Anderson Cabido defende protagonismo dos municípios nas negociações de compensações e contrapartidas das atividades mineradoras.
O prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSB), avalia que a atividade mineradora “vale a pena” para os municípios, mas desde que considere os valores ambientais, sociais e humanos. Desta forma, ele afirma que não devem ocorrer “a qualquer custo”. A ponderação foi feita durante entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta terça-feira (3/2) no canal no YouTube de O TEMPO.
Recentemente, cerca de 220 mil m³ de água com sedimentos vazaram da cava da mina de Fábrica, da mineradora Vale, localizada entre Congonhas e Ouro Preto. O governo de Minas confirmou que houve o rompimento de uma estrutura da mineradora.
O prefeito de Congonhas fez duras críticas ao episódio, mas apesar do ocorrido, considera que a atividade mineradora trouxe grandes melhorias aos indicadores da cidade.
“De fato, há ganhos para o município. Mas esses ganhos não podem ser a qualquer custo”, diz. “A gente defende que é possível compatibilizar as coisas, maximizar eventualmente os ganhos econômicos para a comunidade e, ao mesmo tempo, minimizar os danos ambientais e sociais.”
Entretanto, Cabido acredita que há dificuldades para conseguir esse equilíbrio por conta de problemas de diálogos com as mineradoras. Ele argumenta que as empresas deveriam ser responsáveis por lidar com essas questões.
“Elas têm que contribuir mais com a melhoria das condições de vida, com a distribuição de renda, com a inclusão daqueles que não se beneficiam das riquezas que a mineração gera, com os impactos que são causados também no entorno desses municípios”, diz.
O prefeito ainda defende uma maior participação dos municípios nas negociações de compensações e contrapartidas pelas atividades mineradoras, geralmente construídas entre as empresas e o Estado. Isso valeria para lidar, em especial, com as questões sociais envolvendo a mineração.
“É importante que a gente delegue ou entregue um protagonismo maior de novo para os municípios, para que eles possam pautar quais são as principais necessidades desses territórios.”





