A fé que há quase oito décadas transformou Catas Altas da Noruega em um dos mais singulares destinos religiosos de Minas Gerais ganha um novo capítulo em 2026. Com a inauguração da Gruta de Nossa Senhora das Graças e a consolidação do Recanto das Graças como espaço permanente de oração e acolhimento aos romeiros, o Jubileu deste ano reafirma a vocação do município para o turismo religioso e para a preservação de uma história que atravessa gerações.
A programação reúne milhares de fiéis em celebrações que unem espiritualidade, tradição e memória. O ponto central continua sendo a devoção à imagem de Nossa Senhora das Graças encontrada em 29 de julho de 1949, após ser lançada de uma aeronave durante um voo de emergência. O episódio, amplamente preservado pela memória da comunidade, deu origem a uma das mais curiosas manifestações de fé do país e transformou Catas Altas da Noruega em destino permanente de peregrinação.
O Jubileu de 2026 marca um momento especial dessa caminhada. A nova gruta, inaugurada no Recanto das Graças, amplia a experiência dos peregrinos e reforça o simbolismo do local onde tudo começou. O espaço foi concebido para acolher romarias, momentos de oração e visitantes que desejam conhecer de perto a origem dessa devoção.
As celebrações tiveram início no dia 20 de julho, com carreata, missa e novena. Até 28 de julho, a programação religiosa acontece diariamente, sempre às 19 horas, reunindo sacerdotes convidados, pastorais, movimentos e comunidades da Arquidiocese de Mariana.

O dia 29 de julho concentra os principais momentos da festa. A programação começa às 4h30, com a tradicional Caminhada da Fé até o Recanto das Graças. Ao longo do dia serão celebradas missas, oração do terço, consagração à Nossa Senhora, almoço comunitário e, à noite, a Missa Solene presidida pelo arcebispo de Mariana, Dom José Eudes Campos do Nascimento, seguida pela tradicional procissão luminosa pelas ruas da cidade.
Além das celebrações religiosas, o Jubileu movimenta hotéis, pousadas, restaurantes, produtores rurais, artesãos e comerciantes, fortalecendo a economia local e consolidando Catas Altas da Noruega como um dos principais polos de turismo religioso do interior mineiro. Mais do que recordar um acontecimento extraordinário ocorrido há 77 anos, o Jubileu demonstra que a devoção continua viva. A cada romeiro que chega, a cada vela acesa e a cada oração, renova-se a história de uma pequena cidade que encontrou na fé sua maior identidade e segue escrevendo novos capítulos de uma tradição que já faz parte do patrimônio religioso de Minas Gerais.

Conheça a história da Santa que caiu do Céu
Materialde referência geográfica
A imagem não chegou da forma encomendada nas mãos do padre. No avião, como parte de sua carga, encontravam-se também três imagens sacras. Com a queda, duas ficaram irreconhecíveis já a terceira, intacta sobre o cascalho, a pequena e singela imagem de Nossa Senhora das Graças foi encontrada por lavradores iniciando assim a devoção.
Cristianismo
A imagem foi doada à Paróquia e ocupa lugar de honra na igreja elevada à Santuário. O avião sem combustível aterrissou na Pampulha. Desde então, a cidade que respira a história da santa que caiu do céu, repetida na entrada da cidade com o Monumento à Padroeira; na Gruta de Nossa Senhora das Graças, local onde a imagem foi encontrada; no museu da cidade e como o rastro de fumaça, por todo lugar onde passa.



