Cidade guarda lembranças do século XVIII, uma igreja ligada a Santo Antônio e uma reserva que ajuda a recuperar animais silvestres
A história de Gouveia começou no século XVIII, durante o período de exploração de ouro e diamantes em Minas Gerais. Mas, além da mineração, uma personagem teve papel importante na formação do antigo povoado: a portuguesa Maria de Gouveia, que deu origem ao nome da cidade.
Segundo a tradição local, uma imagem de Santo Antônio aparecia repetidamente sobre uma pedra na fazenda de Maria de Gouveia. A história despertou a devoção dos moradores, que construíram uma capela no lugar. Assim surgiu o Arraial de Santo Antônio de Gouveia.
O santo continua sendo o padroeiro do município. A antiga igreja matriz, que já existia em 1740, foi demolida em 1959 para dar lugar ao templo atual, localizado na Praça Padre José Machado, no centro da cidade.
Gouveia conquistou sua emancipação em 1953, mas preserva referências de um passado muito mais antigo. A praça central, cercada por construções históricas, continua sendo um importante ponto de encontro dos moradores.
A poucos minutos dali outra atração merece uma visita: a Reserva Curral de Pedras. Com dez hectares de cerrado preservado, o espaço abriga um núcleo de recuperação de animais silvestres. O trabalho é desenvolvido por voluntários da ONG Caminhos da Serra. Durante a visita, Dinar apresentou os cuidados oferecidos a aves e outros animais resgatados, muitos deles vítimas de queimadas e ferimentos. O objetivo é recuperar esses animais e, sempre que possível, devolvê-los ao ambiente natural.
Nesta quarta-feira (28), vamos subir a Serra do Espinhaço para descobrir uma vegetação surpreendente e conhecer animais curiosos, como a perereca de pijama e o beija flor de gravata.
FONTE: ITATIAIA



