Congonhas reforça a luta contra o câncer de mama neste Outubro Rosa

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Outubro é o mês de reforçar a importância da realização de mamografia para combater o câncer de mama com o movimento conhecido como Outubro Rosa. Em Congonhas não é diferente: todas as unidades básicas de saúde (UBS) estão trabalhando o tema com decoração chamativa e conversando com as pacientes.

Este ano, além deste trabalho realizado diariamente, acontecerá um Dia de Mobilização contra o Câncer de Mama. Profissionais de diversas secretarias municipais realizarão, na sexta-feira, 16, um dia de atividades na Praça JK. Das 14h às 18h, as mulheres serão orientadas sobre a realização de autoexame, poderão fazer o pedido de mamografia e participar de atividades lúdicas e oficinas.

Outubro Rosa

O Outubro Rosa é um movimento internacional que estimula a luta contra o câncer de mama. Essa ação iniciou-se em 1997, nos Estados Unidos, e foi ganhando o mundo como uma forma de conscientização sobre a importância de um diagnóstico precoce e de alerta para a grande quantidade de mortes relacionadas a doença. O símbolo da campanha é um laço rosa.

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Normalmente, a doença é diagnosticada em exames de rotina quando se percebe um nódulo na região dos seios. Entretanto, muitas vezes, os nódulos não podem ser sentidos, sendo fundamental a realização do exame de mamografia.

Diagnóstico e tratamento

As mulheres de Congonhas contam com atendimento especializado para a detecção precoce da doença. Segundo a coordenadora da Clínica da Mulher, Uiara Marcossi, “é raríssimo um município do interior ter um mastologista a disposição como aqui. O serviço prestado é referência na microrregião. Prestamos atendimento inclusive para Jeceaba. Não temos fila de espera para a realização da mamografia, e o exame é realizado em até 15 dias após o pedido”.

Mulheres entre 35 e 74 anos podem solicitar a mamografia nas UBS durante o ano todo. O médico ou enfermeiro realiza o exame clínico das mamas e faz o pedido da mamografia. A paciente leva o pedido até a Clínica da Mulher, que agenda o exame em uma instituição conveniada.

Quando o resultado fica pronto, ele é etiquetado de acordo com a possibilidade de risco, sendo azul, amarela, laranja e vermelha. A cor azul significa que o resultado está normal. Neste caso, a própria paciente pega o exame e leva para o profissional da UBS. As demais cores representam alguma alteração. Nestes casos, o exame é entregue pela instituição conveniada na Clínica da Mulher, que entra em contato com a paciente, já agendando a consulta com o mastologista.

“É muito importante as mulheres se conscientizarem da necessidade de fazer este exame. O que a gente nota é que as mulheres têm mais medo de descobrir que tem a doença do que da doença propriamente dita. O câncer de mama detectado precocemente tem cura e precisa ser devidamente tratado”, reforça Uiara.

A professora Maria Aparecida Vartulli, 59, realiza a mamografia todo ano. “É muito importante para a mulher. O exame não dói. É uma forma de cuidarmos da saúde e prevenir, porque descobrindo mais cedo, tem tratamento. O diagnóstico precoce é muito importante”, diz.

Em 2013 foram realizadas 1.852 mamografias, em 2014, 2.536 e este ano até setembro 1.432 mulheres já realizaram o exame em Congonhas.

Entrevista

O mastologista Haroldo Rezende atende na Clínica da Mulher toda quinta-feira.

1 – Como a mulher pode se prevenir contra o câncer de mama?

A prevenção da mulher contra o câncer de mama começa a partir dos 40 anos. A partir dessa idade, o ideal é que toda mulher faça mamografia anualmente. A idade prevalente da doença é dos 50 a 60 anos, mas cada vez mais temos diagnosticado o câncer de mama em mulheres mais jovens.

Dos 20 aos 40 anos, é uma idade em que a incidência da doença é muito baixa, com exceção das mulheres que possuem parentes de primeiro grau que tenham tido câncer de mama. Nesses casos específicos, o controle deve começar antes.

2 – Qual a importância do autoexame de mama?

A mulher deve conhecer a própria mama. Se houver alguma alteração, ela saberá que a mama está diferente. É preciso ter em mente que o autoexame não substitui a necessidade de fazer a mamografia. Algumas alterações do câncer de mama não são palpáveis, só aparecem na mamografia ou no ultrassom.

Ela deve escolher um momento em que está tranquila, como no banho. O ideal é que o braço do lado da mama que estiver sendo apalpada fique atrás da cabeça. Com a outra mão, a mulher apalpa a mama com as pontas dos dedos, no sentido horário, desde a parte externa até o mamilo.

3 – Existe algum sintoma da doença?

Algumas mulheres sentem dor na mama e ficam preocupadas, achando que pode ter relação com o câncer. O câncer de mama é uma doença assintomática, não causa dor. Se a mulher não fizer o controle anual, perceberá o câncer quando tiver formado um caroço. Por isso, é preciso fazer a mamografia todo ano, a partir dos 40 anos, porque o câncer de mama não dá sinal.

4 – O diagnóstico precoce faz diferença no tratamento?

Quanto mais precoce o diagnóstico, maior é a chance de o tratamento ter efeito de cura. Quando você descobre o câncer de mama nos estágios iniciais, tem grandes chances de cura e da mulher não perder a mama, porque não vai precisar retirá-la toda na cirurgia.

5 – Como é o tratamento para o câncer de mama?

Tirando o câncer de pele, o câncer de mama é o tipo mais comum da doença que se manifesta na mulher. Ao mesmo tempo, ele é o câncer com maior índice de cura. A chance de a mulher ser curada é muito alta. Claro que depende do estágio, se a doença for inicial ou se foi descoberta tardiamente. Basicamente, a mulher passa por uma cirurgia, pelo tratamento da quimioterapia e, na maioria das vezes, da radioterapia. É um tratamento prolongado, e depois é feito o acompanhamento.

Fotos:divulgação/SECOM

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