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GOLPE ATRÁS DE GOLPE: Criminosos usam falsas promessas e até nome do Tribunal para arrancar dinheiro de vítimas

Dois casos registrados em São João del-Rei acenderam o alerta para golpes financeiros cada vez mais sofisticados na região. As ocorrências envolvem falsas promessas de investimento e criminosos que se passaram por advogados e representantes do Tribunal de Justiça, causando prejuízos que ultrapassam R$ 300 mil. No primeiro caso, uma família de São João del-Rei teme ter perdido cerca de R$ 270 mil após investir dinheiro em um suposto esquema financeiro apresentado por uma mulher de 31 anos, que se identificava como investidora.

Segundo relato de uma das vítimas, os contratos oferecidos seguiam o modelo de investimento “acumulativo”. A suspeita, que seria parente de uma pessoa conhecida da família, conseguiu conquistar a confiança das vítimas, levando um homem, seu irmão e o pai a realizarem altos investimentos. No entanto, após receber o dinheiro, a mulher deixou de responder às mensagens e rompeu qualquer contato com os investidores, levantando a suspeita de estelionato. A Polícia Militar foi acionada e o caso foi registrado e encaminhado para investigação.

Outro golpe

Já em outro golpe registrado na cidade, um morador perdeu aproximadamente R$ 45.900 após ser enganado por criminosos que se passaram por advogada e representante do Tribunal de Justiça. De acordo com a vítima, tudo começou quando ela recebeu mensagens via WhatsApp de uma pessoa que afirmava ser a advogada responsável por um processo envolvendo um terreno. Para tornar a fraude mais convincente, a golpista utilizava a foto da verdadeira profissional envolvida na ação.

Posteriormente, outro indivíduo entrou em contato alegando ser representante do Tribunal de Justiça e informou que seriam necessários pagamentos de taxas para dar continuidade ao processo judicial.Para ganhar credibilidade, os criminosos chegaram a realizar um falso estorno de R$ 2.500, fazendo a vítima acreditar que a negociação era legítima. Convencido, o morador realizou diversos pagamentos até perceber o golpe.

Ainda segundo informações, a vítima compartilhou telas do celular e digitou senhas bancárias durante os contatos, o que facilitou a ação criminosa. Os casos servem de alerta para a população sobre golpes cada vez mais elaborados. Especialistas reforçam que advogados, bancos e órgãos oficiais não solicitam pagamentos, senhas ou dados sensíveis por mensagens de WhatsApp. A orientação é sempre confirmar qualquer solicitação diretamente pelos canais oficiais antes de realizar transferências ou compartilhar informações pessoais.

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