GARIMPANDO NO ARQUIVO JAIR NORONHA – NOTÍCIAS DE CONSELHEIRO LAFAIETE – 46

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GARIMPANDO NO ARQUIVO JAIR NORONHA

                                        Avelina Maria Noronha de Almeida

                                                 [email protected]

 

NOTÍCIAS DE CONSELHEIRO LAFAIETE – 46

 

Não existe garimpo mais rico e faiscante que o da Cultura.

 E, neste, veio mais fascinante e apaixonante que

 o da História.

Prezados Leitores:

Continuando a trazer o maior número possível de informações sobre o SÉCULO XIX EM QUELUZ, VOU FAZER UM CONVITE A VOCÊS: VENHAM COMIGO, NAS ASAS DA IMAGINAÇÃO, ATÉ CERTA MANHÃ DO SÉCULO XIX.  E IMAGINEM O0 QUE PODEMOS VER NA IMAGINAÇÃO…

 

Onde é a Praça Barão de Queluz, naquele tempo era Largo da Matriz. Em uma  manhãzinha…

 

OITENTA MÚSICOS SE ORGANIZAM NA FRENTE DA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. E AÍ AQUELA MÚSICA PODEROSA, LINDA, VIBRANTE, SE ESPALHA POR SOBRE A PRAÇA, VAI SE ESPALHANDO EM VOLTA, ATINGINDO AS ÁRVORES ATRÁS DAS CASAS E CHAMANDO OS QUELUZIANOS PARA OUVIREM A BELÍSSIMA E GRANDIOSA MÚSICA DA ÓPERA “O GUARANI”!!!

Estátua  de Carlos Gomes

Imagem da Internet

 

Fantasia? NÃO. PURA REALIDADE ACONTECIA NAQUELA MANHÃ A PRIMEIRA APRESENTAÇÃO PÚBLICA DA FAMOSA ÓPERA “O GUARANI”!!!!!!!

 

Vou explicar agora o que significa esta fantasia.

 

Não existe garimpo mais rico e faiscante que o da Cultura. E, neste, veio mais fascinante e apaixonante que o da História. Os tempos passados de Conselheiro Lafaiete estão, em grande parte, escondidos sob a camada do tempo, e cremos que há muitas pepitas preciosas aguardando quem as traga à flor da terra. Mesmo fatos irretorquíveis distorcem-se na distância e ausência de documentos.

 

Às vezes, informações esparsas nos atiçam a curiosidade. Jair Noronha encontrava-se escrevendo uma história de Conselheiro Lafaiete quando foi surpreendido pela morte. No seu vasto acervo, encontramos várias anotações interessantes, algumas meio telegráficas, em  papeizinhos, como a que vamos focalizar hoje. Estava junto a outras tiradas do Livro do Tombo daquela época que, infelizmente, desapareceu.

 

No  papelzihho estava escrito assim:

 

“José Loureiro de Albuquerque regeu orquestra de 80 figuras – Carlos Gomes.”

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Naturalmente era um lembrete a ser transformado em informação maior. Não achei o Livro do Tombo nem na Matriz nem em Mariana. Mas encontrei no Museu Perdigão uma informação na pasta sobre a Matriz de Nossa Senhora da Conceição que ele  estava em Ouro Preto. Deduzi logo  que seria no Instituto Histórico de Ouro Preto que se dissolveu, sendo seu material espalhado por vários locais de estudo histórico. Procurei demais esse precioso livro em vários endereços e, infelizmente, nada encontrei. Quanta coisa interessante estaria registrada nele! Foi uma grande perda!

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Já conhecia José Loureiro Albuquerque por intermédio da obra de Antônio Luiz Perdigão. Dizia  ele que, no século XIX, Francisco Coelho de Albuquerque, cuja residência ficava ao lado da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde hoje é a casa da poetisa Marília Perdigão, organizara uma pequena orquestra com os filhos, que tocavam violinos, da qual ele era o primeiro violino, e as filhas formavam o coral . Todas as manhãs executavam música no Largo da Matriz, em frente à majestosa igreja.

 

JÁ IMAGINARAM QUE BELA MANIFESTAÇÃO CULTURAL? Quem sabe algum dia tenhamos algo semelhante resgatando essa beleza do passado?

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Um dos filhos de Francisco Coelho, o talentoso José, indo para a Corte, tornou-se respeitado maestro e consta que, em certas apresentações, o notável queluziano regeu “O Guarani”, famosa obra de seu grande amigo Carlos Gomes. Isto já é motivo de grande orgulho para nós, seus conterrâneos.

Imagem da  Internet

 

Um dia, nova notícia despertou o meu entusiasmo. Um músico mineiro da cidade de Monlevade, estabelecido na Itália, teria encontrado, naquele país, um registro interessante, de acordo com o qual Carlos Gomes, antes de apresentar a referida ópera em Milão, em 1870, onde obteve estrondoso sucesso, resolveu tocá-la em Vila Rica, atual Ouro Preto, para verificar a reação pública à sua música. A CAMINHO DA CAPITAL DA PROVÍNCIA, PERNOITOU EM QUELUZ E, DE MANHÃ, ANTES DE PROSSEGUIR VIAGEM, EM FRENTE À MATRIZ, FEZ A PRIMEIRA APRESENTAÇÃO PÚBLICA MUNDIAL  DE  “O GUARANI”.

 

Não tive dúvidas desse fato que me fora contado pelo grande músico Geraldo Vasconcelos, de quem tanto a nossa cidade se orgulha, porque, antes de saber da informação do músico, encontrara, nas notinhas que meu pai escrevia para fazer uma História da Cidade, aquelas palavras.

Carlos Gomes – Protofonia da ópera O Guarani

Imagem da Internet

 

VAMOS TERMINAR  VOLTANDO ÀS ASAS DA IMAGINAÇAO, VENDO DE  OLHOS FECHADOS O LARGO DA MATRIZ, E OUVINDO COM A MÁGICA  DA FANTASIA, OS ACORDES VIBRANTES DE “O GUARANI”. (Vou confessar baixinho uma  coisa, estou vendo, com os olhos fechados, o Carlos Gomes todo emocionado ao lado do Francisco Coelho de Albuquerque, olhando embevecido a   orquestra…)

 

COMO ESTÃO VENDO, COMO FOI RICO DE ACONTECIMENTOS O SÉCULO XIX EM NOSSA QUELUZ!!!

 

 

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