Programa promove a inclusão de mulheres no mercado de trabalho

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O Centro de Referência da Mulher em parceria com as diretorias de Trabalho e Renda e o SINE, ligados à SDS, a Diretoria de Educação para o Trabalho, da SME, a coordenação dos cursos do PRONATEC, da SEDAS, além do SEBRAE e EMATER desenvolvem um programa que promove a inclusão de mulheres em condições de vulnerabilidade, atendidas pelo próprio CRM, pelas três unidades do CRAS, pelo CREAS e beneficiárias do Bolsa Família, nos mercados formal ou informal de trabalho. As inscrições deste grupo já se encerraram, para que as mulheres assistidas possam receber a atenção devida.

Nesta quinta-feira, 24, as participantes receberam orientações de profissionais do CRM, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (SDS) e da EMATER. Em sua conversa com as mulheres inscritas no programa, o assessor da SDS, Nathan Moreira, afirmou que “uma boa ferramenta para inserção de mulheres com pouca experiência no mercado de trabalho é a formação de cooperativa. O sucesso do projeto depende do empenho e organização das cooperadas. Desta forma, elas receberão benefícios legais, como o direito à aposentadoria já que é recolhido o INSS, além de poderem contar com uma renda mensal ou aumentá-la. A cooperativa pode prestar serviço a empresas públicas e privadas, mas cada uma deve oferecer um só tipo de serviço, como por exemplo produção de alimentos ou serviços domésticos”.

Em seguida, as mulheres se dividiram em grupos, conforme o interesse e aptidão de cada uma, para se informarem sobre os ramos da beleza, da culinária e serviços e do artesanato. Mas o programa irá contribuir para que cada uma siga o caminho que melhor lhe convier. Para Daiana T. Gomes da Silva, 30, do Dom Oscar, “esta é uma oportunidade de crescimento”. Ela e Greice E. O. Gomes, 27, também do Dom Oscar, pretendem ser comerciantes. “Queremos criar uma loja de roupas. Conseguimos um fornecedor que nos oferece bons preços. Então buscamos auxílio neste programa”, diz Greice.

Segundo a facilitadora de Políticas para as Mulheres de Congonhas, Rosane Moreira da Cruz (Rosa), o programa já possui algumas conquistas. “Conseguimos espaço para instalação de barracas de alimentos e artesanato na Feira Livre (que funciona aos sábados no galpão em frente à Rodoviária). Além disso, já iniciamos uma aproximação com o comércio e a indústria, o que tem possibilitado a inclusão de mulheres no mercado de trabalho, o que ocorre também através do SINE”, afirma.

Próximo passo

O programa que promove a inclusão de mulheres em condições de vulnerabilidade formará grupos produtivos, de acordo com o perfil das participantes, para que elas constituam cooperativas e associações.

Fotos:divulgação/SECOM