As margens de rios e córregos assim como as ladeiras têm recebido atenção especial da Administração Municipal de Congonhas. Estas encostas sustentam vias importantes da cidade, edificações e os cursos d’água. Do início de 2025 até setembro de 2026, 15 pontos de atenção entraram no radar da Prefeitura de Congonhas, sendo quatro no bairro Basílica, dois no Alvorada e outros no Joaquim Murtinho, Vila São Vicente, Lucas Monteiro, Cristo Rei, Eldorado, Pequeri, Grand Park, Centro e Campinho. Diversos destes taludes já foram estabilizados, levando tranquilidade para quem reside próximo ou circula no seu entorno. O objetivo é proteger toda a população.
Rio Maranhão com a av. JK ao fundo.
Uma importante obra acaba de ser entregue logo na entrada Sul da cidade: a contenção da margem do rio Maranhão junto à ponte de ferro de acesso ao Jardim Profeta e Vila São Vicente (antiga entrada do Belvedere, substituída pelo recém-inaugurado Viaduto Padre Benedito Pinto da Rocha). Um muro gabião de 44 metros de comprimento e 4 metros de largura agora mantém no lugar tanto a margem do rio Maranhão, quanto a avenida JK, que é o principal corredor viário de Congonhas.
Muro gabião estabilizou residências do Campinho e a estrada do Barnabé.
Outra local que estava em risco fica logo abaixo da estrada do Barnabé, no Campinho. Principalmente no período de cheias, o córrego do bairro estava descalçando as laterais do barranco e colocando em risco três casas e, consequentemente, a via. Após a Defesa Civil apontar risco de deslizamento e desmoronamento no local, a Secretaria de Obras iniciou a construção de um muro gabião, com 120 metros de extensão, 2 metros de altura por 2,5 metros de largura. Com esta ação, o terreno já consegue agora sustentar adequadamente as moradias e, portanto, oferecer segurança e tranquilidade para famílias ali residentes.
Alguns deles são Wederson Baldino, a esposa Sara e seus familiares. “Moro aqui há 41 anos. Quando chovia, era complicado, a água batia no barranco, que ia ficando descalçado e ameaçava a cair. Quando morei em uma casa mais abaixo, a água batia na altura do peito da gente dentro de casa. Quando deu uma chuva muito forte meses atrás, derrubou o muro do meu tio, feito de bloco cheio. Então liguei para a Prefeitura, a Defesa Civil fez a perícia e, em seguida, a Secretaria de Obras construiu o muro gabião. Meu tio encontrou aqui o lugar perfeito para criar animais e manter uma horta de verduras, o que está fazendo ele recuperar a saúde. Este local é muito importante para nós. Agora posso dormir sossegado, já não tem mais problema, agora é só agradecer à Prefeitura. Esta obra foi uma benção de Deus aqui pra nós”, comemora.
Na Basílica, mas bem próximo à Fonte dos Moinhos, a rua Padre Alberto foi fortalecida por uma cortina de estacas (com uso da perfuratriz e preenchimento com ferragem e concreto). Sobre elas será feito o coroamento para a construção da calçada que surgirá sobre uma laje. Em seguida, o guarda-corpo será instalado. A benfeitoria permitirá que a rua se mantenha com 5 metros de largura.
A obra da rua Padre Alberto é uma reivindicação de cerca de 20 anos dos moradores, já que o solo apresentava instabilidades. O barranco ameaçava desabar em cima de duas residências e a água das chuvas também corria sobre elas. Segundo moradores, veículos já ficaram pendurados nele. Outras obras de contenção foram feitas pela Prefeitura naquela via no decorrer todos tempos.
Também foi resolvido o problema da erosão nas margens de um curso d’água que passa pela rua Santa Efigênia, na entrada da área urbana do Pequeri, com uma obra de contenção, drenagem e instalação de guarda-corpo.
A maior obra de estabilização de encosta em andamento em Congonhas é a da rua Joaquim Rezende Barbosa, no Cristo Rei. Devido ao risco de desmoronamento dos prédios e da rua José Liberato de Oliveira, que foi feita sobre um aterro, a Prefeitura está realizando uma obra que utiliza três dispositivos de contenção: solo grampeado verde (biomanta), em estágio bem adiantado, que irá gramar parte da encosta; solo grampeado com concreto projetado; e cortina atirantada.
Antes do início da obra, 11 famílias tiveram de deixar as edificações, dois imóveis foram desapropriados e os proprietários são acolhidos pelo Aluguel Social.
Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas











