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Unidas pelo Asfalto: o emocionante relato da nossa primeira maratona

Por Clara Eunice


No último dia 28 de junho, as ruas de Belo Horizonte foram palco do maior desafio da minha vida e de duas grandes amigas e parceiras de corrida: a Regina Célia e a Deuseldina Cristiana, a nossa querida Naná enfermeira. Juntas, nós três encaramos a nossa tão sonhada primeira maratona. Mais do que uma prova de resistência física, essa conquista foi o reflexo de meses de dedicação, superação e de uma cumplicidade que se fortaleceu a cada quilômetro.
Nossa jornada ganhou uma força extra e muito especial. Tivemos o privilégio de correr lado a lado com a Jaqueline Otavira, a primeira maratonista e ultramaratonista de Congonhas. A Jaque nos acompanhou de perto durante toda a preparação e esteve ao nosso lado o tempo todo. Ela não atuou ali como nossa treinadora, mas como um verdadeiro anjo da guarda, compartilhando sua experiência e nos dando dicas preciosas sobre como encarar os 42 km.
No asfalto, adotamos um lema que virou o nosso mantra: “Uma por todas e todas por uma”. E assim fizemos, do início ao fim. Durante todo o percurso, nos mantivemos rigorosamente unidas. Quando o cansaço batia, a força da Naná, a determinação da Regina, o meu foco e a bagagem da Jaque se somavam. Uma incentivava a outra, transformando o peso dos quilômetros em algo leve, inesquecível e contagiante. O momento mais emocionante dessa união foi cruzar a linha de chegada juntas, as três estreantes e a nossa madrinha de prova, celebrando uma vitória que foi totalmente coletiva.


Essa medalha no peito também carrega o suor e o carinho de quem esteve nos apoiando. Nós fazemos parte da ACC (Associação de Corredores de Congonhas), uma instituição que nos dá uma base incrível e suporte essencial, como as sessões de fisioterapia, que nos mantiveram longe de lesões durante o ciclo de treinos intensos, e o acompanhamento nutricional, que fez toda a diferença na nossa rotina.
Não poderíamos ter chegado até aqui sem uma orientação técnica de excelência. Por isso, deixamos o nosso profundo e especial agradecimento ao treinador Rodrigo Silva, que acreditou no nosso potencial desde o primeiro dia e nos dedicou generosamente todo o seu tempo. O planejamento minucioso das planilhas foi o mapa que nos guiou com total segurança até o topo desse desafio. Agradecemos também ao professor Lafaiete pelo suporte ao longo dessa caminhada. Obrigada por fazerem parte dessa conquista!
Dizem que a maratona muda a vida de uma pessoa. Nós mudamos. Viver essa transformação ao lado de amigas verdadeiras e de uma comunidade tão acolhedora tornou tudo infinitamente mais bonito. Congonhas agora tem novas maratonistas!

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