou este acordo que representa um investimento voluntário da empresa. Não se trata de condicionante ou pagamento de alguma multa. Este ato reitera o compromisso da companhia com os municípios mineradores onde ela opera”.

Segundo Kennedy, a Vale considera Congonhas um tesouro para o país, onde se encontra a expressão máxima da obra de Aleijadinho, mas também um dos principais municípios mineradores do Brasil. “Por isso, queremos apoiar a cidade em obras estruturantes. Então investimos no novo Hospital Bom Jesus e na complementação do projeto do Museu de Congonhas, como parte desta jornada de respeito e benefício mútuo. A mineração legal e responsável tem compromisso com as comunidades e territórios onde ela opera”.

Rodrigo Silveira, diretor de Operações do Corredor Sul da Vale, lembra que “Congonhas e Vale desenvolvem parceria já de longa data nas áreas de esporte, cultura, desenvolvimento social e meio ambiente. Mas esta parceria firmada agora é muito mais vultosa, porque abrange também a saúde”.Marcelo Klein, diretor de Relacionamentos Institucionais Sul/Sudeste da Vale, revela que este acordo está diretamente relacionado com a transformação cultural pela qual a empresa vem passando nos últimos anos. “A empresa está mais próxima dos municípios e, assim, conseguimos capturar o que acontece no território, ouvir as reivindicações e acelerar o processo de tomada de decisões da empresa com muito mais facilidade. Esta questão de sensibilidade, atenção e cuidado exige presença. E presença exige conexão, diálogo, compartilhamento e temos de construir juntos todos os dias”.

O prefeito de Congonhas, Anderson Cabido, considera este momento de grande relevância, não apenas para Congonhas, mas para a região, para os municípios mineradores e para Minas Gerais. “Trabalhamos por muito tempo junto às cidades mineradoras e muitas sonham em construir parcerias como a que estamos estabelecendo com a Vale, sempre que precisasse ser fruto de compensação ou algo parecido. Este Termo surge do diálogo, de uma construção que o município tem feito com as primeiras empresas instaladas em nossa cidade. Encontramos na Vale a acolhida às nossas demandas, anseios, abertura para o diálogo e o entendimento de que é fundamental deixarmos o legado da mineração para a nossa cidade”.

O prefeito finaliza dizendo que “este recurso fortalece nosso propósito de, por meio da cultura e o turismo, entre outras áreas produtivas, buscar tornar a cidade, cada vez mais, independentes da mineração. E a maior parceria da história de Congonhas surge graças à boa disposição que encontramos na Vale e à nossa capacidade de articulação, construção e diálogo”.

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