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Câmara de Santos Dumont afasta vereadora por 60 dias após denúncias e suspeitas de “assessores fantasmas” no Legislativo

A Câmara Municipal de Santos Dumont aprovou, na noite desta terça-feira (12), a suspensão temporária da vereadora Thailândia de Dores pelo período de 60 dias. A decisão foi tomada durante reunião ordinária da Casa após recomendação do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.O afastamento ocorreu após a parlamentar mencionar publicamente a existência de supostos “assessores fantasmas” na Câmara em mensagens enviadas em um grupo de WhatsApp chamado “Alerta SD em ação”.

Segundo o Conselho de Ética, a conduta da vereadora foi considerada incompatível com o decoro parlamentar, além de prejudicar a imagem e a credibilidade do Poder Legislativo municipal. Votaram favoráveis à suspensão: Alyne Mendes, Dorival, Flávia Letícia, Josi da Frans Lanches, Sandra Cabral, Maria da Enfermagem, Valmir Teteco e Flávio Faria. Votaram contra: Thailândia, Altamir Motorista, Everaldo e José Abud.

O início

A polêmica teve início no dia 30 de março de 2026, quando um cidadão protocolou um pedido de informações junto à Presidência da Câmara. O documento apresentava capturas de tela do grupo de WhatsApp em que Thailândia, ao comentar sobre a capacidade profissional de uma amiga, sugeriu que os participantes deveriam “questionar os assessores fantasmas da Casa”. O cidadão também solicitou providências em relação à suposta denúncia feita pela parlamentar.

A defesa

Na defesa apresentada à Comissão de Ética, Thailândia argumentou que as mensagens foram enviadas em um ambiente informal e privado, fora do exercício parlamentar, e sustentou que não houve infração ao Código de Ética.A vereadora afirmou ainda que sua manifestação estaria protegida pela liberdade de expressão e vinculada ao exercício legítimo da função fiscalizatória.

Rejeição

O Conselho de Ética rejeitou a defesa e destacou que um grupo com 849 participantes não pode ser considerado um ambiente privado ou restrito.No relatório final, os membros apontaram que a parlamentar não formalizou eventuais denúncias pelos canais institucionais adequados e optou por fazer acusações genéricas em rede social. Segundo o parecer, a repercussão das declarações e os impactos causados à imagem do Legislativo justificaram a aplicação da penalidade de suspensão temporária.

Pedido de CPI

Durante sua defesa, Thailândia afirmou que pretende solicitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a existência de supostos “assessores fantasmas” na Câmara Municipal. Até o momento, porém, segundo informado, não foram anexadas provas formais ao pedido mencionado pela parlamentar. A reportagem tentou contato com a vereadora após a sessão, mas ela deixou o plenário antes do encerramento da reunião. O espaço segue aberto para manifestações.

  • Portal 14B/ Fotos: Gilberto Freire

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