Governador realizou vistoria em obras do hospital de Sete Lagoas na manhã desta segunda-feira (9/2)
Prestes a deixar o cargo de governador de Minas para concorrer à Presidência da República em 2026, Romeu Zema (Novo) finalizou as obras de apenas dois dos seis novos hospitais regionais prometidos em campanha: em Teófilo Otoni, entregue em dezembro de 2025, e em Divinópolis, cuja cerimônia de conclusão da construção acontece nesta terça-feira (10/2). O balanço foi feito durante visita, nesta segunda (9/2), às obras do Hospital Regional de Sete Lagoas, que ficará pronto apenas no segundo semestre.
O plano de governo de Zema enviado à Justiça Eleitoral na campanha de 2022 prometia a construção e operação de seis hospitais regionais. Além de Teófilo Otoni, Divinópolis e Sete Lagoas, havia também o compromisso de finalizar as unidades de Juiz de Fora, Conselheiro Lafaiete e Governador Valadares.
As estruturas tiveram construção iniciada por gestões anteriores, mas as obras foram paralisadas no decorrer das duas últimas décadas.
Apesar de deixar o cargo, Zema não viu problema em não participar das futuras inaugurações das unidades como governador. Durante coletiva à imprensa na vistoria do hospital de Sete Lagoas, o chefe do Executivo mineiro disse que a “entrega” é mais importante.
“Essa questão de eu participar ou não da inauguração, para mim, não é tão relevante assim. A população enxerga quando vê a sua vida melhorar, e tem muito político que parece que só quer participar de eventos. Então, para mim, o importante é saber que está acontecendo, que está avançando, que está melhorando”, afirmou. “Provavelmente, como eu já participei do de Teófilo Otoni e agora devo participar do de Divinópolis, deverão ser só essas duas entregas, já que eu tenho pela frente aí menos de 60 dias. Mas os planos continuam.”
Em sua fala, o governador destacou outros projetos em andamento em Minas, cuja continuidade ficará a cargo do vice-governador Mateus Simões (PSD), que assume o Executivo quando Zema se desincompatibilizar. Zema cita, como exemplo, o Rodoanel Metropolitano, a expansão do metrô de BH e a duplicação da BR-356, que liga Ouro Preto a Belo Horizonte.
“O que eu fico muito feliz é de ver que o meu governo termina, mas que as entregas continuam. E é isso que o mineiro quer, é governo responsável e não governo populista, que muitas vezes arrasa a situação financeira de uma cidade, de um estado, de um país, para fazer coisas para poder ganhar eleição”, argumenta.
Outros hospitais
Conforme noticiado por O TEMPO em dezembro do ano passado, a previsão é que o Hospital Regional de Governador Valadares fique pronto em junho. Já o de Conselheiro Lafaiete é previsto para o fim de 2026, entretanto, por conta de travas na execução do projeto, há possibilidade da finalização atrasar.
No caso da unidade em Sete Lagoas, 80% das intervenções foram executadas. A expectativa do governo é que o projeto seja finalizado em maio, enquanto a operação pode se iniciar no segundo semestre.
Durante a vistoria, o secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Pedro Bruno Barros, explicou que, após conclusão das obras, as unidades de saúde levam de três a quatro meses para equipagem, testes e obtenção de alvarás.
A obra de Juiz de Fora é a mais emblemática. Após a constatação de falhas construtivas na estrutura e um impasse com a prefeitura, que foi parar na Justiça, a obra – iniciada em 2017, na gestão de Fernando Pimentel (PT), e retomada em 2023 – foi abandonada em definitivo em 2024. Atualmente, a Prefeitura de Juiz de Fora trabalha para apresentar um novo projeto para tentar transformar a unidade abandonada em um novo Hospital de Pronto Socorro.




