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quarta-feira, 28 outubro 2020
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Garimpando notícias 55

                                          Avelina Maria Noronha de Almeida

                                        [email protected]

Garimpando no arquivo Jair Noronha

“…o pranteado mineiro havia conquistado por sua inteligência, atividade e amor ao trabalho, não só elevada  posição  social e avantajados bens de fortuna, como a estima e o respeito de seus concidadãos “  (SOBRE O BARÃO DE LAMIM)

Neste artigo vamos focalizar  mais  um queluziano com título nobiliárquico: o Magistrado ALCIDES RODRIGUES PEREIRA, o BARÃO DE LAMIM, que  nasceu em 1812, na fazenda da Boa  Vista, em Santo Amaro de Camapuã (hoje Queluzito), naquele tempo Real Vila de Queluz.  

             

Matriz de Santo Amaro em Queluzito   /IMAGEM DA INTERNET

O Distrito foi criado com a denominação de Santo Amaro, pela lei provincial nº 907, de 08-06-1858, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado a vila de Queluz.   Recebeu o nome de Queluzito em  31 de dezembro de 1943 e, com este nome, foi elevado à  categoria  de  cidade em 1962. O nome Queluzito  se origina  de uma pedra, que era   abundante   na   região e se chamava  queluzita.

            O BARÃO DE LAMIM era filho de Filho do capitão João Rodrigues  Pereira . Era irmão do barão de Pouso Alegre e tio do conselheiro Lafayette. Casou-se  em  primeiras núpcias com Francisca  Amélia dos Reis e depois com Cândida Joaquina de São José.

Exerceu os seguintes cargos em Minas Gerais: Subdelegado em Lamim;  Juiz de Paz e Juiz Municipal de Queluz; Coronel da Guarda Nacional, tendo comandante  desta  na comarca de Queluz; Líder do Partido Liberal em Queluz. Na República: elegeu-se Vereador Geral da Câmara de Queluz, em 7 de setembro de 1894.

IMAGEM DA INTERNET

             CIDADE DE  LAMIM

Foi agraciado com o título de BARÃO DE LAMIM em 8 de agosto de 1889.          

               A cidade  de Lamim teve seu início em 1710 quando três bandeirantes portugueses ali chegaram: José Pires   Lamim,  Francisco de Souza Rego e Pedro José  da Ros e lá se instalaram. Quando José   Pires Lamim faleceu, os amigos resolveram dar o seu nome ao lugar, que é dedicado ao ESPÍRITO SANTO.

Faleceu, vitimado por uma pneumonia, em 9 de abril de 1897.  Vou  transcrever o texto do jornal que noticiou seu falecimento a mim enviado, gentilmente, pela historiadora  Eneida Carvalho Guimarães, e que dá uma visão de como era considerado, por seu valor, Alcides Rodrigues Pereira:

“Jornal Minas Gerais Ano 1897/Edição 00100

            Vitimado  por uma pneumonia, faleceu, a 9 do corrente, na vizinha cidade de Queluz, o prestante cidadão coronel Alcides Rodrigues Pereira (Barão de Lamim), que contava 74 anos de idade.

            Filho do finado major João Rodrigues Pereira e primo irmão dos srs. conselheiro Lafayette  e dr. Washington Rodrigues Pereira, o pranteado mineiro havia conquistado por sua inteligência, atividade e amor ao trabalho, não só elevada  posição  social e avantajados bens de fortuna, como a estima e o respeito de seus concidadãos.

            Foi assim que no tempo do Império, militando nas fileiras do partido liberal, de que era chefe, exerceu vários cargos de eleição popular e de nomeação do governo, sendo um destes o de comandante superior da Guarda Nacional da Comarca de Queluz em que prestou relevantes serviços, que lhe valeram ser agraciado com o título de Barão de Lamim.

            Proclamada  a República aceitou ele com sinceridade, as novas instituições, não lhe recusando o valioso apoio de sua influência e esforço pessoal, visto como exerceu, entre outros, o cargo de vereador geral do município de Queluz, onde se achava em serviço daquele cargo, quando foi colhido pela enfermidade que o levou ao túmulo.

            Seu enterro realizou-se às 2 horas da tarde de 10 do corrente, sendo extraordinariamente concorrido, achando-se entre as pessoas presentes o digno sobrinho do finado, sr. Dr. Antônio de  Almeida, secretário de Polícia, atualmente em exercício do cargo de Chefe de Polícia. “

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