Pais e responsáveis por estudantes de Itaverava estão cobrando providências em relação ao transporte escolar terceirizado utilizado por crianças e adolescentes do município. Segundo relatos apresentados à reportagem, veículos estariam circulando sem monitoras e com número de passageiros acima da capacidade, situação que estaria preocupando as famílias. Eles vão buscar uma solução junto aos veredores na sessão desta noite.
De acordo com uma mãe, há casos de veículos pequenos transportando até sete crianças, incluindo estudantes com idades entre 4 e 16 anos. Segundo ela, a ausência de uma monitora estaria dificultando o controle dos passageiros durante o trajeto. O relato aponta ainda que, em algumas situações, crianças menores, inclusive de 4 a 6 anos, estariam sendo transportadas em veículos com lotação acima do que, segundo a denunciante, seria adequado.
A mãe afirma que já procurou diferentes órgãos em busca de uma solução. Segundo ela, foram realizadas cobranças junto à Câmara Municipal, Prefeitura, Secretaria de Educação, além da participação em reuniões do Legislativo municipal nos dias 14 e 21 de julho, nas quais o problema teria sido apresentado aos vereadores.Ainda conforme o relato, uma representante da área de Educação teria sido convocada para prestar esclarecimentos na Câmara Municipal. A denunciante afirma ter recebido a informação de que ela não compareceria à reunião prevista para esta terça-feira (18), mas essa informação não foi confirmada oficialmente pela reportagem.
Uma das principais reclamações envolve justamente a responsabilidade pela contratação das monitoras. Segundo a mãe, a Secretaria de Educação teria informado que não teria obrigação de contratar os profissionais, enquanto a responsabilidade ficaria com os motoristas responsáveis pelos contratos terceirizados.
A denunciante questiona ainda uma suposta diferença no tratamento entre localidades. Segundo ela, veículos terceirizados que atendem a região de Monsenhor Isidro contariam com monitoras custeadas pela Prefeitura, enquanto, em Itaverava, a contratação ficaria sob responsabilidade dos motoristas. A reportagem não teve acesso, até o momento, aos contratos ou documentos que permitam confirmar essa diferença.
A preocupação das famílias ganhou ainda mais força, segundo a mãe, após um episódio envolvendo seu filho, que possui deficiência intelectual. Ela afirma que o menino teria sofrido um episódio de agressão ou conflito dentro do veículo escolar, o que a levou a intensificar as cobranças por melhorias na segurança e acompanhamento durante os trajetos. Até o momento, os relatos apresentados à reportagem representam a versão da denunciante. A situação e as responsabilidades deverão ser esclarecidas pelas autoridades municipais e pelos responsáveis pelos contratos de transporte escolar.




