O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou a proibição do gasto de R$ 18,9 milhões que seriam destinados ao custeio de shows e infraestrutura de eventos em 24 prefeituras do estado. A medida foi anunciada após o órgão identificar uma inversão de prioridades na aplicação dos recursos públicos nos municípios fiscalizados. De acordo com o relatório do tribunal, as despesas com festividades estavam previstas em cidades como Capelinha, Crucilândia, Ipaba, Ipatinga, Peçanha, Sacramento, São João da Ponte, São João do Oriente, Várzea da Palma, além de Nazareno e Santa Bárbara do Tugúrio, localizadas no Campo das Vertentes.
O TCE-MG apontou que municípios de pequeno porte têm incorrido em graves distorções fiscais ao comprometer fatias expressivas da economia local com eventos de curto prazo. Diante dos fatos, a presidência do órgão emitiu um ofício estabelecendo novas regras para a contratação de apresentações artísticas por prefeituras, com o objetivo de evitar o superfaturamento e garantir o cumprimento da responsabilidade fiscal.




