Barbacenenses desenvolvem respirador mecânico de baixo custo e agora buscam parcerias

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O momento de emergência em saúde que vivemos tem despertado, em muitos, o interesse de contribuir de alguma forma para que tudo isso acabe o mais breve possível. E não foi diferente com os barbacenenses Fabrício Piccinin e César Oliveira. Fabrício, engenheiro da computação, aliou seus conhecimentos ao engenheiro de automação César para construírem um respirador mecânico. O equipamento tem sido fundamental para o tratamento de pessoas acometidas pelo novo coronavírus.

Barbacenenses desenvolvem respirador mecânico de baixo custo e agora buscam parcerias / DIVULGAÇÃO

Observando diversos projetos que surgiram nos últimos dias e com investimentos próprios, construíram um protótipo reaproveitando peças como um motor de para-brisas. Com o equipamento em mãos, buscaram ajuda na Faculdade de Medicina para validação do projeto.  “Com a ajuda do Welder Sfredo, enfermeiro intensivista e emergencista, coordenador do Centro de Habilidades e Simulação Realística da Faculdade. Testamos o respirador em um manequim e o resultado foi muito bom. Do modo que está não resolveria para a Covid grave, mas para outras patologias pode salvar uma vida”, afirmou Fabrício.

Para realizar as melhorias no projeto, que não tem fins lucrativos, os barbacenenses buscam parcerias. A versão final será submetida à Anvisa. “Como estamos realizando um trabalho voluntário, precisamos de parceiros que nos ajudem tanto no aspecto financeiro quanto no aspecto regulatório. Em relação ao investimento financeiro, nossa proposta é de entregar a versão final do equipamento à um custo em torno de R$ 1.000 a unidade. Porém precisamos de um auxílio para compra de peças que nos possibilitarão ter um aparelho funcionando de forma mais profissional e precisa”, afirmaram.

O investimento total é de aproximadamente R$ 5 mil, considerando os custos com terceiros como o corte das placas de acrílico para estrutura que abrigará os componentes do respirador. “Em relação ao aspecto regulatório, embora sejamos detentores de um CNPJ, não possuímos cadastro como empresa de fabricação de equipamentos médicos. Sendo assim precisamos de parceiros que possam nos auxiliar no processo de registro e homologação na ANVISA, para finalmente podermos fabricar o respirador em escala”. (Barbacena Online)