Bandeiras, ouro, minério e fé: Congonhas completa 79 anos

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O Mestre Aleijadinho moldou o maior patrimônio barroco a céu aberto da América Latina;Foto Bruno Senna

Congonhas (ex-Congonhas do Campo) esta´em festa e comemora hoje 79 anos anos de emancipação política quado em 17 de dezembro de 1738 foi elevada categoria de Município, desmembrando-se de Conselheiro Lafaiete. À época era constituído de 2 distritos: Congonhas do Campo e Lobo Leite, desmembrado de Ouro Preto.

Pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943, o município de Congonhas do Campo adquiriu o distrito de Alto Maranhão transferido do município de Conselheiro Lafaiete.

As origens

Congonhas tem origem do seu topônimo em um arbusto (chá), muito abundante na região. Não se conhece outro nome dado ao município, mas, diz a história, que Congonhas do Campo era uma área de terras localizada na região das Congonhas e limitava com o Campo Alegre dos Carijós, aldeamento indígena situado na vila de Queluz. Os primitivos habitantes de Congonhas, dizem, foram os mesmos portugueses que, por volta de 1691 a 1700, povoaram a Vila Real de Queluz, hoje Conselheiro Lafaiete, e seguiram a bandeira de Bartolomeu Bueno em desbravamento e exploração auríferos pela região do Paraopeba e seus subafluentes: Varginha, Ouro Branco, Soledade, Gagé e Maranhão.

Da fé, da devoção e da atividade minerária nasceram o promissor e soberano Município de Congonhas

Entre esses aventureiros, existia um, de nome Feliciano Mendes. Este minerador, depois de muitos anos de trabalho, adoeceu gravemente e, ficando impossibilitado de continuar na extração do ouro, prometeu ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos que, se lhe restituísse a saúde, se dedicaria, exclusivamente, ao seu serviço. Concedida a ambicionada cura, Feliciano Mendes principiou por colher esmolas para a construção do Santuário que perpetuasse a história do seu reconhecimento à misericórdia divina. Em poucos anos a nave maior da capela já se achava edificada no local da cruz primitiva ali colocada pelo próprio Feliciano e que se acha atualmente, no corredor do Santuário. Quando Feliciano Mendes morreu, em 1765, as obras iam bem adiantadas. No entanto, a celebridade de Congonhas e seu Santuário é devida menos à obra de Feliciano do que à que realizou ali, mais tarde, Antônio Francisco Lisbôa, O Aleijadinho. A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Campo foi criada em 6 de novembro de 1746. O distrito foi elevado à categoria de município em 1938.

As comemorações

Desde a última quinta feira, dia 14, Congonhas está em festa. A data coincide com as comemorações de 200 anos de fundação da Igreja de São José Operário. Não são tantas as cidades brasileira que possuem uma paróquia destinada a este Santo. Por coincidência, a população congonhense é formada em boa parte por operários. Oficializada como paróquia em 1984, esta igreja realiza a celebração em conjunto com a Prefeitura em agradecimento a este presente que Congonhas recebeu.

O Mestre Aleijadinho moldou o maior patrimônio barroco a céu aberto da América Latina;Foto Bruno Senna

Ontem, dia 16, foi inaugurada a Biblioteca Pública na história estação ferroviária de Lobo Leite. Celebrações religiosas celebram as datas além de consertos musicais e apresentações teatrais. Hoje, Domingo. tem Missa e às 10:30 acontece o encontro de folias de reis e congado.  Às 21:00 horas, tem o show da dupla “Álvaro e Daniel”.