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ABSURDO: comunidade de Burque de Macedo fica ilhada e denuncia descaso da MRS com fechamento de ferrovia

Moradores da comunidade de Burque de Macedo vivem momentos de revolta e apreensão nesta se (30) após a ferrovia administrada pela MRS Logística permanecer fechada por mais de uma hora, impedindo completamente a passagem de veículos e pedestres. Segundo relatos encaminhados ao Jornal Correio de Minas, a via férrea foi bloqueada por volta de 12h10, e até aproximadamente 13h 20 o acesso seguia interditado por um trem parado sobre a passagem, dividindo a comunidade ao meio.

Um dos moradores procurou o maquinista no local e recebeu a informação de que a liberação só ocorreria cerca de 50 minutos depois. O que mais revoltou a população, no entanto, foi a alegação de que a MRS não atende ligações fora do chamado horário de almoço, entre meio-dia e 13h30, mesmo diante de situações emergenciais. “O pessoal está precisando acessar o posto de saúde e não consegue. Se alguém passar mal, como é que faz? A comunidade fica presa, não tem por onde sair”, relatou um morador.

Ainda segundo os relatos, apesar da existência de sinalização, vagões são frequentemente posicionados sobre a passagem, bloqueando totalmente o direito de ir e vir dos moradores.

A situação é considerada grave e desumana, principalmente por se tratar de uma comunidade que depende do acesso para atendimento médico, deslocamento de idosos, crianças e trabalhadores. O Jornal Correio de Minas cobra um posicionamento urgente da MRS Logística e pede mais responsabilidade e respeito com as comunidades cortadas pela ferrovia, especialmente em casos que envolvem emergência e saúde pública. Moradores de Burque de Macedo aguardam providências para que episódios como este não voltem a se repetir.

São Benedito

A situação não acontece somente em Buarque, como também os moradores do São Benedito. Alguns chegaram a perder dia de trabalho por causa do fechamento da rodovia, sem qualquer aviso prévio. No início de dezembro, os moradores se envolveram em uma discussão acalorada com equipes da concessionária MRS Logística nas proximidades da linha férrea que corta a região. A Polícia Militar precisou ser acionada para intervir e mediar o conflito.

O embate gira em torno do fechamento de passagens utilizadas pela comunidade e de questões relacionadas ao terreno que margeia a ferrovia. Segundo os moradores, muitos deles vivendo no bairro há mais de 40 anos, a área sempre foi negligenciada pela empresa. Eles afirmam que, ao longo das décadas, a comunidade arcou sozinha com os impactos provocados pela operação ferroviária, incluindo dificuldade de acesso, poeira, barulho constante e risco de acidentes.

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