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O SUV mais barato do mercado ainda vale a pena em 2026? Modelo de entrada traz motor 1.0 turbo de até 130 cv, porta-malas de 490 litros e consumo na casa dos 14 km/l

Preço de entrada, espaço interno e segurança colocam o Citroën Basalt no centro da disputa entre os SUVs compactos em 2026, em um cenário em que equipamentos, desempenho e testes independentes ganham peso na decisão de compra.

Citroën Basalt segue no mercado em 2026 como uma opção de entrada entre os SUVs compactos, com foco em preço inicial mais baixo, porta-malas amplo e proposta voltada ao uso urbano.

A linha 2026 passou a ser vendida em quatro versões, com preços oficiais a partir de R$ 93.990 na configuração Feel 1.0 manual e chegando a R$ 114.990 na Dark Edition Turbo 200.

A estratégia da marca mantém o modelo no segmento de utilitários esportivos compactos com apelo comercial baseado em custo de entrada, espaço e altura em relação ao solo.

Ao mesmo tempo, a avaliação de segurança passou a ocupar espaço central na análise do carro, depois de o Basalt receber zero estrela no Latin NCAP, em resultado divulgado em outubro de 2025 para a versão testada com quatro airbags.

Esse contexto altera o debate sobre custo-benefício.

Em vez de uma leitura restrita a preço, bagageiro e equipamentos, a compra passa a envolver também o desempenho do carro nos testes independentes de segurança.

Citroën Basalt 2026 aposta em espaço interno e porta-malas

O Basalt foi projetado para atender quem procura um veículo com características de hatch, sedã e SUV compacto.

O modelo mede 4.343 mm de comprimento, tem 2.645 mm de entre-eixos e porta-malas de 490 litros pelo padrão VDA, número que o coloca entre os maiores da categoria.

Na cabine, o entre-eixos favorece o espaço para as pernas no banco traseiro.Já o porta-malas atende a um perfil de uso que inclui rotina familiar, deslocamentos urbanos e viagens curtas.

A proposta do carro, nesse ponto, se apoia em dimensões que priorizam capacidade de carga sem avançar para o porte de SUVs mais caros.

Também por isso, o Basalt passou a ser citado entre os modelos de entrada voltados a famílias pequenas, motoristas de aplicativo e consumidores que buscam posição de dirigir mais alta.

Na linha 2026, a Citroën manteve central multimídia de 10,25 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas, câmera traseira e sensor de estacionamento desde a versão inicial, além de USB-C para a segunda fileira.

A gama mais recente ainda recebeu ajustes de acabamento e equipamentos.

A Feel passou a ter novo revestimento interno e sensor traseiro.

Na Feel Turbo 200, o ar-condicionado digital automático foi incorporado.

A Shine ganhou teto escurecido e detalhes de acabamento revistos, enquanto a Dark Edition foi incluída como versão de topo.

Motores 1.0 e desempenho mudam o perfil de uso

A configuração de entrada usa o motor 1.0 Firefly aspirado, com até 75 cv e 10,7 kgfm com etanol, sempre associado ao câmbio manual de cinco marchas.

Segundo a ficha técnica oficial, esse conjunto acelera de 0 a 100 km/h em 15,2 segundos com etanol e registra consumo de 13,2 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada com gasolina no PBEV.

Os números indicam uma calibragem voltada à economia e ao uso diário.

Em trajetos urbanos, esse conjunto atende a uma proposta de mobilidade de entrada.

Em estrada, sobretudo com mais ocupantes e bagagem, o desempenho informado pela própria fabricante mostra um comportamento mais limitado.

Nas versões superiores, o Basalt adota o motor Turbo 200, com até 130 cv e 200 Nm a 1.750 rpm, combinado ao câmbio CVT com sete marchas simuladas.

Nessa configuração, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos com etanol, de acordo com dados da marca para a Dark Edition.

Quem prioriza preço menor e consumo tende a olhar para a versão aspirada.

Já o conjunto turbo se encaixa melhor em deslocamentos rodoviários, subidas e retomadas, segundo os dados oficiais de desempenho divulgados pela Stellantis.

Segurança do Basalt pesa mais na decisão de compra

O principal ponto de atenção do Basalt em 2026 está na segurança.

No Latin NCAP, o modelo avaliado com quatro airbags obteve 39% para ocupante adulto58% para ocupante infantil53% em proteção a pedestres e usuários vulneráveis das vias e 35% em assistência à segurança, resultado que levou à classificação de zero estrela.

No relatório do programa, a entidade apontou proteção marginal para o peito do motorista e insuficiente para o peito do passageiro no impacto frontal analisado.

Como se trata de uma avaliação independente, esse resultado passou a integrar a comparação do Basalt com rivais do segmento.

A leitura do custo-benefício, portanto, deixou de se concentrar apenas em preço de tabela e espaço interno.

Para consumidores que colocam segurança como prioridade, o resultado do Latin NCAP se tornou um dado objetivo de comparação.

Ainda que o modelo ofereça airbags laterais, assistente de partida em rampa, monitoramento da pressão dos pneus e fixações Isofix, a nota do teste alterou a percepção pública sobre o pacote.

O que observar antes de comprar o SUV da Citroën

Outro ponto que exige atenção está na altura do solo.

O material comercial da Citroën menciona 208 mm, enquanto a ficha técnica oficial da versão Feel registra 180 mm de altura mínima do solo.

A divergência não permite afirmar, com segurança, um único número sem considerar o critério adotado em cada documento.

Esse tipo de diferença pode influenciar comparações com concorrentes diretos, sobretudo para quem procura um carro mais adequado a valetas, lombadas e ruas irregulares.

Sem uma padronização explícita no material consultado, o dado precisa ser lido com cautela.

No mercado de 2026, o Basalt continua a reunir atributos objetivos que ajudam a explicar sua presença entre os SUVs compactos de entrada.

Porta-malas grande, entre-eixos competitivo, central multimídia atualizada e opção de motor turbo fazem parte desse pacote.

Por outro lado, os dados de segurança e a diferença expressiva entre o desempenho das versões também entram na conta.

A escolha, assim, depende do peso dado a cada um desses fatores.

Para quem busca um utilitário esportivo compacto com preço inicial mais baixo e foco no uso urbano, o Basalt permanece entre as alternativas disponíveis.

Já para o comprador que dá prioridade a desempenho em estrada ou aos resultados de testes independentes de segurança, a comparação com outras opções do segmento se torna ainda mais necessária.

Com preços agressivos dentro da própria proposta comercial da marca, o modelo preserva espaço no mercado.

Ao mesmo tempo, a avaliação do Latin NCAP e as diferenças entre as versões exigem uma análise mais detalhada antes da decisão de compra.

Fonte: CPG

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