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Drama no SUS: jovem espera cirurgia urgente mesmo após ordem judicial em Ouro Branco

A demora na liberação de uma vaga pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para um procedimento cirúrgico levou o presidente da Câmara Municipal de Ouro Branco, Warley Pereira, a denunciar o caso e cobrar providências do Governo de Minas Gerais. Segundo ele, um jovem com uma grave fratura no cotovelo continua aguardando transferência para uma unidade especializada, mesmo após decisão judicial que determinou o atendimento em caráter de urgência. Conforme relatado por Warley Pereira, a liminar foi concedida no dia 26 de junho e determinou que o Estado providenciasse, no prazo de 48 horas, a transferência do paciente e a realização da cirurgia necessária. A decisão levou em consideração laudos médicos que apontam a urgência do procedimento e alertam para o risco de sequelas permanentes caso o tratamento seja adiado.

No entanto, passados vários dias do prazo estabelecido pela Justiça, o paciente ainda não havia conseguido uma vaga para o procedimento, segundo a denúncia. A situação motivou novas cobranças por parte do presidente da Câmara, que classificou a demora como preocupante diante do agravamento do quadro clínico.

“O cidadão não pode continuar esperando enquanto sente dor e corre o risco de perder movimentos do braço. A saúde é um direito garantido pela Constituição e as decisões judiciais precisam ser respeitadas”, afirmou Warley Pereira.O caso também contou com manifestação do Ministério Público antes da concessão da liminar. Na decisão, a Justiça reconheceu que a demora no atendimento pode comprometer a recuperação do paciente e causar danos irreversíveis, determinando que o Estado adotasse as medidas necessárias para garantir o tratamento.

Para Warley Pereira, o episódio evidencia um problema recorrente enfrentado por pacientes que dependem do SUS para procedimentos de alta complexidade. Segundo ele, a espera por vagas em hospitais especializados pode colocar vidas em risco e comprometer a recuperação de pessoas que necessitam de atendimento urgente. O presidente da Câmara afirmou que continuará acompanhando o caso e cobrando das autoridades estaduais o cumprimento da decisão judicial, reforçando que o acesso à saúde pública deve ocorrer de forma ágil, especialmente quando há risco de agravamento do quadro clínico e determinação expressa da Justiça.

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