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Filiação de Carlos Viana ao PSD para disputar o Senado, afasta o PL da chapa governista

Mesmo estando com desempenho nas pesquisas de intenção de voto inferior dos outros nomes da direita na disputa pelo Governo Estadual, Mateus Simões tentou unir a direita em torno de seu nome sob o argumento de que ao assumir o Governo em 2026, só poderia concorrer a reeleição.

Como esse argumento não seria o bastante, Mateus Simões tentou formar sua chapa contemplando o Novo, partido o qual foi filiado até outubro de 2025, o PL que ´retende lançar pelo menos um nome ao Senado em cada unidade federativa e o Senador Cleitinho, líder nas pesquisas de intenção de voto para o Governo.

Teoricamente, a chapa seria configurada da seguinte maneira: Mateus Simões concorreria ao Governo pelo PSD; a vaga de vice ficaria com Gleidson Azevedo, contemplando ao mesmo tempo o Novo e o Senador Cleitinho e as vagas do Senado ficariam com Marcelo Aro e Domingos Sávio.

O problema é que nem todos os envolvidos gostaram dessa articulação. A começar por Nikolas Ferreira principal nome do PL mineiro, que via em Gleidson Azevedo um potencial adversário na disputa pelo Governo do Estado em 2030 em uma eventual renúncia de Mateus Simões para concorrer ao Senado ou entrar numa disputa nacional. Outro problema é a divisão do PL em três grupos: os que defendem apoio a Mateus Simões, os que defendem o apoio a Cleitinho e os que defendem a candidatura própria. Esta divisão levou o PL a lançar somente a pré candidatura ao Senado de Domingos Sávio, deixando a decisão sobre chapa ao Governo para mais próximo das convenções.

Mas na última semana da janela partidária, a chegada ou volta do Senador Carlos Viana ao PSD, partido do Governador Mateus Simões praticamente encerrou a possibilidade do PL indicar um dos nomes ao Senado na chapa governista, que tende a indicar Carlos Viana e Marcelo Aro como candidatos ao Senado.

Outro revés sofrido pelo Governador Mateus Simões e principalmente pelo parido Novo, foi a migração de Gleidson Azevedo para o Republicanos, mesmo partido de seu irmão, o Senador Cleitinho Azevedo. A permanência do Deputado Estadual Eduardo Azevedo no PL somada ao anúncio da pré candidatura de Gleidson Azevedo para Deputado Federal, sinalizam que o PL vem se aproximando do Republicanos.

Como em política não existe impossível, o que pode mudar a configuração desta chapa seria uma alteração da chapa executiva, incluindo um dos três pré candidatos ao Senado como companheiro de chapa de Mateus Simões, o que implicaria na saída do Novo da chapa ou na substituição de Mateus Simões por um dos dois pré candidatos ao Senado pela chapa, outra hipótese que pode ser considerada improvável, para não dizer impossível, uma palavra que não existe em política.

Com esta pré definição da chapa governista, a tendência é que até julho o PL se divida em duas correntes: a que defende apoio ao Senador Cleitinho, que adiou para a julho a intenção de concorrer ou não ao Governo e a que defende uma candidatura própria, que poderia ser justamente Cleitinho ou Carlos Viana e agora está entre Flávio Roscoe que vai se filiar com o intuito de concorrer ao Executivo, podendo ser vice ou Vitório Medioli, que colocou seu nome como pré candidato a Deputado Estadual, mas sua trajetória O encerramento da janela partidária já sinaliza sobre como serão compostas as chapas para o Governo Estadual, de apoio ao Governo Federal, faltando definir a chapa de apoio a oposição nacional. Os próximos três meses serão de muita especulação e articulação sobre o cenário político que só será definido nas convenções partidária entre 20 de julho e cinco de agosto.

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