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A partir de maio quem não tiver biometria cadastrada não vai conseguir pedir Bolsa Família, auxílio-doença nem seguro-desemprego: entenda a nova regra que muda o acesso aos benefícios de milhões de brasileiros

A biometria se torna obrigatória a partir de 1º de maio de 2026 para novos pedidos de Bolsa Família, seguro-desemprego, abono salarial e benefícios do INSS como auxílio-doença e pensão por morte, com a CIN como documento central e isenções para idosos acima de 80 anos e moradores de áreas remotas.

Se você pretende solicitar um novo benefício social ou previdenciário no Brasil a partir de maio, precisa saber de uma mudança que vai afetar milhões de pessoas. A biometria passou a ser obrigatória para novos pedidos de Bolsa Família, seguro-desemprego, abono salarial, auxílio por incapacidade temporária (o antigo auxílio-doença), salário-maternidade e pensão por morte a partir de 1º de maio de 2026. Quem não tiver o cadastro biométrico em dia simplesmente não conseguirá dar andamento ao pedido.

A medida faz parte do pacote de corte de gastos aprovado pelo Congresso Nacional e regulamentado por decreto presidencial. O objetivo é combater fraudes que historicamente drenam recursos da seguridade social. Segundo o Ministério da Gestão, cerca de 84% dos 68 milhões de beneficiários já possuem biometria registrada em alguma base oficial, como a CNH, o título de eleitor ou a Carteira de Identidade Nacional (CIN). Os outros 16% precisam se regularizar para não encontrar portas fechadas. E o prazo já está correndo.

O que muda a partir de maio com a biometria obrigatória A regra é direta. A partir de 1º de maio de 2026, quem entrar com um novo pedido de Bolsa Família, seguro-desemprego, abono salarial ou benefício por incapacidade temporária no INSS precisará ter biometria cadastrada em pelo menos um dos três documentos aceitos: a CIN (Carteira de Identidade Nacional), a CNH ou o título de eleitor. Se a pessoa não tiver biometria em nenhum desses documentos, será obrigada a emitir a CIN antes de dar andamento ao pedido.

Para quem já recebe benefícios, a situação é diferente. Não haverá bloqueio imediato. A biometria para beneficiários atuais será exigida de forma gradual, com convocações individuais ao longo de 2026 e 2027, sempre com aviso prévio por SMS, e-mail, aplicativo Meu INSS ou carta registrada. O INSS reforça que a implementação será progressiva e que nenhum pagamento ativo será cortado automaticamente por falta de biometria. Mas quem for convocado e não comparecer dentro do prazo de 90 dias pode, sim, ter o benefício suspenso até a regularização.

O cronograma completo da biometria até 2028 O governo estabeleceu três marcos para a transição completa:

  1. 1º de maio de 2026: A biometria passa a ser obrigatória para todos os novos pedidos de Bolsa Família, seguro-desemprego, abono salarial e benefícios por incapacidade do INSS.
  2. 1º de janeiro de 2027: A exigência se estende também para renovações e manutenção de benefícios já existentes.
  3. 1º de janeiro de 2028: A CIN se torna o único documento com biometria aceito para qualquer serviço ou manutenção de benefícios no INSS.

Na prática, isso significa que a Carteira de Identidade Nacional vai substituir completamente o antigo RG estadual como documento de identificação para fins de seguridade social. A CIN usa o CPF como número único e já inclui a coleta biométrica no momento da emissão. A primeira via é gratuita.

Quem já tem biometria na CNH ou no título de eleitor precisa fazer algo? Se você já possui biometria cadastrada no TSE (através do título de eleitor) ou no Detran (através da CNH), pode ficar tranquilo por enquanto. O governo vai aproveitar as bases de dados já existentes para validar a identidade dos beneficiários, sem necessidade de um novo cadastro imediato. Você pode conferir se seus dados biométricos estão registrados pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito ou pelo site do TSE.

Porém, atenção ao prazo final: a partir de janeiro de 2028, a CIN será o único documento com biometria aceito pelo INSS. Isso quer dizer que mesmo quem hoje tem biometria na CNH ou no título de eleitor precisará, eventualmente, emitir a Carteira de Identidade Nacional.

Quem está dispensado da biometria obrigatória Estão dispensadas da biometria obrigatória: pessoas com mais de 80 anos, migrantes, refugiados e apátridas, brasileiros residentes no exterior (via declaração consular), pessoas com dificuldade de locomoção por motivos de saúde ou deficiência (com laudo médico) e moradores de áreas remotas ou de difícil acesso, conforme definições do IBGE. Para os idosos acima de 80 anos, a identidade pode ser comprovada por documento com foto ou consultas a cadastros oficiais.

Como tirar a CIN e regularizar sua biometria A emissão da Carteira de Identidade Nacional é gratuita na primeira via. O documento utiliza o CPF como número único e já inclui a coleta de biometria no ato da emissão. Para obter a CIN, é necessário realizar agendamento online no portal de identificação do seu estado. No dia marcado, o cidadão deve levar a certidão de nascimento ou casamento e o CPF físico ou digital.

Além da CIN, beneficiários do Bolsa Família podem atualizar seus dados biométricos em unidades do CRAS ou postos municipais de assistência social. No caso do INSS, o agendamento pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS.

A orientação do governo é clara: não espere ser convocado. Quem regularizar a biometria antes evita filas, atrasos e o risco de ter o pedido de benefício travado na hora errada.

A nova regra de biometria obrigatória para Bolsa Família, INSS e seguro-desemprego começa a valer em maio e vai afetar diretamente quem ainda não tem impressão digital cadastrada em nenhum documento oficial. O cronograma vai até 2028 e, no fim, a CIN será o único documento aceito.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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