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Obra de drenagem é concluída no Zé Arigó e outras são realizadas no Jardim Profeta e Alvorada

Um dos grandes problemas de Congonhas são os alagamentos provocados pela falta de rede de drenagem, em áreas plantas, mas principalmente naquelas de declive acentuado, por onde desce grande volume de água durante as chuvas, além de nascentes. Por isso o atual Governo Municipal retomou o projeto Caminho das Águas, que havia sido interrompido em anos anteriores, criando agora o Caminho das Águas 2.

Forças de segurança e proteção no atendimento a moradores do Zé Arigó após o alagamento de 23 de fevereiro de 2026.

Uma grande obra de captação das águas pluviais e de nascente foi realizada, este 2026, no bairro Zé Arigó. Episódios como o do dia 23 de fevereiro, quando diversas casas foram inundadas após uma forte chuva naquele bairro, haviam demonstrado que o sistema de drenagem existente havia se tornado incapaz de absorver todo o volume de água das chuvas.

Como a rede de drenagem antiga da rua José Cardoso Osório não tinha mais capacidade para escoar toda a contribuição de água das ruas mais altas do bairro e também do Sítio Flórida (terreno adquirido pela Prefeitura, onde serão construídos o Centro Municipal de Reabilitação [Fisioterapia] e um parque biblioteca, a Secretaria de Obras) construiu uma grelha de captação na rua Professor Casais.

Também na rua José Cardoso Osório, mais acima, na esquina com a rua Maria André, uma outra grelha de captação foi instalada com o mesmo objetivo: captar o maior volume de água antes que chegue na parte mais baixa do bairro.

A área do antigo Sítio Flórida já contava com uma rede de drenagem dupla de 800mm que passa próximo ao sacolão e sob av. JK rumo ao rio Maranhão. Para ampliar este sistema de drenagem e aumentar os pontos de coleta de água, uma nova rede com tubos de concreto de 600 mm foi criada, com bocas de lobo, para captar água de chuva e de nascente. De forma complementar, aquela área ganhou também drenagem superficial, com implantação de meio-fio e sarjetas. Desta forma, a capacidade de drenagem da água da região agora é muito maior do que no início do ano.

Durante a obra

Moradora a vida inteira de uma residência que fica no mesmo nível do solo do antigo Sítio Flórida, a nutricionista materno-infantil, Camila Coelho, já observou sinais de que a intervenção do Governo Municipal naquela região da cidade já apresentou os primeiros resultados positivos. “Uns tempos atrás, observamos alagamento nesta região. Mas agora o problema foi resolvido. A obra foi realizada em um tempo bem hábil, que é um ponto positivo, porque ela começou, evoluiu e terminou rápido. Foram instaladas bocas-de-lobo e aquela grade que possibilita a quantidade maior de água escoar com mais facilidade.  Estamos esperando o tempo das chuvas para, realmente, ver como vai ser, mas, depois da obra, aconteceu uma chuva e a gente já não teve o nível da água subindo na rua. Então a gente confia que foi resolvido o problema dos alagamentos aqui e estamos muito contentes”.

Três ruas do Jardim Profeta também se verão livres do problema de alagamento no próximo período chuvoso. A rua Ouro Branco está ganhando uma rede de drenagem, que receberá tanto as águas das chuvas, quanto a de uma nascente.

Rua Ouro Branco

Esta via faz esquina com a rua da CEMIG, que possui declínio acentuado e, por isso, também está recebendo uma rede de drenagem com bocas-de-lobo. As duas intervenções reduzirão significativamente o risco de as águas invadirem novamente as residências e de a rua Ouro Branco ficar intransitável.

Rua da CEMIG

Terreno desapropriado por onde passará a rede.

A outra via contemplada do Jardim Profeta é a rua Talco, onde uma residência está sendo desmanchada, após ter sido desapropriada, e, em seu terreno, passará a rede de drenagem que será criada. O projeto está sendo readequado, após a abertura do solo da rua e observado que este é pouco resistente.

Na rua Felício Rossi, no Alvorada, a Prefeitura também constrói outra rede de captação das águas, com 200 metros de extensão. Em alguns trechos, é utilizada manilha de 600 mm e, em outros, tubo de P.A.D. também de 600 mm. Este último reduz o tempo de obra e é adequado para solos em que não há como fazer compactação adequada, como é o caso daquele ponto da cidade. Haverá bocas-de-­­­lobo por toda a extensão da via. Também serão instaladas duas grelhas, uma no alto da via e outra na esquina com a rua Teodolino José da Silva, logo abaixo do CRAS Alvorada.

Rua …

O resultado esperado é que as enxurradas fiquem bem mais amenas e deixem de entrar nas residências, como ocorreu em anos anteriores. Outro efeito será o fim dos alagamentos no ponto baixo da rua Felício Rossi, que tornava praticamente inviável a circulação de veículos e pedestres pelo local.

Outras ruas do Alvorada, como a Compadre Pereira e José Braz dos Reis, também já haviam sido contempladas com redes pluviais em 2025.

O programa seguirá por outros pontos do município sujeitos à alagamentos.

Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas

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