Reajuste no salário mínimo eleva contribuição do MEI para R$ 81,05 por mês, altera valores do DAS e impacta diretamente o planejamento financeiro de quem trabalha por conta própria
A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) ficou mais cara a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor passou de R$ 75,90 para R$ 81,05 por mês, refletindo diretamente o reajuste do salário mínimo nacional, que subiu para R$ 1.621. Como a regra determina que o MEI contribua com 5% do salário mínimo, qualquer alteração no piso nacional impacta automaticamente o valor pago.
A informação foi divulgada por portais de economia e confirmada em comunicados oficiais, conforme dados do sistema do Simples Nacional e orientações do governo federal. Segundo as informações publicadas, o reajuste já está em vigor e vale para todos os microempreendedores individuais ativos no país.
Embora o aumento pareça pequeno à primeira vista, ele exige atenção, principalmente para quem trabalha com margens reduzidas e precisa manter o controle rigoroso das despesas fixas ao longo do ano.
Como funciona o pagamento da contribuição do MEI em 2026
O pagamento da contribuição mensal do MEI ocorre por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Esse documento reúne, em uma única guia, a contribuição previdenciária e os impostos devidos, conforme a atividade exercida pelo empreendedor.
O vencimento do DAS acontece todo dia 20 de cada mês. O documento pode ser emitido de forma simples pelo Portal do Simples Nacional ou pelo App MEI, disponível para sistemas iOS e Android. Além disso, o pagamento pode ser feito por boleto bancário, PIX, débito automático ou outras opções oferecidas pelas instituições financeiras.
No entanto, o valor final do DAS pode variar. Os MEIs do comércio e da indústria, que exercem atividades sujeitas ao ICMS, pagam um acréscimo de R$ 1 por mês. Já os prestadores de serviços, enquadrados no ISSQN, têm um adicional de R$ 5 mensais.
Por outro lado, quem atua tanto com comércio quanto com serviços precisa pagar os dois impostos. Nesse caso, o valor extra soma R$ 6, elevando ainda mais a contribuição mensal.
O que é o MEI e quem pode se formalizar
O Microempreendedor Individual (MEI) representa a forma mais simples e acessível de formalização para quem trabalha por conta própria no Brasil. Ao se cadastrar, o empreendedor passa a ter um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), o que facilita diversas operações do dia a dia.
Com o CNPJ ativo, o MEI pode emitir notas fiscais, abrir conta bancária empresarial, acessar linhas de crédito com juros menores e participar de oportunidades comerciais antes restritas a empresas maiores. Além disso, o pagamento mensal garante acesso a benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, desde que os requisitos legais sejam cumpridos.
Entretanto, existem limites claros para esse enquadramento. Para se manter como MEI, o faturamento anual não pode ultrapassar R$ 81 mil por ano. Já no caso do MEI transportador autônomo, o teto é maior, chegando a R$ 251,6 mil anuais.
Planejamento financeiro ganha ainda mais importância
Diante do novo valor da contribuição mensal do MEI em 2026, especialistas recomendam reforçar o planejamento financeiro. Embora o reajuste acompanhe o salário mínimo, ele se soma a outros custos fixos, como aluguel, insumos e serviços essenciais.
Por isso, manter o pagamento do DAS em dia continua sendo fundamental. Além de evitar multas e juros, a regularidade garante o acesso aos direitos previdenciários e mantém o CNPJ ativo. Em um cenário econômico desafiador, organização e informação seguem sendo aliados importantes para a sustentabilidade do pequeno negócio.
FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS



