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A moto de 250 cilindradas que pode alcançar 560 km com um tanque de 14 litros, traz freios a disco nas duas rodas e segue entre as mais conhecidas do Brasil

A Yamaha Fazer 250 segue entre os modelos mais lembrados da categoria no Brasil, combinando motor de 249 cc, boa autonomia e presença constante no mercado de novas e usadas ao longo de diferentes gerações.

A Yamaha Fazer 250, hoje vendida como FZ25 no mercado brasileiro, continua entre as motos de média cilindrada mais conhecidas do país. Ao longo dos anos, o modelo se firmou pela combinação entre motor de 249 cc, proposta versátil e manutenção já conhecida por boa parte do mercado. A autonomia também costuma aparecer entre os pontos mais associados à moto, embora esse resultado varie conforme o uso e a forma de pilotagem.

Nos dados mais recentes divulgados pela Yamaha, a FZ25 Connected tem tanque de 14,2 litros. Em versões anteriores da linha, no entanto, aparecem registros de 14 litros. É uma diferença pequena, mas importante para não tratar todas as gerações como se fossem exatamente iguais.

O que ajuda a explicar a fama da Fazer 250

Parte da trajetória da Fazer 250 no Brasil passa pelo conjunto mecânico escolhido pela Yamaha. A moto usa motor monocilíndrico, de quatro tempos, com comando simples no cabeçote e duas válvulas. Nas especificações da fabricante, o modelo atual também mantém injeção eletrônica e refrigeração a ar com apoio de óleo, fórmula que acompanha a linha há anos.

Na prática, esse conjunto mais simples do ponto de vista construtivo ajuda a explicar por que a moto permanece em circulação com facilidade tanto no mercado de novas quanto no de usadas. Além do projeto em si, a durabilidade também está ligada ao cuidado de rotina. A Yamaha prevê revisões periódicas e inspeções regulares, o que influencia diretamente na preservação do conjunto ao longo do tempo. Por isso, a vida útil da moto depende de uma combinação entre projeto, manutenção e histórico de uso.

Autonomia alta, mas sem resultado fixo para todos os casos

A possibilidade de rodar longas distâncias com um único abastecimento é um dos pontos mais citados quando a Fazer 250 entra na conversa. A conta de 560 quilômetros com um tanque de 14 litros exige média próxima de 40 km/l, algo que pode ocorrer em condições específicas, como rodagem constante e acelerações moderadas.

Esse número, porém, não aparece como um dado oficial padronizado da Yamaha para todas as situações de uso. Por isso, o alcance deve ser tratado como estimativa teórica, e não como um resultado garantido em qualquer cenário. No dia a dia, o consumo muda conforme fatores como trânsito, relevo, peso transportado, calibragem dos pneus e estilo de condução.

Na cidade, a tendência é de maior oscilação por causa das retomadas, frenagens e trechos de tráfego intenso. Já em rodovia, a constância do giro costuma favorecer médias mais altas, desde que a velocidade permaneça em faixa regular.

Freios a disco nas duas rodas e mudanças entre versões

O sistema de frenagem também passou por mudanças ao longo das gerações. Nas versões atuais da FZ25, a Yamaha informa freios a disco nas duas rodas com ABS de série. Esse detalhe é importante porque nem todas as fases da linha podem ser descreritas da mesma maneira.

Ou seja, ao falar da Fazer 250, é preciso observar o ano e a configuração de cada modelo. Nas versões mais recentes, o conjunto inclui disco dianteiro e traseiro, além do sistema antitravamento. Segundo a fabricante, o ABS atua para reduzir a possibilidade de travamento das rodas em frenagens mais intensas ou em pisos de menor aderência.

A altura do assento fica em torno de 795 mm, enquanto o peso em ordem de marcha aparece na faixa de 150 kg, de acordo com a ficha da Yamaha. No motor, as especificações mais recentes apontam potência de até 21,5 cv a 8.000 rpm com etanol na FZ25. Em anos anteriores, os dados ficam próximos, com pequenas variações conforme a atualização da linha e o combustível utilizado.

Mercado de usadas mantém a moto em evidência

A Fazer 250 também segue presente no mercado de seminovas. Plataformas de revenda reúnem unidades de diferentes fases da linha, com variações de preço, quilometragem e ano de fabricação. Esse volume facilita a comparação entre modelos antigos e recentes, inclusive nas mudanças de acabamento, itens de segurança e capacidade do tanque.

Na hora de avaliar uma unidade usada, porém, o nome da moto não basta. O histórico de revisões, o estado da relação, o funcionamento dos freios, o desgaste dos pneus, a condição da suspensão e sinais de uso severo ajudam mais na leitura real do veículo. A presença da Yamaha no mercado brasileiro e a circulação prolongada da linha ajudam na reposição de componentes e no atendimento em oficinas especializadas.

Revisões e cuidados fazem diferença no uso diário

Nos manuais e canais de serviço, a Yamaha informa inspeções periódicas a cada 5.000 km ou 6 meses. A fabricante também orienta a troca inicial de óleo aos 1.000 km, com os intervalos seguintes a cada 5.000 km. Esse cronograma serve como referência básica para a manutenção preventiva.

Entre os pontos que exigem atenção estão a lubrificação e o ajuste da corrente, a checagem dos freios, o acompanhamento da suspensão e a calibragem correta dos pneus. São cuidados que interferem no consumo, na estabilidade e no desgaste das peças.

Com motor de 249 cc, freios a disco nas duas rodas e capacidade de tanque que varia conforme a geração, a Fazer 250 atravessou diferentes fases do mercado brasileiro mantendo uma proposta de uso versátil. Ao mesmo tempo, itens como ABS, potência declarada e capacidade do reservatório mudaram entre versões, o que exige atenção ao comparar modelos de anos distintos.

Fonte: Click Petroleo e Gas

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