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Quem realmente tem chance? Eleição de 18 candidatos da região dependerá de votos que vão muito além de suas cidades

Ter uma cidade inteira ao lado de um candidato pode não ser suficiente para elegê-lo deputado federal ou estadual. Nas eleições proporcionais, a matemática é mais complicada do que simplesmente colocar os candidatos em ordem do mais votado para o menos votado.Essa diferença ajuda a entender o tamanho do desafio colocado diante dos 18 candidatos ligados a Lafaiete, Congonhas e Ouro Branco nas eleições de 2026.

Em Minas Gerais, o quociente eleitoral de 2022 foi de 143.852 votos para deputado estadual e 210.964 para deputado federal.Isso não significa que um candidato precise, individualmente, alcançar esses números para ser eleito.O voto dado a um candidato também entra na conta de seu partido ou federação. Primeiro, a Justiça Eleitoral determina quantas cadeiras caberão a cada legenda. Depois entram em cena a votação individual dos candidatos, as exigências mínimas previstas pela legislação e a distribuição das vagas restantes.

É justamente aí que uma análise séria sobre “chances de eleição” precisa ter cautela.Um candidato com 40 mil votos pode ser eleito enquanto outro, com votação maior, pode ficar de fora. Tudo dependerá também da votação obtida pelo conjunto de candidatos de seu partido ou federação em Minas.

Ainda assim, a história eleitoral permite identificar diferentes pontos de partida.Glaycon Franco começa a disputa estadual carregando uma vantagem que nenhum outro nome das três cidades possui: já exerceu três mandatos consecutivos de deputado estadual, disputou uma vaga federal em 2022 com 59.818 votos e chegou à Câmara dos Deputados como suplente. Agora retorna à disputa por uma cadeira na Assembleia.

É, portanto, um candidato que já demonstrou capacidade de obter votos fora de Lafaiete e de sua região imediata.Outros concorrentes começam com patrimônio eleitoral diferente.

Prefeitos e ex-prefeitos, vereadores, candidatos que participaram das eleições municipais de 2024 e lideranças que construíram atuação regional não partem do zero. Eles carregam consigo redes políticas, grupos partidários e votações anteriores que ajudam a dimensionar seu potencial.Mas existe um obstáculo comum a praticamente todos: nenhuma das três cidades, isoladamente, oferece um universo eleitoral confortável para sustentar tamanha quantidade de candidaturas competitivas.

É particularmente evidente na disputa federal. São 11 candidatos locais tentando chegar à Câmara dos Deputados. O quociente eleitoral mineiro para federal em 2022 foi superior a 210 mil votos.Mesmo que esse número não represente a votação individual necessária para conquistar uma cadeira, ele demonstra a escala estadual da disputa.

Para os candidatos com pretensão real de vitória, portanto, Lafaiete, Congonhas ou Ouro Branco provavelmente precisarão funcionar como ponto de partida, não como ponto de chegada.Será necessário buscar votos em cidades como Congonhas, Lafaiete, Ouro Branco, Carandaí, Cristiano Otoni, Entre Rios de Minas, Jeceaba, São Brás do Suaçuí e dezenas de outros municípios.

E há um segundo problema.Os candidatos não disputarão apenas entre si.Deputados estaduais e federais que já possuem mandato, estrutura partidária e bases eleitorais consolidadas em Minas também buscarão votos nas três cidades.A pergunta eleitoral mais importante da região em 2026, portanto, talvez não seja qual dos 18 candidatos terá mais votos.

Será outra:

quantos conseguirão ultrapassar as fronteiras de sua própria cidade?A resposta provavelmente separará as candidaturas locais das candidaturas realmente competitivas.

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