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Demissão de 53 agentes de saúde provoca revolta e protesto na Câmara Municipal de Carandaí

Trabalhadores afirmam que foram comunicados verbalmente sobre os desligamentos no dia 8 de outubro; manifestação com cartazes e roupas pretas marcou sessão da Câmara Municipal nesta segunda-feira (19)

A insatisfação de 53 agentes comunitários de saúde vem repercutindo nas redes sociais e noite desta segunda-feira (19) e os profissioanis tomaram o plenário para uma manifestação na Câmara Municipal. Vestidos de preto e segurando cartazes, os trabalhadores cobraram explicações sobre os desligamentos e reivindicaram respeito e transparência no processo.

Segundo o relato dos profissionais, no dia 8 de outubro de 2026, eles foram informados verbalmente de que não deveriam retornar ao trabalho no dia seguinte. O grupo afirma que a comunicação ocorreu de forma repentina, sem aviso prévio e sem tempo para que os trabalhadores pudessem se organizar diante da perda da renda.

Os agentes relatam que ingressaram no serviço público por meio de processo seletivo público e que desempenhavam atividades consideradas essenciais para o acompanhamento das famílias e a promoção da saúde da população. A situação, conforme o manifesto apresentado pelos trabalhadores, afeta não apenas os profissionais, mas também seus familiares, que dependem dos salários para custear despesas básicas, como alimentação, moradia e educação dos filhos.

“Por trás de cada agente dispensado, existe uma família que depende de sua renda, contas para pagar, filhos para criar e sonhos que, de repente, ficaram ameaçados”, destaca o grupo.

Trabalhadores cobram respeito e transparência

Durante a manifestação, os agentes defenderam que eventuais mudanças no quadro de profissionais deveriam ser conduzidas com clareza e respeito, garantindo aos trabalhadores informações sobre os motivos das decisões e os procedimentos adotados.“Não somos números. Não somos descartáveis. Somos trabalhadores, somos pais e mães de família, somos cidadãos que merecem respeito!”, afirma o manifesto.

Os profissionais também pedem que a legalidade dos desligamentos seja apurada e que sejam prestados esclarecimentos sobre os motivos que levaram à decisão.Além do impacto financeiro, o grupo questiona a maneira como a comunicação foi realizada, alegando que a informação de que não deveriam retornar ao trabalho foi transmitida verbalmente, sem que tivessem tempo para se preparar para a mudança.

Prefeitura ainda deve se manifestar

Até o momento, as informações apresentadas na denúncia não esclarecem os motivos oficiais dos desligamentos. Também não foi apresentado, no relato dos trabalhadores, um posicionamento da administração pública responsável pela decisão.A reportagem permanece aberta para ouvir a versão da Prefeitura ou do órgão responsável pelos desligamentos, a fim de esclarecer as circunstâncias do caso e os procedimentos adotados.

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