Garimpando: Movimentos migratórios em nossa história em fins do século XVIII e no século XIX

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Continuando o assunto:

MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS EM NOSSA HISTÓRIA

EM FINS DO SÉCULO XVIII E NO SÉCULO XIX.

Uma constante nesses que emigraram é que, geralmente, fundaram povoações ou tornaram-se pessoas influentes nos lugares para onde se mudaram.

 

Falando  ainda sobre a iáspora queluziana principalmente no século XIX…

Como vimos em artigos anteriores, além dos problemas políticos, filhos de fazendeiros ricos, sem esperar com paciência as terras que lhes caberiam em herança, ou por estarem diminuindo a disponibilidade de terras em Queluz para pedir ao rei, iam em busca de outros lugares com mineração florescente ou com terras e aguadas favoráveis para fazendas de agricultura e criação.

Manoel Pereira de Azevedo Brandão era um fazendeiro de fortuna sólida, tendo adquirido a sesmaria de São Gonçalo em 1730, possuindo, assim, muitas terras. Era em sua fazenda que se teciam as colchas que eram vendidas para as princesas européias.

 

Altar da igreja construída por Manoel Pereira de Azevedo Brandão, restaurado há alguns anos. Imagem da Intern /  

Alguns de seus descendentes passaram para outras localidades; seu neto Marciano Pereira Brandão já se sabe que foi por motivos políticos, o que não se configura em relação a outros.

Outro neto, ,Jacintho Pereira Brandão nasceu em Queluz, batizado em Santo Amaro em 27 de setembro de 1756, faleceu em 30/05/1840. Casou-se com Jacintha Georgiana de Mariscotes em 1824. Residiu em Rio Espera e depois em  Rio Pomba.

José Henriques de São Francisco,  batizado em São Miguel do Urrô, a 19 de março de 1720, filho de Manoel Henrique e Maria Coelha, veio para Carijós por volta de 1735, casando-se com uma neta de Manoel Pereira Brandão,. Transportava cargas do Rio de Janeiro para Vila Rica e adquiriu uma sesmaria  nos “matos gerais”, aplicação de Sant’Anna do Morro do Chapéu (atual Santana dos Montes), onde fundou a fazenda a que deu o nome de Patrimônio, porque foi apresentada como patrimônio quando da ordenação de seu filho Jacó Henriques Pereira, presbítero secular do Hábito de São Pedro. Depois do ano de de 1800, transferiu-se para a freguesia de São Manoel do Rio Pomba, apossando-se de terras no local conhecido como Ribeiro de São João, doando um grande patrimônio à capela de Nossa Senhora das Mercês.

Tenente Manoel Henriques Pereira Brandão, neto, casou-se com Rosa Maria de São José, de Itaverava, em 1782. De lá foi para a freguesia de Guarapiranga. Por volta de 1791 mudou para São Manoel do Rio Pomba, em companhia de  seus irmãos José Henriques Pereira Brandão e Padre Jacó Henriques Pereira. Por ocasião de sua morte possuía 2.000 alqueires de terra herdados por seus 10 filhos. Em 1861 transferiu-se para a fazenda do Rio Pardo, no município de Leopoldina.

Domingos Henriques de Gusmão, bisneto, foi um dos fundadores da cidade de São João Nepomuceno, para onde se dirigiu em 1791, juntamente com seus irmãos José Henriques Pereira  Brandão e Jacó Henriques Pereira.

 

São João Nepomucen   

Imagem da Internet

Por ocasião de sua morte, possuía dois mil alqueires de terra, herdados por seus dez filhos. Em 1861 transferiu-se para a fazenda do Rio Pardo, no município de Leopoldina, fundando ali o arraial da Piedade, construindo a Matriz da Piedade.

José da Costa Guimarães, neto, Clérigo Secular da Ordem do Hábito de São Pedro. Foi capelão na Aplicação de Nossa Senhora do Carmo do Japão (atual Carmópolis de Minas). Obteve concessão de sesmaria de terras no Termo de Villa Rica, a 16 de maio de 1798.

Amaro da Costa Guimarães,  neto, bteve concessão de sesmaria de terras no Termo de Pitangui, a 27 de junho de 1785.

Joaquim da Costa Guimarães, neto, casou-se na ermida de Nossa Senhora da Boa Esperança da fazenda do Curtume, em 21 de novembro de 1803, com Anna Thereza de Jesus, nascida em 11 de fevereiro de 1775, filha do capitão Francisco José Ferreira de Souza e de Antônia Ritta de Jesus (Antônia Ritta de Jesus era irmão do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes). Obteve concessão de sesmaria de terras no termo de Pitangui, aem 27 de junho de 1785.

João da Costa Guimarães, neto, obteve concessão de sesmaria de terras no Termo de Pitangui, a 27 de junho de 1785.

Outros casos na família Brandão ainda poderiam ser citados.

Também se encontram muitos exemplos semelhantes nas famílias de fazendeiros prósperos como Jerônimo da Costa Guimarães, Luiz de Almeida, Theodózio Alves, Joaquim Lourenço Baeta Neves e outros.

Uma constante nesses que emigraram é que, geralmente, fundaram povoações ou tornaram-se pessoas influentes nos lugares para onde se mudaram.

Não deixa de ser uma evasão aqueles que foram seguir em outros lugares a vida religiosa, como Manuel de Santa Gertrudes, neto de Pereira Brandão, religioso da Ordem Seráfica de São Francisco, professo no Convento de Santo Antônio, na cidade do Rio de Janeiro.

(Continua)

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Comentários

Comentários

Um comentário em “Garimpando: Movimentos migratórios em nossa história em fins do século XVIII e no século XIX

  • 6 de janeiro de 2020, 20:50, em 20:50
    Permalink

    Boa noite, Dona Avelina. Procuro por informações sobre DOMINGOS JOSÉ DE BARROS, casado com Porcina de Sousa, ele saiu de Queluz para ser Capitão de Ordenança em Nossa Senhora das Dores da Vila de Queluz em 1789, depois passou a residir em São José do Chopotó(atual Alto Rio Doce) onde deixou muitos descendentes, inclusive eu rsrs. Sei que ele era Portugues.
    Se tiver informações fico grato.
    Rodrigo Guerra de Araujo

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