Minas Gerais e Santa Catarina erram ao dispensar carteira de vacinação

Exigência para matrícula escolar é eficaz para elevar cobertura vacinal e reduzir risco de contágio por doenças

Nos últimos anos, os índices de vacinação no Brasil caíram. Em 2023, foi constatada ligeira melhora depois de sete anos de queda. Das oito vacinas recomendadas até 1 ano de idade, só uma (contra catapora) não avançou. Mas a boa notícia deve ser vista com cautela. De modo geral, a cobertura se mantém abaixo da meta preconizada pelo Ministério da Saúde e necessária para atingir o nível de imunidade coletiva que detém a circulação dos causadores das doenças, em torno de 95% do público-alvo.

Níveis abaixo disso podem abrir espaço à volta de moléstias já controladas. Um exemplo é o sarampo. Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de erradicação da doença. Dois anos depois, em meio à cobertura insuficiente, ela ressurgiu no Norte e se espalhou. Com reforço na imunização, a situação pôde ser novamente controlada, e o país aguarda nova certificação.

Diante de tal quadro, são temerárias as decisões dos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), de dispensar a exigência de vacinação nas matrículas escolares. Em vídeo, Zema afirmou que todo aluno, independentemente de ter se vacinado, terá acesso às escolas. Mello também divulgou vídeo dizendo que nenhuma criança ficará fora da escola por não ter tomado vacina contra Covid-19 (incluída no calendário oficial neste ano).

Não demorou para que Mello fosse seguido pelas prefeituras de diversos municípios catarinenses. Ao se manifestar sobre o assunto, o Ministério Público de Santa Catarina disse que os decretos excluindo a vacina da Covid-19 do calendário oficial são inconstitucionais. E lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já dera parecer favorável à vacinação obrigatória de crianças.

A vacinação infantil não pode ficar ao sabor de inclinações políticas. O artigo 14 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) afirma taxativamente: “É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”. Pesquisa do Ministério da Saúde relacionou os obstáculos que contribuem para os índices baixos. As campanhas antivacina são apenas um. Há problemas logísticos, como localização e horário de funcionamento dos postos, falta de doses e a visão equivocada de que doenças já controladas — como poliomielite — não trazem risco. É um engano perigoso, pois elas só estão adormecidas devido à vacinação maciça.

Em situações de emergência, a demanda por vacinas cresce. Na vacinação de rotina, porém, a procura infelizmente tem ficado aquém do esperado, a ponto de vacinas que custaram caro irem para o lixo. Elevar os índices de cobertura vacinal no país é tarefa de todos. As escolas podem cumprir papel importante nesse esforço, não só pela capilaridade e proximidade com o cidadão, mas também porque são espaços propícios para educar e informar. Exigir a carteira de vacinação no ato da matrícula ou para ter direito a programas sociais do governo é medida fundamental para a saúde dos brasileiros.

FONTE O GLOBO

Brasil tem mais estabelecimentos religiosos que escolas e hospitais

Censo 2022 mostra finalidade de 111,1 milhões de endereços

Dados divulgados nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil tem mais estabelecimentos religiosos que unidades de saúde e escolares juntas.

Segundo detalhamento do Censo 2022, do total de endereços, 579,8 mil são relativos a finalidades religiosas, independente de qual seja a crença. Isso inclui igrejas, sinagogas, templos, centro espíritas e terreiros, por exemplo.

Os estabelecimentos de ensino somam 264,4 mil localizações, enquanto os de saúde totalizam 247,5 mil endereços.

O levantamento considera a utilização final do imóvel, e não a administração do estabelecimento. Por exemplo, uma escola católica conta como uma unidade de educação, e não como localização religiosa. O mesmo vale para um hospital mantido por santa casa, que é contabilizado como endereço com atividade de saúde.

A localização exata desses pontos e o tipo de utilização foram capturados por meio de georreferenciamento durante visitas dos recenseadores nos 5.568 municípios brasileiros nos 26 estados e no Distrito Federal.

Foi a primeira vez em que o instituto identificou a localização precisa e o tipo de finalidade de todos os endereços do país.

Finalidades

Dos 111, 1 milhões de pontos mapeados, 90,6 milhões são domicílios particulares, prédios residenciais e casas, por exemplo. Isso representa 81,5% do total.

A segunda utilidade mais comum são as chamadas outras finalidades, que representam 10,5% do universo pesquisado. São 11,7 milhões de endereços que funcionam como lojas, bancos, prédios públicos, shoppings, entre outros.

Os recenseadores identificaram 4,1 milhões de estabelecimentos relacionados a atividades agropecuárias e 3,5 milhões de edificações em construção ou reforma.

Em 2022, o Brasil tinha 104,5 mil domicílios coletivos, como asilos, pensões e penitenciárias.

Os dados estão disponibilizados à sociedade em mapas interativos no site do IBGE, por meio da Plataforma Geográfica Interativa e do Panorama.  

Utilidade

O IBGE explica que os dados em grau máximo de detalhamento são fontes de informações, entre outros fins, para elaboração de políticas públicas e pesquisas acadêmicas. Por exemplo, é possível saber com precisão onde estão localizadas unidades de saúde de uma determinada localidade e quantas pessoas vivem no raio de influência desses estabelecimentos.

“É preciso saber onde a população está concentrada, como ela está distribuída e qual a utilização que é destinada a cada uma das edificações construídas no país”, afirma o instituto

FONTE AGÊNCIA BRASIL

Minas aposta em programas de saúde mental para conter violências em escolas

Em 2024, governo de Minas prevê investimentos em programas socioemocionais para conter o avanço do bullying e da violência nas 3.425 escolas da rede estadual de ensino

O governo de Minas prevê investimentos em programas socioemocionais para conter o avanço do bullying e da violência nas 3.425 escolas da rede estadual de ensino. O projeto socioemocional terá início na próxima semana e tem como objetivo melhorar o clima escolar e as relações nas unidades de ensino. A previsão, conforme o secretário de Estado de educação, Igor Alvarenga, é que especialistas de educação sejam contratados para auxiliar nos trabalhos. O investimento para a iniciativa é de aproximadamente R$ 50 milhões. O número de contratações, no entanto, só será definido após o mapeamento das necessidades da rede. 

“A gente inicia com a aplicação de um questionário com os professores em fevereiro. A intenção é entender qual é o clima no ambiente escolar. Em seguida, após o Carnaval, esse questionário será respondido pelos estudantes. Após esse diagnóstico, vamos analisar qual a realidade de cada escola e quais possuem uma situação mais crítica para poderem receber esses profissionais, de imediato”, informou o secretário, durante um café com profissionais de imprensa nesta terça-feira (30 de janeiro). O segundo questionário tratará de perguntas mais relacionadas ao que atinge o aluno e como ele se sente naquele meio.

O programa tem como foco as competências socioemocionais previstas pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG). Entre elas, a autoconsciência, a autogestão, a consciência social, habilidades de relacionamento e tomada de decisão responsável. Diante disso, será ofertada uma capacitação para os professores da rede estadual.

“A quantidade de profissionais contratados vai depender dos resultados desses questionamentos que iremos aplicar em fevereiro. Eu posso ter, por exemplo, respostas de que as escolas possuem uma baixa complexidade. Dentro disso, vou definir quais são as mais complexas e a partir disso organizar as ações, tanto dos planos a serem executados como para a contratação destes servidores”, acrescentou o secretário.

Matriz de risco

Para além do plano, o especialista em educação assumirá um papel de articulador e poderá, em conjunto com o corpo docente e a Polícia Militar, participar da elaboração de uma Matriz de Risco — documento que especificará as fragilidades de cada escola e definirá o que precisa ser fortalecido em cada unidade, como o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência).

Números da violência

Conforme publicado por O TEMPOentre janeiro e agosto de 2023, foram 1.474 registros de ocorrências policiais nas instituições públicas e privadas em Minas Gerais. O balanço, feito pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) , considera somente casos de lesão corporal e agressões, ignorando outros tipos de violência como furto e roubo. A média é de 184 ocorrências por mês no período analisado. São dez casos a mais que a média de agressões ocorrida em 2022, com 174 casos mensais.

“O que nós temos hoje em nossas escolas é uma sensação de insegurança, muito em função destes casos que ocorreram pelo país. A nossa intenção é trabalhar de forma preventiva, de modo que esse tipo de violência não aconteça”, afirmou a secretária adjunta de Estado de educação, Geniana Faria.

Conforme a integrante da pasta, esses projetos são necessários para atuar na origem desses problemas. “É um desafio muito grande, mas sempre tenho como exemplo a escola de ensino fundamental. O professor passa 4h30 com o aluno. Então, se ele percebe que um estudante apresenta um comportamento diferente, ele sabe o que ocorreu. É esse tipo de conhecimento, de diagnóstico, que pretendemos ter com esse projeto”, acrescentou.

Ações contra a violência da SEE-MG

Além do programa socioemocional, que será lançado a partir de fevereiro, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) garante que desenvolve uma série de ações para conter violências nas escolas. Entre elas, a instalação de câmeras de segurança, atividades desenvolvidas pela Polícia Militar, como a Patrulha Escolar, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) e o Programa de Educação Ambiental (Progea). Outra iniciativa é o funcionamento dos Núcleos de Acolhimento Educacional (NAEs), que disponibilizam psicólogos e assistentes sociais para o atendimento à comunidade escolar.

Lançado em 2022, os NAEs contam com 460 psicólogos e assistentes sociais. Esses profissionais atuam de maneira itinerante, realizando palestras e oficinas junto à comunidade escolar. Eles são distribuídos para atender cerca de 230 núcleos, em regiões distintas do Estado, que contemplam as 3.425 unidades da rede estadual de ensino. Conforme o chefe da pasta, Igor Alvarenga, o programa não deverá ter a contratação de mais profissionais até o fim deste ano.

Em abril de 2023, especialistas ouvidos por O TEMPO avaliaram que esse número é insuficiente para suprir as demandas da comunidade escolar. Eles apontaram que cada unidade deveria contar com uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos e assistentes sociais.

“Esses profissionais fazem um planejamento coletivo, os casos individuais são de responsabilidade da secretaria de saúde, que é um atendimento mais específico. Até, por isso, estamos apostando no projeto socioemocional. É algo que vem para somar a esse projeto, tudo isso na perspectiva da educação. É um programa que será reavaliado para que no final do ano possamos fazer alguma melhoria”, pontuou o secretário. Casos específicos são encaminhados para o atendimento clínico no SUS ou, até mesmo, para o Conselho Tutelar Municipal. 

Para a secretária Adjunta de Estado de Educação, Geniana Faria, embora não aumente o quadro de profissionais dos NAEs, a integração destes novos projetos poderá oferecer resultados eficientes, garantindo uma maior segurança nas unidades de ensino.

“Eu evito uma violência quando aquele estudante ou alguém do convívio dele não tenha alguma ação infracionária. Por isso, a importância de somar todos esses projetos, como aqueles que têm o apoio da polícia. A nossa obrigação enquanto escola é ensinar, e essas competências, que fazem parte do desenvolvimento deste aluno, também são responsabilidades nossas”, finaliza.

FONTE O TEMPO

Mais de 7 mil alunos retornam as aulas em Congonhas (MG)

A Prefeitura de Congonhas se prepara para receber os mais de 7 mil estudantes da rede pública de ensino, na sexta-feira, 2 de fevereiro. O Governo Municipal, desde 2021, faz uma série de investimentos para proporcionar aos alunos, professores, diretores e toda a comunidade escolar, ambientes seguros, amplos e reformados.

De forma inédita, a Prefeitura zerou a fila de espera para creches e além disso, a Administração implanta em todas as escolas, desde os anos iniciais até os finais, novas tecnologias como tablets, chromebooks e computadores, materiais didáticos atualizados e novos eletrodomésticos e mobiliários.

Foram adquiridos novos ônibus e vans – adaptados para atender as pessoas com deficiência -, acomodados com cintos de segurança, dispositivos de sinalização luminosa e sonora. Os veículos farão o suporte aos estudantes em diversos trajetos entre as escolas do município, projetos e visitas técnicas. Eles são essenciais para garantir o acesso de todos os alunos à educação.

A rede municipal também oferta alimentação balanceada e específica – para casos de restrições alimentares, colesterol alto, alergias -, monitoramentos por câmeras, brinquedotecas e novos uniformes de verão e de inverno, que contemplam também tênis e meias. Durante todo o ano letivo, os servidores da educação são capacitados com cursos que agregam mais conhecimentos para serem repassados aos estudantes.

Por Letícia Tomaino / Arte: Gustavo Porfírio

Minas Gerais registra mais de 180 casos de violência nas escolas por mês

“Você nunca sabe o que está na cabeça e na mochila do aluno”. A declaração da presidenta do Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais (SAAEMG), Carolina Andrade dos Santos, ocorre pouco mais de uma semana após um adolescente, de 14 anos, matar um estudante da mesma idade e ferir outros três jovens na saída de uma escola em Poços de Caldas, no Sul do Estado, na última terça-feira (10 de outubro).

O caso, porém, está longe de ser isolado. Minas Gerais registrou, de janeiro a agosto, cerca de 184 casos por mês de lesão corporal e agressão nas instituições de ensino públicas e privadas, conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG).

Foram, ao todo, 1.474 registros policiais. Números que preocupam: “A escola não pode ser um lugar de medo, mas atualmente é”, diz a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise Romano.

Os dados da Sejusp-MG mostram que as escolas têm sido palco de uma escalada de violência. No ano passado, a média de registros de agressões mensais nas instituições de ensino era 174 — dez a menos do que os números atuais. O governo do Estado anunciou a implementação de diversas medidas para combater o problema, que vão desde o investimento de R$ 48 milhões em um sistema de videomonitoramento e alarme para vigilância e monitoramento remoto até a atuação rotineira da Polícia Militar no ambiente escolar.

Porém, profissionais da educação e especialista em segurança são enfáticos: não adianta combater o sintoma, mas, sim, a causa. E a solução passa pela formação e conscientização de crianças e adolescentes.

Informações O Tempo

Minas Gerais registra mais de 180 casos de violência nas escolas por mês

“Você nunca sabe o que está na cabeça e na mochila do aluno”. A declaração da presidenta do Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais (SAAEMG), Carolina Andrade dos Santos, ocorre pouco mais de uma semana após um adolescente, de 14 anos, matar um estudante da mesma idade e ferir outros três jovens na saída de uma escola em Poços de Caldas, no Sul do Estado, na última terça-feira (10 de outubro).

O caso, porém, está longe de ser isolado. Minas Gerais registrou, de janeiro a agosto, cerca de 184 casos por mês de lesão corporal e agressão nas instituições de ensino públicas e privadas, conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG).

Foram, ao todo, 1.474 registros policiais. Números que preocupam: “A escola não pode ser um lugar de medo, mas atualmente é”, diz a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise Romano.

Os dados da Sejusp-MG mostram que as escolas têm sido palco de uma escalada de violência. No ano passado, a média de registros de agressões mensais nas instituições de ensino era 174 — dez a menos do que os números atuais. O governo do Estado anunciou a implementação de diversas medidas para combater o problema, que vão desde o investimento de R$ 48 milhões em um sistema de videomonitoramento e alarme para vigilância e monitoramento remoto até a atuação rotineira da Polícia Militar no ambiente escolar.

Porém, profissionais da educação e especialista em segurança são enfáticos: não adianta combater o sintoma, mas, sim, a causa. E a solução passa pela formação e conscientização de crianças e adolescentes.

Informações O Tempo

Das 10 melhores escolas brasileiras no Enem, 3 são de Minas; veja quais

Estados de Minas Gerais, Ceará e Rio de Janeiro protagonizam ranking com colégios que tiveram melhor desempenho no Enem 2022

Entre as dez escolas brasileiras com melhor desempenho no Ensino Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2022, três são de Minas Gerais. Os colégios Fibonacci (ex-Elite), de Ipatinga, no Vale do aço, e Santo Antônio e Bernoulli, de Belo Horizonte, aparecem no ranking liderado pelo Farias Brito Colégio de Aplicação, de Fortaleza (CE).

Todas as escolas com as melhores médias de notas no Enem do ano passado são privadas. 

Veja o ranking nacional:

  1. Farias Brito Colégio de Aplicação, de Fortaleza – nota média de 776,66
  2. Fibonacci Colégio, de Ipatinga – nota média de 736,64
  3. Colégio Alfa Cem Bilíngue, do Rio de Janeiro – nota média de 735,81
  4. Ari de Sá Cavalcante Colégio – Major Facundo, de Fortaleza – nota média de 734,56
  5. Colégio Santo Antônio, de Belo Horizonte – nota média de 731,71
  6. Colégio Bernoulli, de Belo Horizonte – nota média de 730,85
  7. Colégio e Curso Pensi – Tijuca 1, do Rio de Janeiro – nota média de 727,67
  8. Ari, de São Paulo – nota média de 725,46
  9. Ari de Sá Cavalcante Sede Mario Mamede Colégio, de Fortaleza – nota média de 721,96
  10. Colégio Curso Podion, de Brasília – nota média de 720,91

Os dados foram divulgados com exclusividade pelo jornal O Globo e apurados junto ao Serviço de Acesso a Dados Protegidos (Sedap) do Inep. As informações foram levantadas como parte do estudo “Análise da evolução e disparidades nas notas do Enem”, realizado pela edtech AIO Educação, de autoria dos pesquisadores Paulo Vivas, Murilo Vasconcelos e Mateus Prado. Pelo site do projeto, as próprias escolas podem pesquisar sobre o desempenho de seus alunos. 

Por conta da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), o Inep não divulga mais os rankings com o desempenho das escolas, a partir das notas de seus alunos no Enem. Os dados são divulgados a pesquisadores, caso eles se comprometam a não divulgar informações pessoais.

FONTE O TEMPO

Das 10 melhores escolas brasileiras no Enem, 3 são de Minas; veja quais

Estados de Minas Gerais, Ceará e Rio de Janeiro protagonizam ranking com colégios que tiveram melhor desempenho no Enem 2022

Entre as dez escolas brasileiras com melhor desempenho no Ensino Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2022, três são de Minas Gerais. Os colégios Fibonacci (ex-Elite), de Ipatinga, no Vale do aço, e Santo Antônio e Bernoulli, de Belo Horizonte, aparecem no ranking liderado pelo Farias Brito Colégio de Aplicação, de Fortaleza (CE).

Todas as escolas com as melhores médias de notas no Enem do ano passado são privadas. 

Veja o ranking nacional:

  1. Farias Brito Colégio de Aplicação, de Fortaleza – nota média de 776,66
  2. Fibonacci Colégio, de Ipatinga – nota média de 736,64
  3. Colégio Alfa Cem Bilíngue, do Rio de Janeiro – nota média de 735,81
  4. Ari de Sá Cavalcante Colégio – Major Facundo, de Fortaleza – nota média de 734,56
  5. Colégio Santo Antônio, de Belo Horizonte – nota média de 731,71
  6. Colégio Bernoulli, de Belo Horizonte – nota média de 730,85
  7. Colégio e Curso Pensi – Tijuca 1, do Rio de Janeiro – nota média de 727,67
  8. Ari, de São Paulo – nota média de 725,46
  9. Ari de Sá Cavalcante Sede Mario Mamede Colégio, de Fortaleza – nota média de 721,96
  10. Colégio Curso Podion, de Brasília – nota média de 720,91

Os dados foram divulgados com exclusividade pelo jornal O Globo e apurados junto ao Serviço de Acesso a Dados Protegidos (Sedap) do Inep. As informações foram levantadas como parte do estudo “Análise da evolução e disparidades nas notas do Enem”, realizado pela edtech AIO Educação, de autoria dos pesquisadores Paulo Vivas, Murilo Vasconcelos e Mateus Prado. Pelo site do projeto, as próprias escolas podem pesquisar sobre o desempenho de seus alunos. 

Por conta da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), o Inep não divulga mais os rankings com o desempenho das escolas, a partir das notas de seus alunos no Enem. Os dados são divulgados a pesquisadores, caso eles se comprometam a não divulgar informações pessoais.

FONTE O TEMPO

Bactéria em MG: sobe para 5 o número de cidades que suspenderam aulas; veja

Além delas, outros municípios do Campo das Vertentes acompanham os casos

Mais cidades da região do Campo das Vertentes, vizinhas à São João del-Rei, decidiram suspender as aulas nas escolas municipais para desinfecção dos cômodos, móveis e objetos (confira lista abaixo). A decisão tem o objetivo de conter a transmissão da bactéria Streptococcus após três mortes de crianças de 3, 10 e 11 anos em São João del-Rei. As mortes ainda são investigadas se foram causadas pela bactéria ou não. Até o momento, não foram divulgados outros casos nos municípios vizinhos. 

Nesta quarta-feira (25 de outubro), as prefeituras de Conceição da Barra de Minas e Ritápolis comunicaram oficialmente a suspensão das aulas desta semana. Em Conceição da Barra de Minas a paralisação ocorre nesta quinta e sexta-feira (26 e 27 de outubro) para desinfecção na Escola Municipal Professor Joaquim Pinto Lara. 

“A decisão foi tomada após o registro de casos em cidades vizinhas, demonstrando nosso compromisso com a saúde e bem-estar de todos. A Prefeitura agiu prontamente para evitar qualquer eventualidade”, informou a prefeitura por meio de nota. A desinfecção, segundo informado, será feita com hipoclorito de sódio, popularmente conhecido como água sanitária. 

Já em Ritápolis, também no Campo das Vertentes, a suspensão das aulas da rede municipal será apenas na sexta-feira (27 de outubro). “Nesse dia, será realizada uma minuciosa desinfecção em nossas instalações escolares”, informou a prefeitura. “Diante das atuais preocupações relacionadas a uma bactéria, estamos intensificando os protocolos de higiene, seguindo as práticas sanitárias que se mostraram eficazes durante o período da pandemia da Covid-19”, diz o comunicado. 

Lista de cidades que suspenderam aulas para desinfecção, por risco da bactéria Streptococcus: 

  1. São João del-Rei 
  2. Tiradentes 
  3. Santa Cruz de Minas
  4. Ritápolis 
  5. Conceição da Barra de Minas

Outras cidades não paralisaram, mas acompanham os casos 

Em Barbacena, um dos principais pólos do Campo das Vertentes, a prefeitura informou que está monitorando o cenário da bactéria Streptococcus na região pela Secretaria de Saúde, junto com núcleos de Vigilância Hospitalar de Epidemiologia e Unidades de Saúde. Segundo avaliado pela prefeitura do município, ainda não é necessária a suspensão das aulas ou outras medidas de distanciamento. “Até o momento não há evidências de vínculo epidemiológico para alerta quanto a uma situação de surto ou estado de calamidade pública”, diz por meio de nota. 

A situação é a mesma em Barroso, que também afirmou monitoramento, sem estado de alarme. “A Prefeitura Municipal de Barroso vem informar e tranquilizar a toda população que até o presente momento não há registro de nenhuma criança no município com os sintomas da doença causada pela bactéria do tipo streptococcus”, diz o comunicado. 

Na cidade, o Executivo disse estar retomando medidas de higienização do protocolo contra covid-19. “Neste momento, a orientação é para que os pais só não enviem os filhos a escolas e projetos em caso de sintomas, especialmente crianças de até 10 anos”. 

SES-MG descarta surto

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) afirmou que não há critérios que comprovem surto ou risco à saúde da população de São João del-Rei, no Campo das Vertentes, após a morte de três crianças de 3, 10 e 11 anos, e a internação de outras quatro. Os pacientes apresentaram sintomas como dor de garganta, amigdalite, febre, vômito, manchas e erupções na pele.

Em nota, a pasta ressaltou que acompanha junto à Unidade Regional de Saúde e à prefeitura os casos de óbitos. “As amostras estão sendo analisadas em laboratório”, disse em um dos trechos. As investigações estão sendo realizadas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs Minas).

Entenda os casos

Andreia Pereira Donato, de 43 anos, é uma das mães que fizeram uma manifestação nesta terça-feira (24 de outubro), em frente à Prefeitura de São João del-Rei. A mulher afirma que tudo começou há pouco mais de um mês, quando um menino, de 11, passou mal na escola com dor de garganta e vômito.

Ele foi levado a Upa da cidade, onde o médico receitou analgésicos e antibiótico. No dia seguinte, a criança piorou e foi internada na Santa Casa da Cidade, onde morreu dias depois. “Logo depois, veio o caso de uma menina de 3 anos que morreu após ter os menos sintomas, ela teve ainda febre alta e marcas arroxeadas pelo corpo”, conta.

O último caso, segundo Andreia, ocorreu nessa segunda (23 de outubro), quando uma menina de 10 anos morreu também com sintomas semelhantes. O enterro da criança aconteceu nesta terça (24 de outubro), no cemitério Nossa Senhora das Mercês.

De acordo com o município, a maioria dos pacientes passou por avaliação médica, na rede pública ou privada, e o quadro de saúde deles é estável. 

FONTE O TEMPO

Bactéria em MG: sobe para 5 o número de cidades que suspenderam aulas; veja

Além delas, outros municípios do Campo das Vertentes acompanham os casos

Mais cidades da região do Campo das Vertentes, vizinhas à São João del-Rei, decidiram suspender as aulas nas escolas municipais para desinfecção dos cômodos, móveis e objetos (confira lista abaixo). A decisão tem o objetivo de conter a transmissão da bactéria Streptococcus após três mortes de crianças de 3, 10 e 11 anos em São João del-Rei. As mortes ainda são investigadas se foram causadas pela bactéria ou não. Até o momento, não foram divulgados outros casos nos municípios vizinhos. 

Nesta quarta-feira (25 de outubro), as prefeituras de Conceição da Barra de Minas e Ritápolis comunicaram oficialmente a suspensão das aulas desta semana. Em Conceição da Barra de Minas a paralisação ocorre nesta quinta e sexta-feira (26 e 27 de outubro) para desinfecção na Escola Municipal Professor Joaquim Pinto Lara. 

“A decisão foi tomada após o registro de casos em cidades vizinhas, demonstrando nosso compromisso com a saúde e bem-estar de todos. A Prefeitura agiu prontamente para evitar qualquer eventualidade”, informou a prefeitura por meio de nota. A desinfecção, segundo informado, será feita com hipoclorito de sódio, popularmente conhecido como água sanitária. 

Já em Ritápolis, também no Campo das Vertentes, a suspensão das aulas da rede municipal será apenas na sexta-feira (27 de outubro). “Nesse dia, será realizada uma minuciosa desinfecção em nossas instalações escolares”, informou a prefeitura. “Diante das atuais preocupações relacionadas a uma bactéria, estamos intensificando os protocolos de higiene, seguindo as práticas sanitárias que se mostraram eficazes durante o período da pandemia da Covid-19”, diz o comunicado. 

Lista de cidades que suspenderam aulas para desinfecção, por risco da bactéria Streptococcus: 

  1. São João del-Rei 
  2. Tiradentes 
  3. Santa Cruz de Minas
  4. Ritápolis 
  5. Conceição da Barra de Minas

Outras cidades não paralisaram, mas acompanham os casos 

Em Barbacena, um dos principais pólos do Campo das Vertentes, a prefeitura informou que está monitorando o cenário da bactéria Streptococcus na região pela Secretaria de Saúde, junto com núcleos de Vigilância Hospitalar de Epidemiologia e Unidades de Saúde. Segundo avaliado pela prefeitura do município, ainda não é necessária a suspensão das aulas ou outras medidas de distanciamento. “Até o momento não há evidências de vínculo epidemiológico para alerta quanto a uma situação de surto ou estado de calamidade pública”, diz por meio de nota. 

A situação é a mesma em Barroso, que também afirmou monitoramento, sem estado de alarme. “A Prefeitura Municipal de Barroso vem informar e tranquilizar a toda população que até o presente momento não há registro de nenhuma criança no município com os sintomas da doença causada pela bactéria do tipo streptococcus”, diz o comunicado. 

Na cidade, o Executivo disse estar retomando medidas de higienização do protocolo contra covid-19. “Neste momento, a orientação é para que os pais só não enviem os filhos a escolas e projetos em caso de sintomas, especialmente crianças de até 10 anos”. 

SES-MG descarta surto

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) afirmou que não há critérios que comprovem surto ou risco à saúde da população de São João del-Rei, no Campo das Vertentes, após a morte de três crianças de 3, 10 e 11 anos, e a internação de outras quatro. Os pacientes apresentaram sintomas como dor de garganta, amigdalite, febre, vômito, manchas e erupções na pele.

Em nota, a pasta ressaltou que acompanha junto à Unidade Regional de Saúde e à prefeitura os casos de óbitos. “As amostras estão sendo analisadas em laboratório”, disse em um dos trechos. As investigações estão sendo realizadas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs Minas).

Entenda os casos

Andreia Pereira Donato, de 43 anos, é uma das mães que fizeram uma manifestação nesta terça-feira (24 de outubro), em frente à Prefeitura de São João del-Rei. A mulher afirma que tudo começou há pouco mais de um mês, quando um menino, de 11, passou mal na escola com dor de garganta e vômito.

Ele foi levado a Upa da cidade, onde o médico receitou analgésicos e antibiótico. No dia seguinte, a criança piorou e foi internada na Santa Casa da Cidade, onde morreu dias depois. “Logo depois, veio o caso de uma menina de 3 anos que morreu após ter os menos sintomas, ela teve ainda febre alta e marcas arroxeadas pelo corpo”, conta.

O último caso, segundo Andreia, ocorreu nessa segunda (23 de outubro), quando uma menina de 10 anos morreu também com sintomas semelhantes. O enterro da criança aconteceu nesta terça (24 de outubro), no cemitério Nossa Senhora das Mercês.

De acordo com o município, a maioria dos pacientes passou por avaliação médica, na rede pública ou privada, e o quadro de saúde deles é estável. 

FONTE O TEMPO

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