Distrito baiano, tombado pelo IPHAN, apresenta pratos típicos e carregam nas suas paredes de pedra a glória e o declínio da era do garimpo de diamantes.
Conhecida como a “Machu Picchu Brasileira”, a vila de Igatu, no município de Andaraí, no coração da Chapada Diamantina, é um daqueles lugares onde o tempo parece ter decidido parar. Tombado pelo IPHAN ((Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o pequeno vilarejo carrega nas suas paredes de pedra a glória e o declínio da era do garimpo de diamantes.
O lugar é ideal para quem gosta de turismo histórico, conexão com a natureza e até um toque de misticismo. Isso porque, Igatu possui uma frequência vibracional diferente. É o destino ideal para quem quer trocar o barulho das notificações pelo som do vento batendo nas ruínas de pedra.
Ruínas e Mirantes

Caminhar pela vila é como percorrer um museu a céu aberto. O calçamento de pedras irregulares exige calçados confortáveis e um ritmo lento para apreciar os detalhes.
Alguns lugares precisam estar na lista do visitante é o caso das Ruínas do Bairro do Guiné. É neste lugar que o apelido de “Machu Picchu” ganha sentido. As carcaças de casas abandonadas após o fim do ciclo do diamante criam um cenário cinematográfico e um pouco melancólico, perfeito para fotos e reflexão.
A Galeria Arte & Memória é outro ponto imperdível. Trata-se de um verdadeiro museu a céu aberto que preserva utensílios do garimpo e obras de arte contemporânea. É o melhor lugar para entender a transição da vila do extrativismo para a preservação.
Vale ainda conhecer o Garimpo do Verruga, uma antiga mina que permite vivenciar a experiência dos garimpeiros. O interior é fresco e revela a engenhosidade das escavações manuais.
Termine a vivência na Cachoeira dos Macacos, que fica bem próxima à vila, é ideal para um mergulho revigorante após a caminhada pelas ruínas.
O Sabor da Chapada
A culinária em Igatu é uma extensão da hospitalidade local. Prepare-se para pratos que abraçam o estômago e utilizam ingredientes típicos da região. O prato mais emblemático da Chapada Diamantina é o Godó de Banana, um ensopado de banana-da-terra verde com carne de sol (ou bacon), temperado com muito coentro e amor. É substancioso e essencial para repor as energias. Tem origem naquela região nos séculos 18 e 19, quando era preparado como refeição de garimpeiros que aproveitavam os ingredientes abundantes na região
Outra iguaria para experimentar é a palma, que é um cacto! Vejam só! Ela é feita picadinha e refogada e lembra um pouco o quiabo, mas sem a baba. Além de saborosa é bastante nutritiva.
Estando no vilarejo é ainda preciso provar as cachaças artesanais da região, muitas vezes curtidas em ervas locais, ou os vinhos que vêm ganhando destaque na Chapada
Para quem curte a experiência de degustar um bom café da manhã regional, as pousadas atendem bem, servindo cuscuz, beiju de tapioca, queijo coalho grelhado e bolos caseiros.
Fonte: Revista Forum





