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Congonhas inicia vacinação inédita contra chikungunya em estratégia piloto nacional

A Prefeitura de Congonhas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Congonhas, iniciou, nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, a vacinação contra a chikungunya no município. A iniciativa integra uma estratégia piloto do Ministério da Saúde e coloca Congonhas entre as primeiras cidades do país a disponibilizar a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, primeira do mundo autorizada para a prevenção da doença. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025, o imunizante passará a ser aplicado de forma estratégica em municípios com potencial risco de transmissão nos próximos anos. Em Congonhas, a vacinação ocorrerá até o dia 6 de março, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Vacimóvel, contemplando pessoas de 18 a 59 anos.

Segundo a Secretaria de Saúde, Congonhas foi selecionada para integrar a estratégia nacional em razão do cenário epidemiológico e do aumento expressivo de casos registrados no município em 2024. De acordo com o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, a cidade contabilizou 72 casos de chikungunya naquele ano, o que reforçou a necessidade de adoção de medidas preventivas adicionais. Em Minas Gerais integram essa estratégia nacional, os municípios de Sabará, Santa Luzia e Sete Lagoas. Também participam as cidades de Maracanaú e Maranguape (CE); Simão Dias, Barra dos Coqueiros e Lagarto (SE); e Mirassol (SP). A definição considerou critérios epidemiológicos, circulação viral, porte populacional e capacidade de implementação rápida da nova vacina na rede pública de saúde.

A programação do Vacimóvel durante a campanha de vacinação contra a Chikungunya será realizada em pontos estratégicos do município, ampliando o acesso da população à imunização. No dia 23 de fevereiro, o atendimento acontece na Praça JK; no dia 24, na Praça dos Bancos; nos dias 25 e 27, no estacionamento da UPA; e, no dia 28, na Praça da Rodoviária, próximo à Feira do Produtor Rural. A partir de 1º de março, o Vacimóvel também percorrerá os bairros Pequeri, Campos das Flores e Mineirinha, com o objetivo de intensificar a vacinação e reforçar as orientações à comunidade.

Sobre a Vacina: Indicações e possíveis reações

Por ser produzida com tecnologia de vírus atenuado, a vacina não é indicada para pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas, com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, portadoras de múltiplas comorbidades crônicas descompensadas, gestantes ou mulheres que estejam amamentando. A avaliação prévia nas unidades de saúde é fundamental para garantir a aplicação segura.

Entre as possíveis reações adversas estão dor de cabeça, enjoo, cansaço, dor muscular, dor nas articulações, febre e manifestações no local da aplicação, como sensibilidade, vermelhidão, endurecimento ou inchaço. As equipes de saúde estão preparadas para orientar a população quanto aos cuidados após a vacinação.

Sobre a Chikungunya

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya é uma arbovirose que provoca febre de início súbito (acima de 38,5°C), dores intensas nas articulações de pés e mãos, além de dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele. Em casos mais raros, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e gerar problemas neurológicos.

O principal impacto da doença está na possibilidade de evolução para a fase crônica, quando as dores articulares podem persistir por meses ou até anos, comprometendo a qualidade de vida e a capacidade para o trabalho. Atualmente, não há antiviral específico para a chikungunya, e o tratamento é voltado para o alívio dos sintomas, com uso de antitérmicos e analgésicos, além de repouso e hidratação adequados. Diante de sintomas como febre associada a dores articulares e corporais, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde para avaliação e acompanhamento. Em 2025, o Brasil registrou 107 mil casos confirmados da doença e 121 óbitos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Estudos complementares e monitoramento

A aplicação da vacina em áreas com circulação do vírus permitirá avaliar sua efetividade em condições reais, ou seja, sua capacidade de reduzir casos da doença na população. O Instituto Butantan será responsável pelo monitoramento dos dados nos municípios participantes, com análise comparativa entre pessoas vacinadas e não vacinadas. Também serão conduzidos estudos pós-comercialização para acompanhamento contínuo da segurança do imunizante.
A participação nesses estudos será voluntária no momento da aplicação das vacinas. Um dos acompanhamentos será direcionado à população adulta vacinada. Outro observará gestantes que tenham recebido a vacina sem saber da gestação ou que engravidaram nos primeiros 30 dias após a aplicação, com monitoramento durante todo o período gestacional e no pós-parto, garantindo rigor técnico e científico na avaliação.

É fundamental que toda a população de Congonhas fique atenta aos sintomas da doença e procure uma unidade de saúde em caso de febre acompanhada de dor nas articulações e/ou dor no corpo. Isso contribuirá para que os casos de chikungunya sejam diagnosticados e acompanhados adequadamente.

A Prefeitura de Congonhas, por meio da Secretaria de Saúde, tem fortalecido seu planejamento e atuação constante, com acompanhamento epidemiológico e análise permanente dos dados. Entre as ações realizadas estão: Monitoramento de notificações de Dengue, Zika e Chikungunya, inclusive com uso de drones; atuação diária dos Agentes de Combate a Endemias; campanhas de mobilização nas escolas, UBS e instituições parceiras pelo programa Juntos Somos Mais Fortes; Campanha de vacinação contra Dengue e criação do Comitê Municipal de Controle da Dengue, instituído pelo Decreto Municipal nº 5.888/2013 e atualizado pela Portaria nº PMC/1.105/2025.

Por Secretaria de Comunicação / Prefeitura de Congonhas

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