Cruzamento de dados de O TEMPO mostra que Zona da Mata e Sul e Sudoeste de Minas vêm na sequência, com oito cadeiras cada.
Cruzamento entre o Mapa dos Votos e as páginas dos candidatos eleitos, feito pela equipe de Dados de O TEMPO, mostra que a região metropolitana de Belo Horizonte terá a maior concentração de representantes na próxima Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG): 27 dos 77 deputados estaduais têm base principal na capital ou no entorno. O levantamento identifica de onde vem cada parlamentar eleito para indicar quais regiões do estado tendem a ter mais peso político no Legislativo.
Os 27 nomes equivalem a 35,1% das cadeiras, pouco mais de um terço da Casa na legislatura que começa em 2027. A classificação considera a principal base político-eleitoral de cada deputado, a partir da trajetória e do reduto de votos apresentados nas páginas dos candidatos. Não se trata, portanto, de um campo oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A distância para as demais regiões é grande. A região metropolitana tem mais de três vezes o número de deputados da Zona da Mata e do Sul e Sudoeste de Minas, que aparecem empatados em segundo lugar, com oito representantes cada (10,4% das cadeiras). Em seguida vem o Norte de Minas, com sete deputados (9,1%).
Interior tem bancadas menores
Nas demais regiões, a representação se divide em blocos menores:
- Central e Vertentes: 6 deputados (7,8%).
- Jequitinhonha e Mucuri: 5 deputados (6,5%).
- Triângulo Mineiro: 5 deputados (6,5%).
- Rio Doce e Vale do Aço: 4 deputados (5,2%).
- Centro-Oeste: 3 deputados (3,9%).
- Alto Paranaíba: 3 deputados (3,9%).
- Noroeste de Minas: 1 deputado (1,3%).
Ter menos nomes, porém, não significa ter menos força. Na leitura do cruzamento, Norte de Minas, Triângulo Mineiro e Jequitinhonha e Mucuri têm bancadas menores, mas com bases eleitorais mais fáceis de agrupar em agendas comuns. Já o Centro-Oeste, mesmo com três cadeiras, tem uma leitura política específica por causa da base de Eduardo Azevedo em Divinópolis, irmão de Cleitinho Azevedo (Republicanos).
Representação não garante recursos
Mais deputados não significam automaticamente mais obras ou mais verbas. O favorecimento de cada região depende de fatores como a relação com o governo, a presença em comissões, as emendas, o orçamento e a articulação de bancada. Por isso, a região metropolitana tem o maior número de pontos de acesso político dentro da Assembleia, mas regiões com bancadas menores e coesas também podem ter capacidade de articulação.
O levantamento ainda não responde quais deputados assumirão a defesa explícita de pautas regionalizadas nem quem ocupará comissões estratégicas de obras, saúde, orçamento e transporte. Também não mostra se alguma região ganhou ou perdeu peso em relação à legislatura anterior.
fonte: O Tempo



