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Mãe dopava filha, forçava prostituição e usava anestésico para minimizar dor em estupros

Mulher e um empresário flagrado com a garota de 12 anos foram indiciados

A Polícia Civil divulgou detalhes sobre como uma mãe, de 36 anos, forçava a filha de 12 anos a se prostituir em Estrela do Sul, no Triângulo Mineiro. A mulher e um empresário, de 57 anos, foram indiciados pelo crime. O homem é suspeito de abusar da garota, enquanto a mãe agenciava programas sexuais e sedava a filha antes dos estupros.

O caso foi descoberto no final de janeiro, quando o empresário foi flagrado durante operação policial na chácara dele. Ele estava nu e com a vítima no quarto. Conforme a polícia, a garota estava em estado de choque.

A investigação apontou que a mãe da vítima, além de facilitar os encontros, também coagia a filha a se prostituir. Para viabilizar os abusos, ela dopava a menina com remédios sedativos, como clonazepam, e utilizava pomadas anestésicas nas partes íntimas dela para tentar minimizar os efeitos das agressões. Além disso, a jovem era agredida com fios e sofria ameaças de morte constantes para não revelar o esquema criminoso.

Segundo a polícia, a investigação ganhou força por uma carta entregue pela vítima a uma colega de escola, pedindo socorro. A partir de então, a equipe da Delegacia de Polícia Civil em Estrela do Sul reuniu diversos elementos que levaram ao indiciamento dos suspeitos.

O homem responderá por estupro de vulnerável cometido em diversas vezes, e a mulher, por favorecimento à prostituição de vulnerável. O delegado responsável pelo inquérito policial, Eduardo Placheski Trepiche, chamou a atenção para a gravidade do caso e destacou a importância da atuação rápida da polícia para preservar a integridade da menina. “Nossa atuação técnica visa não apenas a responsabilização dos indiciados, mas, sobretudo, interromper ciclos de violência que ferem pessoas vulneráveis. A Polícia Civil está vigilante e atenta para que crimes dessa natureza sejam combatidos com o rigor da lei”, afirmou. O inquérito policial foi concluído e encaminhado à Justiça.

FONTE: O TEMPO

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