Lafaiete perde Léa Franco Martins, educadora, conselheira e segunda mãe de tantas vidas
Professora, católica fervorosa, apaixonada pela política e referência para diferentes gerações, Léa Franco Martins deixa um legado de educação, acolhimento, conselhos e amor ao próximo que marcou profundamente Lafaiete e sua gente.
Lafaiete amanheceu mais triste com a notícia da morte de Léa Franco Martins. Educadora por vocação, mulher de fé, apaixonada pela política e reconhecida pela capacidade de acolher, orientar e unir pessoas, ela construiu uma história que ultrapassou os limites da sala de aula e do serviço público para se tornar parte da memória afetiva de toda uma geração.
Durante anos, dedicou-se à educação e, posteriormente, coordenou a área que hoje corresponde à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Em qualquer missão que assumisse, fazia muito mais do que cumprir uma função. Formava pessoas, estendia a mão a quem precisava e encontrava tempo para aconselhar, ouvir e cuidar.
Discreta, elegante e extremamente culta, Léa tornou-se uma referência para lideranças de diferentes gerações. Amava a boa política e acreditava que ela só fazia sentido quando colocava as pessoas em primeiro lugar. Por isso, era comum que políticos buscassem seus conselhos antes de tomar decisões importantes. Sua palavra tinha o peso da experiência, da serenidade e da credibilidade conquistada ao longo de toda uma vida.
Católica fervorosa, viveu a fé pelo exemplo. Era daquelas pessoas que evangelizavam mais pelos gestos do que pelos discursos. Também ficou conhecida pelo carinho com que aproximava pessoas. Incentivava amizades, celebrava casamentos e tinha alegria em ver novas famílias nascerem. Não por acaso, ganhou a fama carinhosa de “casamenteira”.
Na família, deixou seu maior legado. Deixa os filhos Tarciano Franco, Sandro Del Franco Martins e Leonam Franco, além das noras, netos e bisnetos, que dão continuidade aos valores de amor, respeito e solidariedade que ela cultivou durante toda a vida.
Seu coração, porém, nunca conheceu limites impostos pelo sangue. Durante um período delicado da família, acolheu o sobrinho Glaycon Franco e seus irmãos como filhos. Cuidou, educou, aconselhou e amou sem fazer qualquer distinção. Um gesto que marcou para sempre a vida do hoje líder político, que jamais deixou de reconhecer publicamente o papel decisivo que ela exerceu em sua formação.
Em sua despedida, Glaycon resumiu o sentimento de quem teve o privilégio de ser criado por Dona Léa.
“Era minha tia de sangue, mas Deus me deu o privilégio de chamá-la de segunda mãe. Nunca nos tratou como sobrinhos. Nos fez sentir filhos. Foi minha grande orientadora, minha bússola e uma das pessoas que mais influenciaram a minha formação humana.”
A partida de Léa Franco Martins deixa uma lacuna difícil de preencher. Permanecem, porém, os frutos de uma vida dedicada à educação, à família, à fé, ao serviço e ao amor ao próximo.
Na homenagem àquela que sempre chamou de segunda mãe, Glaycon deixou a certeza de que seu legado continuará vivo.
“A senhora continua viva em mim. Vive na minha maneira de olhar as pessoas, na forma como faço política e nos valores que levarei comigo para sempre. Porque o tempo pode levar a presença, mas nunca levará os ensinamentos de uma mãe que escolheu amar muito além dos laços de sangue.” Ainda não informações sobre velório e sepultamento.



