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Não é um problema de rua, é de postura”: Moradores denunciam tutores e cobram punição em Cristiano Otoni

A situação na Rua Telesforo Cândido Rezende e no bairro Pinheiros chegou a um nível de saturação onde a paciência dos moradores deu lugar à indignação. O que se discute agora não é apenas o “cachorro de rua”, mas a negligência deliberada de tutores que, mesmo possuindo residência, insistem em manter seus animais soltos, colocando em risco a integridade física de toda a comunidade. A reação foi desencadeada por tia de uma criança de 5 anos, Lidiany Seixas, que foi atacada e ferida por um cão de rua. A polêmica ganhou a região como cidades comop Carandaí, Capela Nova, etc.

Para quem convive diariamente com o medo, a origem do problema é clara. Moradores relatam que sabem exatamente quais residências são responsáveis pelos animais que circulam livremente. “Eles criam os cachorros na rua. Quem mora aqui sabe quem deixa os cães soltos”, desabafa uma moradora, que afirma já ter sido perseguida pelos animais enquanto tentava fazer sua caminhada de rotina no bairro Pinheiros.

O sentimento de impotência é agravado pelo fato de que a via se tornou, para muitos, um território proibido. “Eu já não passo mais nessa rua. É uma vergonha o que estamos passando”, completa outro morador. O relato de ataques recorrentes — não apenas na Rua Telesforo,— mostra que a recorrência de mordidas e perseguições está alterando a rotina e a liberdade de ir e vir da população. Diante da falta de respostas efetivas do Poder Público até o momento, a estratégia da comunidade mudou: a palavra de ordem agora é denúncia sistemática. Os moradores estão se mobilizando para utilizar os canais de denúncia anônima de forma massiva. A lógica é simples: se a prefeitura não fiscaliza, a pressão deve vir através do registro formal de cada incidente.

As principais cobranças que ecoam na comunidade são: Identificação e responsabilização: Que os tutores que mantêm animais soltos sejam identificados e multados, conforme prevê a legislação. Ação dos órgãos de fiscalização: Que o controle de zoonoses atue diretamente sobre as residências denunciadas, e não apenas no recolhimento aleatório de animais. Fim da impunidade: Que a omissão dos responsáveis não seja tratada como um “incidente comum”, mas como uma violação da segurança pública.

A revolta é unânime: a população não aceita mais ser refém da negligência alheia. Enquanto medidas estruturais como a castração e a criação de um canil não saem do papel, o povo clama por algo imediato: que o direito de transitar sem medo prevaleça sobre a irresponsabilidade de quem escolhe manter cães soltos em via pública.

  • imagem ilustrativa

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