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Fim do código de 4 dígitos nos cartões bancários: o que você precisa saber sobre o novo sistema

Imagine sair de casa só com o cartão e a certeza de que, mesmo se ele for perdido, ninguém vai conseguir usá-lo. Com o cartão biométrico, os pagamentos e a redução do uso de dinheiro em espécie, a discussão sobre segurança e praticidade ganhou força, e uma novidade tem chamado atenção: a possível substituição do tradicional PIN de 4 dígitos por um sistema de biometria diretamente no cartão.

O que é o novo sistema biométrico em cartões bancários

O novo sistema biométrico em cartões bancários é, basicamente, um cartão de pagamento com um pequeno sensor de impressão digital embutido na sua superfície. Na prática, o uso continua familiar: você aproxima o cartão com NFC ou o insere na maquininha, mas a confirmação da compra acontece com o toque do seu dedo no cartão.

Projetos de grandes bancos europeus, como BNP Paribas, Crédit Agricole e Société Générale, preveem que o cartão armazene um modelo criptografado da sua digital, cadastrado antes em um ambiente seguro. No momento do pagamento, o sensor compara a digital apresentada com o modelo interno, e tudo ocorre dentro do próprio chip, sem envio dessa informação para o banco ou para o estabelecimento.

Como funciona na prática a troca do PIN pelo cartão biométrico

A ideia é manter o pagamento simples, como já acontece hoje, mas com uma proteção extra no lugar do antigo PIN de 4 dígitos. Em vez de decorar senhas e se preocupar se alguém está olhando, o cartão usa sua impressão digital como chave, ligando cada compra a uma característica física que só você possui, o que torna o processo mais íntimo e intuitivo.

  1. O titular aproxima ou insere o cartão no terminal de pagamento.
  2. Em vez de digitar o PIN, posiciona o dedo no sensor quadrado localizado no cartão.
  3. O chip interno realiza a verificação da impressão digital cadastrada.
  4. Havendo correspondência, o cartão autoriza a transação; se houver falha, o pagamento é recusado.

Quais são as principais vantagens e desafios dos cartões biométricos

Os cartões biométricos trazem como grande promessa um nível maior de segurança em compras presenciais, já que a digital é algo pessoal e difícil de copiar. Em caso de perda ou roubo, mesmo que alguém saiba qual banco você usa, será bem mais complicado utilizar o cartão sem a sua biometria.

Para entender melhor o impacto desse tipo de cartão no dia a dia, vale olhar para alguns dos benefícios mais comentados por usuários e especialistas:

  • Maior proteção contra fraudes presenciais: dificulta o uso indevido por terceiros.
  • Conforto e agilidade: elimina a necessidade de lembrar senhas e reduzir erros de digitação.
  • Sigilo reforçado: a impressão digital permanece no cartão, sem circular por redes externas.
  • Integração com terminais atuais: em muitos casos, não exige troca completa de maquininhas.

Quais desafios práticos esse novo sistema biométrico pode enfrentar

Mesmo com tantas vantagens, o sistema ainda enfrenta alguns obstáculos importantes, começando pelo custo de produção dos cartões, que é mais alto por causa dos sensores, chips específicos e da personalização biométrica. Além disso, existe a preocupação com pessoas que têm dificuldade para usar a digital por motivos de saúde, ferimentos ou profissões que desgastam as impressões dos dedos.

Nesses casos, bancos e bandeiras precisam planejar alternativas simples e inclusivas, como métodos de reserva de autenticação. O grande desafio será equilibrar segurança e acessibilidade.

O novo cartão biométrico vai acabar com o uso de dinheiro em espécie?

Apesar do avanço da biometria em cartões e do crescimento rápido dos pagamentos digitais, o dinheiro físico ainda tem um papel importante em muitos países. Em lugares como a Espanha, notas e moedas continuam presentes em compras de baixo valor, em regiões com menor acesso bancário e em momentos de falhas técnicas nas redes de pagamento, funcionando como uma espécie de plano B universal.

A implantação dos cartões com leitor de impressão digital deve acontecer de forma gradual, convivendo por um bom tempo com o modelo atual e com o dinheiro em espécie. Primeiro, eles devem ser oferecidos a perfis específicos de clientes e, com o tempo, podem se tornar mais comuns, à medida que os custos caem e a tecnologia se prova confiável.


Fonte: Estado de Minas

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