Menino foi levado ao Hospital João XXIII pela mãe, enquanto o pai fugiu e não foi mais encontrado
Por Lucas Gomes
A Polícia Civil indiciou os pais do menino de 2 anos que morreu após chegar com um tiro na cabeça no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, em abril deste ano. A criança tinha uma perfuração na altura da testa e, inicialmente, os pais alegaram que o disparo foi acidental e efetuado pelo próprio menino, o que foi refutado inicialmente pela perícia.
O disparo ocorreu na casa da família, às margens da BR-040, entre Nova Lima e Itabirito, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O pai do garoto deixou a companheira e o filho com uma ambulância da EPR Via Mineira, concessionária responsável pela BR-040 naquele trecho, e fugiu.
Diante da morte do garoto e em omissões de algumas informações, a polícia conduziu a mãe da criança à delegacia de plantão do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) em Belo Horizonte.
No decorrer das investigações, a polícia encontrou, na residência da família, R$ 10.901 em dinheiro trocado, uma pistola semiautomática calibre 9mm (Stoeger STR-9) sem registro oficial, munições, balança de precisão, máquina de contar cédulas e farto material destinado ao fracionamento e embalagem de entorpecentes. O casal já responde a outro processo anterior por tráfico de drogas.
Ainda segundo a investigação, o pai do menino fugiu e ainda não foi encontrado. O inquérito foi finalizado com o casal sendo indiciado por homicídio qualificado contra menor de 14 anos por omissão de quem devia e podia agir para evitar o resultado, por tráfico de drogas e associação para o tráfico, além de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
O caso foi encaminhado para a Justiça, mas a Comarca de Belo Horizonte se manifestou e enviou o caso para Itabirito, que será a responsável pelo caso. Na última semana, a Justiça abriu prazo para que o Ministério Público se manifeste no processo. Procurado, o advogado do casal preferiu não comentar o indiciamento e reforçou que os clientes estão soltos.
Fonte: O Tempo



