A Câmara Municipal de Congonhas intensificou a fiscalização sobre as obras de duplicação da BR-040, em resposta aos protestos que resultou no bloqueio da rodovia na última sexta-feira (3). A mobilização dos moradores foi motivada pelo fechamento de acessos em comunidades estratégicas, como Santa Rosa, Mineirinha e Campo das Flores, gerando graves prejuízos à mobilidade local.
Como desdobramento da crise, o vereador Eduardo Ladislau Marques protocolou o Requerimento nº 20/2026, que convoca três secretários municipais para prestar esclarecimentos em reunião agendada para o dia 13 de julho de 2026. São eles: Frederico Vasconcelos (Obras), Paulo Roberto Policarpo (Gestão Urbana) e José Roberto da Costa (Segurança Pública). Além das autoridades, a concessionária EPR Via Mineira foi convidada a enviar um representante legal para detalhar o cronograma de intervenções e os impactos previstos nas comunidades.
O vereador Eduardo Ladislau tem liderado o movimento por maior clareza nas obras, enfatizando a ausência de infraestrutura básica, como pistas de aceleração e desaceleração.
Há um temor crescente de que o isolamento enfrentado pelos moradores do bairro Campo das Flores, Mineiriunha e se repita em outras regiões, como no Jardim Profetas, que o Executivo trata atualmente como acesso irregular. O presidente da Câmara, Averaldo Pereira da Silva, reforçou a gravidade do cenário ao mencionar um processo judicial que obriga o município a regularizar acessos no trecho entre o Pires e a Vila Marques. A expectativa do Legislativo é que o projeto executivo das obras seja finalmente apresentado para que os impactos possam ser mitigados.
Cobrança de detalhes técnicos
A vereadora Simônia Maria de Jesus Magalhães também entrou na ofensiva, protocolando o Requerimento nº 199/2026, que exige respostas detalhadas do Poder Executivo sobre as obras da EPR Via Mineira. Segundo a parlamentar, as intervenções comprometeram vias de entrada e saída, além de alterarem pontos de transporte coletivo, sem que houvesse a devida comunicação prévia à população.
O requerimento de Simônia Magalhães solicita a apresentação de autorizações e licenças, o detalhamento do cronograma de serviços, a identificação do responsável técnico e a comprovação de estudos de impacto viário realizados antes do início dos trabalhos. A vereadora também questiona se há um plano de sinalização provisória e como está sendo garantido o acesso de serviços essenciais, como ambulâncias e viaturas policiais.



