Nova regra do PIX em 2025 amplia o rastreamento do dinheiro desviado, permite recuperar valores mesmo após saques ou transferências, traz contestação automática nos aplicativos e dá aos bancos até fevereiro para adotarem o mecanismo que promete mais segurança contra golpes e fraudes digitais usadas diariamente por milhões de brasileiros.
O PIX entra em uma nova fase em 2025 e deixa de ser apenas um meio rápido de pagamento para se tornar também um sistema mais robusto de proteção e recuperação de dinheiro em caso de golpe. As novas regras do Banco Central ampliam o rastreamento das transações e permitem que valores desviados sejam buscados além da primeira conta usada pelo fraudador.
Na prática, isso significa que o PIX passa a contar com um mecanismo de devolução mais inteligente, capaz de seguir o caminho do dinheiro por diferentes contas e travas de segurança, aumentando as chances de que a vítima consiga reaver pelo menos parte do que perdeu, mesmo quando o golpista saca ou transfere rapidamente o valor.
Como funciona a nova regra do PIX em 2025
Pelas novas normas, o mecanismo de devolução do PIX passa a enxergar não só a conta inicial usada no golpe, mas também as contas para as quais o dinheiro foi repassado depois.
O sistema identifica o rastro da transação dentro do ecossistema do PIX e compartilha essas informações com as instituições envolvidas.
Segundo o Banco Central, essa identificação compartilhada permite que os recursos sejam devolvidos em até 11 dias após a contestação, quando houver saldo disponível nas contas por onde o dinheiro passou.
Antes, se o golpista transferisse ou sacasse rapidamente, a chance de recuperação praticamente desaparecia. Agora, o caminho fica mais longo para o criminoso e mais favorável para a vítima.
Dinheiro poderá ser recuperado mesmo após transferências
Uma das grandes mudanças é justamente a possibilidade de buscar o valor do PIX além da primeira conta fraudulenta.
Na configuração antiga, o banco conseguia bloquear e devolver o dinheiro apenas se ele ainda estivesse parado naquele primeiro destino.
Com o novo modelo, o sistema passa a atuar como um rastreador de rota, permitindo que os bancos bloqueiem recursos também em contas intermediárias usadas pelo golpista para “esconder” o dinheiro. Isso atinge em cheio uma prática comum de quadrilhas, que espalham o valor entre várias contas para dificultar a ação das autoridades.
Quanto mais cedo a vítima contesta o PIX, maiores são as chances de encontrar saldo em alguma dessas contas e viabilizar a devolução. O tempo continua sendo decisivo, mas a janela de oportunidade fica mais ampla.
Autoatendimento do PIX no app facilita a contestação
Outra novidade importante é o autoatendimento dentro do próprio ambiente PIX nos aplicativos dos bancos.
Desde 1º de outubro, todas as instituições já disponibilizam uma função específica para contestar uma transação suspeita, sem necessidade de ligar para a central ou falar com atendente.
O usuário acessa a área do PIX, seleciona a operação que considera fraude, golpe ou coerção e aciona o pedido de devolução diretamente pelo app.
Esse fluxo digital reduz o tempo de reação, evita filas em canais tradicionais e aumenta a chance de o dinheiro ainda estar em alguma conta vinculada ao golpe quando o mecanismo de devolução é acionado.
O Banco Central destaca que essa automação do processo foi pensada justamente para dar mais velocidade às denúncias e diminuir o prejuízo nas primeiras horas após o golpe, quando os criminosos atuam com mais intensidade para “limpar” os valores recebidos.
Prazo para os bancos e obrigatoriedade do novo PIX em fevereiro
As regras passaram a valer a partir deste domingo e estão em fase de adoção opcional até o início de 2025. A partir de 2 de fevereiro, o uso do novo mecanismo de rastreamento e devolução do PIX se torna obrigatório para todas as instituições participantes do sistema.
Ou seja, até fevereiro os bancos e fintechs têm um período de adaptação tecnológica e operacional para incorporar os novos recursos.
Depois disso, não será mais escolha da instituição oferecer ou não esse reforço de segurança: o mecanismo de devolução ampliado passa a ser parte padrão da experiência do PIX no país.
Na prática, a expectativa do Banco Central é de que o número de contas usadas em golpes seja mais facilmente identificado, facilitando tanto a devolução de valores quanto o bloqueio de contas recorrentes em fraudes.
Golpes com PIX e o impacto da medida na vida real
Pesquisas recentes já indicavam a dimensão do problema: milhões de brasileiros relataram ter sido vítimas de golpes envolvendo PIX ou boletos falsos, o que pressionou o sistema financeiro por respostas mais efetivas.
O crescimento do uso do pagamento instantâneo veio acompanhado da profissionalização de quadrilhas especializadas em engenharia social, sequestro relâmpago e invasão de contas.
Com o novo modelo, o recado é claro. O PIX continua rápido, mas agora fica também mais preparado para reagir quando algo dá errado.
Golpistas terão mais dificuldade em “sumir” com o dinheiro, e as instituições passarão a cooperar de forma mais estruturada quando uma transação é sinalizada como suspeita.
O que o usuário deve fazer ao cair em um golpe de PIX
Mesmo com as novas regras, a orientação continua sendo agir imediatamente. Assim que perceber que foi vítima de um golpe com PIX, o usuário deve:
- Abrir o aplicativo do banco e usar o botão de contestação dentro do ambiente PIX
- Detalhar o que aconteceu, marcando a transação correta
- Registrar boletim de ocorrência, especialmente em situações de coerção ou violência
Quanto mais rápido o pedido chegar ao sistema, maior a chance de o mecanismo de devolução do PIX encontrar saldo nas contas envolvidas e bloquear o valor para retorno à vítima.
A tecnologia melhora o cenário, mas não substitui o cuidado básico de conferir dados, desconfiar de pedidos urgentes e não compartilhar senhas ou códigos de confirmação.
No fim das contas, o PIX 2025 tenta equilibrar a balança entre rapidez e segurança, ampliando o poder de reação do sistema financeiro diante de um problema que já atingiu milhões de pessoas.
A nova regra não é uma blindagem absoluta contra golpes, mas representa um avanço importante na proteção do usuário.
Diante dessas mudanças no PIX, você acha que vai se sentir mais seguro para fazer transferências ou ainda tem receio de cair em golpes digitais?

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