Mega operação da Polícia Ambiental estoura garimpo ilegal e prende oito pessoas em Lafaiete

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Polícia Ambiental estoura garimpo ilegal e prende oito pessoas em Conselheiro Lafaiete/EM
Numa operação realizada desde as primeiras horas dessa terça-feira (4), a Polícia Militar, através da 13ª Companhia de Meio Ambiente, conseguiu prender oito garimpeiros ilegais e apreender 10 dragas em um acampamento instalado no distrito de Gagé, em Conselheiro Lafaiete. A operação, batizada de Ouro Ilícito II, teve também a participação de seis fiscais da Agência Nacional de Mineração e seis fiscais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, além de 60 policiais militares.
Polícia Ambiental estoura garimpo ilegal e prende oito pessoas em Conselheiro Lafaiete/EM

O local da operação fica junto ao Ribeirão da Passagem. O local é uma área de preservação ambiental permanente, onde, no ano passado, garimpeiros já haviam sido retirados. Entretanto, segundo o Major Lages, que comandou a operação, “eles sempre voltam, por isso temos de estar sempre atentos”.

A denúncia, segundo o militar, partiu de ciclistas que fazem trilhas no local nos finais de semana. “Esse pessoal é um grande parceiro nosso, pois ajudam a preservar a natureza. Eles nos trouxeram a denúncia de que havia garimpeiros novamente no local e então foi montada a operação”.
De acordo com o major, o local segundo é de difícil acesso, por isso os militares tiveram de deixar as viaturas longe do local e o percurso foi feito a pé, no meio da mata fechada. Os 60 policiais foram divididos em quatro grupos, que foram posicionados de modo a cercar o acampamento. A mata fechada e o terreno acidentado trouxeram dificuldades na localização, no rastreamento do acampamento e dos autores em flagrante.
Outra dificuldade, segundo o major, é o fato de os garimpeiros terem olheiros na região, que geralmente dão o alerta sobre a chegada da polícia. “Mas tudo deu certo e conseguimos prender os oito que lá estavam. Ainda restam quatro, pelo que conseguimos levantar, que estão sendo procurados”, diz o major Lages.
Segundo o major, a atividade causa degradação ambiental através de desmate, assoreamento de curso d’água e dragagem de minerais. “Além de destruição da mata, existe o fator da poluição das águas e destruição da terra.
As dragas foram recolhidas, junto com esteiras, bateias e tapetes, que foram apreendidas e levadas para a Polícia Federal, em Belo Horizonte, para onde também foram levados os oito presos. Eles serão indiciados por crime de usurpação de bens da União, dragagem de material para extração mineral e desmate de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente. (EM)