CODAP quer apoio das grandes empresas para custeio do curral regional; Vereadora faz cobranças

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O Consórcio Público de Desenvolvimento do Alto Paraopeba (CODAP) já realizou a licitação para a construção do curral regional. A obra, orçada em R$ 60 mil, será construída em uma área perto da

Flagrante de animais soltos no bairro Gigante/DIVULGAÇÃO

Fazenda de Tiradentes, em Ouro Branco, em uma área cedida pela Gerdau.

Para o funcionamento do curral regional os prefeitos discutem o custeio e o rateio de manutenção orçado em cerca de R$35 mil/mês, entre funcionários, vigia, motorista, veterinário e despesas administrativas. Outra demanda para efetivação da obra é a aprovação de uma legislação unificada dos municípios consorciados na qual normatizará o serviço de recolhimento dos animais, prevendo multas, prazos, etc. A previsão inicial é que o curral esteja em pleno funcionamento ao longo de 2020.

Em outra vertente, o CODAP trabalha para buscar a parceria de empresas como CSN, VSB, Vale, MRS que também demandam por este serviço, mas não há serviço apropriado para recolhimento e manutenção. A intenção é que elas ajudem no custeio do curral regional.

Câmara

Em Lafaiete e em diversas cidades da região, a presença de animais em vias públicas e rodovias é constante e é amplamente denunciada em vídeos e fotos que circulam com abundância nas redes sociais.

O Vereador Pedro Américo (PT) apresentou um requerimento em que sugere a colocação de mata-burros em todos os cruzamentos de estradas vicinais com estradas asfaltadas, visando evitar a circulação de animais de grande porte onde há maior fluxo de veículo.

a Vereador Carla Sassi/CORREIO DE MINAS

A Vereadora Carla Sassi (PSB) alertou que o problema permanece oferecendo riscos aos motoristas, em especial na MG 482, perto do Bairro Novo Horizonte é comum os animais nas pistas. Ela apresentou um requerimento cobrando informações ao Executivo sobre o recolhimento de animais de grande porte, como também sobre o funcionamento de um curral municipal. “Favor informar telefone de contato para informações e solicitações de resgate. O veículo utilizado para o recolhimento está funcionando adequadamente? É terceirizado? Como foi realizado o processo licitatório e qual empresa vem prestando o serviço? Informar ainda qual o horário estabelecido para o recolhimento. Quantos animais foram recolhidos até o momento? As multas estão sendo devidamente geradas aos responsáveis pelos animais apreendidos? Em caso de reincidência, quais medidas estão sendo tomadas? Existe médico veterinário responsável pela avaliação dos animais?”, cobrou a vereadora.

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