A noite de Segunda-feira Santa (30) em Congonhas foi marcada pelo som dos passos sobre o calçamento de pedra e pelo silêncio respeitoso que tomou conta do Centro Histórico. Dando continuidade à programação da Semana Santa, fiéis se reuniram para a tradicional Procissão do Cristo Flagelado, um dos momentos mais introspectivos da celebração no município.
O rito teve início às 19h, com a Santa Missa na Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Logo após o cortejo partiu em direção à Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. No trajeto, a imagem de Cristo, marcada pelo sofrimento da paixão, guiou moradores e visitantes em um percurso de oração e memória.
O Sermão do Pretório
Ao chegar ao adro da Basílica, o cenário barroco serviu de palco para o Sermão do Pretório, conduzido pelo Padre José Mário. O celebrante trouxe o julgamento de Jesus para o tempo presente, provocando os fiéis a refletirem sobre as injustiças contemporâneas e a responsabilidade coletiva diante da dor do próximo.
A celebração recorda o instante em que Cristo, condenado e açoitado, é exposto ao povo antes de iniciar sua subida ao Calvário, um simbolismo que ressoa com força na “Cidade dos Profetas”.
Herança que atravessa gerações
Mais do que um evento do calendário, a procissão revelou sua força na renovação dos rostos que acompanham o andor. Entre as centenas de pessoas, famílias inteiras faziam o trajeto, garantindo que o costume não se perca no tempo.
É o caso de Eulália Martins, moradora do bairro Profeta, que fez questão de levar a neta de 7 anos pela primeira vez. “Ela já frequenta as missas comigo, mas a procissão tem algo diferente que prende a atenção da criança. Ela vai perguntando, observando as imagens, e a gente vai explicando o significado de cada passo. É assim que a fé começa”, relatou emocionada.
A programação da Semana Santa segue reunindo fiéis em diferentes momentos de celebração e mantendo viva a tradição na Capital Mineira da Fé.
Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas











