Início das Obras de Restauração do Hotel Paraíso em Belo Vale (MG)

Parte integrante do Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Belo Vale, o Hotel Paraíso, localizado no centro da cidade, passará por obras de restauração neste ano de 2024. O imóvel, datado do final do século XX, pertenceu a José Augusto Rezende (Juquinha do Hotel) e sua Esposa Margarida Ferreira Egg e posteriormente a Jose Aniceto Rezende (Zé do Hotel) e dona Judith Pereira Rezende, este importante imóvel, durante muitos anos, foi o único hotel da cidade e local de muitos encontros, festas e marco de muitas histórias de muitos belo-valenses. No ano de 2022, a Prefeitura de Belo Vale realizou a aquisição do imóvel e neste ano de 2024 deu início às obras de restauração do prédio. A importância de se preservar o Patrimônio Histórico está associada à constituição de uma memória afetiva coletiva, considerando que é por meio da memória que nos orientamos para compreender o passado e projetar o futuro. O estímulo da memória também contribui para a formação de identidade, retomada de raízes e a cultura de um povo.

Prefeitura Municipal de Belo Vale, Transformando e Desenvolvendo para Todos.

Capela do século 18 em Sabará é restaurada por meio do programa Minas para Sempre

Trabalhos começaram no início de janeiro e expectativa é de que sejam concluídos ainda este ano; iniciativa é voltada para a preservação do patrimônio histórico e artístico do estado

Relevante obra que compõe o patrimônio histórico e artístico da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Capela de Santo Antônio do Pompéu, em Sabará, recebe trabalhos de restauro desde o início deste mês.

A obra é uma das contempladas pelo programa Minas para Sempre, criado pelo Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural e Urbanismo (Caoma), e que recebe apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).

O objetivo é promover a recuperação, restauração e conservação de bens que integram o patrimônio cultural no estado, para melhorar ou restabelecer seu uso público e preservar para as atuais e futuras gerações.

Situada no bairro Pompéu, um dos mais antigos do município e onde é realizado o tradicional Festival do Ora-Pro-Nóbis, a capela data da primeira metade do século 18. Registros de batismo mostram que ela já existia em 1731.

O templo, feito de madeira e taipa, é cercado por um muro de pedra, contém um cemitério e uma sineira em madeira. O único altar tem características da primeira fase do Barroco em Minas Gerais. Nas paredes laterais e forro, há painéis com pinturas sobre a vida de Santo Antônio.

Pela importância histórica e artística, a capela foi tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1958.
 

Gabriel Santos / Amap

As intervenções começaram em 10/1, com as obras de restauração dos elementos artísticos. Já as obras de reforma da cobertura da capela tem previsão de início para fevereiro. O investimento total supera os R$ 850 mil e é proveniente de medidas compensatórias ambientais. A expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos ainda em 2024.

O projeto de reforma da capela é de autoria da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Pompéu (Amap) e foi selecionado por meio da Plataforma Semente, o maior banco de iniciativas socioambientais do Estado e responsável por selecionar e monitorar as propostas contempladas no Minas para Sempre.

“Esse recurso veio em boa hora, pois a comunidade local luta há várias décadas para tentar reformar a capela, que é uma joia do século 18 e estava ameaçada de desabamento em função dos vazamentos e ação do tempo”, destaca o presidente da Amap, Wellington Cláudio da Fonseca.

“Creio que essa restauração é primordial para que esse patrimônio nacional seja preservado da maneira que merece, para que as gerações futuras possam desfrutar e conhecer as belezas da nossa história”, conclui.

Iniciativa

O programa Minas para Sempre foi lançado em julho do ano passado. A primeira fase contemplou 11 projetos, entre eles, o da capela em Sabará, que receberam o aporte de R$ 17 milhões.

A segunda fase foi anunciada em dezembro, prevendo a destinação de R$ 12,9 milhões em recursos de medidas compensatórias ambientais para dez projetos selecionados.

“Fico muito feliz quando vou às cidades históricas e vejo que nosso patrimônio está sendo preservado. Nós temos que valorizar isso que é tão raro e tão mineiro. Se tem uma coisa que é sinônimo de mineiridade, é uma Mariana, Ouro Preto, Diamantina, Serro e outras mais em nosso estado. No que depender da minha gestão, esses patrimônios serão sempre preservados”, disse o governador Romeu Zema durante a solenidade no mês passado.

Para participar do Minas para Sempre, municípios ou integrantes da sociedade civil devem cadastrar os projetos na Plataforma Semente. As propostas devem ter relação com a preservação e requalificação do patrimônio cultural do estado.

A cada semestre, os projetos aprovados por uma equipe multidisciplinar são enviados para análise e seleção da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC) do MPMG e do Iepha.

“O programa Minas para Sempre será um legado do Ministério Público para os mineiros. Um projeto que supera gerações e busca preservar o futuro, restaurando o passado”, destaca o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público de Minas Gerais.

FONTE AGÊNCIA MINAS

Atingidos do ES e MG formam grupo para reivindicar saúde e restauração ambiental

Contaminação dos alimentos, confirmada pela Aecom, exige ações urgentes e incidência na Repactuação, afirmam

A confirmação da contaminação dos alimentos produzidos na Bacia do Rio Doce, em decorrência do crime da Samarco/Vale-BHP, exige medidas urgentes voltadas à proteção da saúde dos atingidos e da natureza. Esse foi o principal encaminhamento feito ao final do encontro de atingidos do Espírito Santo e Minas Gerais, realizado nesta segunda-feira (15) em Nova Almeida, na Serra, região da Grande Vitória.

O evento teve como pauta central discutir saúde e território à luz dos relatórios da Aecom, perita judicial no caso, e pela Nota Técnica do Ministério da Saúde – divulgados com exclusividade por Século Diário  – que detalharam os graves riscos à saúde da população que consome pescados, frutas, legumes, ovos, carnes e vísceras animais produzidos na região impactada pelos rejeitos de mineração, desde Bento Rodrigues, em Minas Gerais, até o litoral capixaba.

O objetivo foi cumprido, relata Herval Nogueira, atingido em Barra do Riacho, diretor do Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport/ES) e representante da entidade no grupo formado durante o encontro com o objetivo de reivindicar, junto aos órgãos de Justiça, do poder executivo – em âmbito municipal, estadual e federal – e à Fundação Renova, respostas para as inúmeras dúvidas levantadas pela leitura dos relatórios e nota técnica, bem como ações efetivas e urgentes no campo da saúde e restauração ambiental.

“Indenização é secundário. É a vida mesmo, a natureza, que temos que cuidar, urgentemente. Os alimentos estão contaminados, os alimentos da água e da terra. As prefeituras e governos dos estados estão fazendo vista grossa, não dando importância a esse laudo, que é científico. Covardemente, eles fazem compromisso com as poluidoras e não com os atingidos”, avalia o sindicalista e líder comunitário.

Uma reunião com a Defensoria Pública já está agendada para a próxima semana e, em paralelo, o grupo irá encaminhar ofícios com solicitação de reuniões, esclarecimentos e ações a órgãos ligados à saúde e meio ambiente, como os Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs), Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) e Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).

“Foi muito positivo a reunião de hoje. Conseguimos a união de todos os atingidos, superamos as divergências que tínhamos em alguns pontos. A realidade é que estamos sendo ‘engolidos’ pelas empresas e os governos e precisamos nos unir”, pontua.

“A pergunta básica que vamos fazer para a Renova é a seguinte: vocês vão tirar todos os metais pesados do rio e do mar? Porque se não for possível tirar esses metais, tem que assumir que estamos todos fadados a adoecer cada vez mais. E quem vai pagar a conta desse dia a dia do adoecimento dessa e das próximas gerações? Onde estão os serviços de saúde para os atingidos? E os turistas que estão comendo esses alimentos contaminados? Barra do Sahy estava cheia nesse final de semana, assim como Pontal do Ipiranga e outras praias do litoral do Espírito Santo. Como o Poder Executivo pode fazer acordo, pela repactuação, sem discutir essa questão da saúde e da tecnologia que é possível usar para recuperar a natureza e a saúde das pessoas?”, questiona.

União

Integrante da Comissão de Atingidos de Regência e Entrerrios e representante da Bacia do Rio Doce no Coletivo Vozes Negras pelo Clima, Luciana Souza faz coro ao colega de Barra do Riacho. Ela calcula em cerca de 90 o número de lideranças capixabas e mineiras presentes e concorda que o sentimento que predominou foi de união para fazer frente à invisibilidade dos danos à saúde e ao meio ambiente que governos, Renova e mineradoras se esforçam em impor, inclusive na mesa de Repactuação.

“Foi quase uma unanimidade o sentimento, entre as lideranças, de que estamos muito frustrados em termos em mãos documentos que a gente sabe que são importantes, que podem ser uma ferramenta de credibilidade da nossa luta, das nossas pautas sobre saúde do atingido, mas que não estamos conseguindo fazer uso dessa ferramenta por falta de conhecimento técnico, o tecnicismo que tanto prejudica a luta do atingido”, declara.

“Não se pode falar de reparação sem reconhecer que nossa saúde está impactada por causa do rompimento da barragem e que isso muda a característica da indenização que tem sido discutida até agora. Só se fala dos danos econômicos, da dificuldade de trabalhar, de manter o sustento financeiro. Mas o laudo traz a questão quanto nós estamos doentes e nossos territórios estão doentes. Isso precisa ser considerado”, reivindica.

“Para a Comissão de Atingidos de Regência e Entrerrios, os corpos hídricos são sujeitos de direitos. Porque proveem vida, impulsionam uma cadeia econômica muito grande e que está atrelada à existência da vida.”, reforça.

As ações de saúde, no entanto, afirma, estão paralisadas. “Precisamos tirar a saúde, o eixo 14, da judicialização. Hoje nós temos mais de 10 planos de risco a saúde humana que estão judicializados pela Renova. Em Linhares a técnica representando a prefeitura fez a escuta das comunidades, elaboramos um plano, que está parado, porque a Renova judicializou”.

Na escuta, ela conta que os atingidos relataram suas impressões empíricas sobre as relações entre problemas de saúde física e mental e o rompimento da barragem da Samarco em Mariana/MG. “Reduzimos o consumo de peixe e marisco e compramos proteína industrializada, passamos a comer mais carne. A gente passou a ter, nas nossas comunidades, muitos casos de ácido úrico, pressão alta, diarreia, doenças psicossomáticas, eritemas (doenças de pele), maior consumo de álcool, gravidez na adolescência … tudo isso foi apontado por mecanismos de escuta nas comunidades, que precisam ser mais investigados e tratados. Precisamos de ginecologistas, dermatologistas, psicólogos, nas unidades de saúde das comunidades atingidas. Precisamos de mais farmácias populares e também medicamentos naturais e terapias alternativas, as PICS [Práticas Integrativas e Complementares em Saúde]”, elenca.

Luciana conta que os jovens estão indo embora das comunidades, porque não veem expectativas de trabalho, de lazer, de prosperidade. E os mais velhos que ficam estão desassistidos em relação à saúde. Por outro lado, bolsões de miséria estão se formando, por pessoas que chegam em busca de indenização e auxílio financeiro como atingidos. “O sentimento de pertencimento nas nossas comunidades está há oito anos sendo sedimentado pelos rejeitos. Mas eu quero trabalhar com a perspectiva da esperança, de retornar a pesca, o turismo, o lazer. De falar de uma Regência viva, uma Povoação pulsante ….”, conclama.

“Estamos num momento crucial. Estão discutindo sobre as nossas vidas sem que a gente saiba o que está acontecendo. A repactuação pode ser tocada a toque de caixa por causa das eleições, sem transparência e participação. O atingido tem que fazer parte da mesa de repactuação, ter a sua voz garantida”.

FONTE SÉCULO DIÁRIO

Comunidade celebra restauração de igreja

LAGOA DOURADA-MG – 30 de dezembro de 2023. Inauguração da obra de restauração artística da Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. A igreja restaurada lindamente foi entregue à comunidade lagoense e teve o seu resplendor recuperado.

Muitos PARABÉNS à Paróquia de Santo Antônio de Lagoa Dourada que esteve à frente dos trabalhos, ao Conselho Municipal de Patrimônio – à Prefeitura, prefeito Ronald Pereira Dutra e à Câmara Municipal, presidente Nélio Lourenço; PARABÉNS às irmandades do Santíssimo Sacramento e do Senhor dos Passos; PARABÉNS à Sociedade Musical Lyra Lagoense (1956) e à Associação Musical Santa Cecília (2006) que abrilhantaram a cerimônia. PARABÉNS ao Padre Adriano Tércio Melo de Oliveira e ao Monsenhor José Hugo de Resende Maia pela liderança. PARABÉNS para os colaboradores que estão mantendo a igreja aberta para a visitação – em especial à Cintia Rodrigues que nos recebeu com tanta atenção. PARABÉNS ao historiador, pesquisador e restaurador Carlos Magno Araújo que executou a restauração com responsabilidade, ética e domínio técnico. MUITOS PARABÉNS para o POVO de Lagoa Dourada que colaborou, acompanhou a obra, apropriou da edificação como bem religioso, arquitetônico, artístico e afetivo. Esse povo é NOTA 10 e merece muitos reconhecimentos e muitos aplausos. A Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos está maravilhosa e tudo realizado só foi possível graças à comunidade.

É uma conquista do povo lagoense!!!

FONTE LUIZ CRUZ

Projetos de restauração do patrimônio em Minas vão receber R$ 12,9 milhões

Segunda etapa do programa foi lançado nesta segunda-feira

Foi anunciada, nesta segunda-feira (18), a destinação de R$ 12,9 milhões a projetos para recuperação, restauração e conservação de bens que integram o patrimônio cultural em Minas. É a segunda fase do programa ‘Minas para Sempre’. Em julho, a primeira etapa contemplou 11 projetos, que receberam o aporte de R$ 17 milhões.

O anúncio foi feito pelo Governo de Minas e pelo Ministério Público do Estado durante cerimônia no Palácio da Liberdade, ex-sede do poder estadual. Os selecionados foram definidos pela Plataforma Semente -, o maior banco de projetos socioambientais do estado e responsável pelo monitoramento da execução das restaurações.

Veja os projetos e cidades contemplados:

  • Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Matias Cardoso
  • Igreja Matriz de São Bartolomeu (2ª etapa), em Ouro Preto;
  • Gruta de Maquiné – 190 anos, em Cordisburgo;
  • Casa do Intendente dos Diamantes, em Diamantina;
  • Casa de Memória do Vale do São Francisco, em Januária;
  • Casa Paterna e Capela Nossa Senhora do Rosário na Comunidade dos Arturos, em Contagem;
  • Igreja São Sebastião de Pouso Alegre e Museu Histórico Municipal, em Paracatu;
  • Situação Emergencial Igreja Santa Rita, no Serro;
  • Igreja Matriz de Bom Sucesso, em Caeté.

A restauração do antigo prédio da Prefeitura Municipal de Grão Mogol, a reabilitação geotécnica e arquitetônica na Comunidade Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango, em Santa Luzia, e a restauração da Casinha Velha, no povoado de Vargem de Santana, em Belo Vale, estiveram entre os projetos selecionados na fase inicial do programa.

Como participar

Municípios e proponentes da sociedade civil podem participar do programa. Os interessados devem cadastrar os projetos na Plataforma Semente (sementemg.org.br).

As propostas devem ter relação com a preservação e requalificação do patrimônio cultural de Minas Gerais, que tem a tradição renovada e a identidade cultural e turística fortalecida por meio das ações do programa.

Ao fim de cada semestre, os projetos aprovados por equipe multidisciplinar são enviados para análise e seleção da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC) do MPMG e do Iepha.

* Com Agência Minas

FONTE HOJE EM DIA

Quadros histórico da Via Sacra são restaurados e retornam à igreja de Congonhas

Durante as festividades da padroeira, a comunidade da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas (MG), viveu um momento de intensa de alegria: após mais de dez anos de espera, os quadros da Via Sacra voltaram à Igreja Matriz. A entronização aconteceu no último dia 1º de dezembro.

Segundo o Pároco, Padre Paulo Barbosa, os quadros, datados do final do século XIX e trazidos de Portugal para a cidade, nos últimos anos estavam deteriorados. Por meio de parceria com a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e a Equipe Fragmentos, de Mariana (MG), foi possível restaurar as gravuras dos quadros em sua originalidade e, posteriormente, as molduras.

“Um trabalho bastante rígido, delicado, que exigiu toda essa responsabilidade da Faop. Agora, os quadros devidamente restaurados, com suas molduras, já se encontram na Matriz de Nossa Senhora da Conceição”, declarou Padre Paulinho, como o sacerdote é mais conhecido.

Um dos quadros restaurados.

Fotos: Paróquia Nossa Senhora da Conceição/Divulgação

Profetas de Aleijadinho ‘cara limpa’: turistas reagem a banho de tecnologia

Visitantes aprovam visual de esculturas do mestre do barroco após banho de biocida para retirada de líquens – com 6 anos de atraso – nas peças do século 18

Chega ao fim mais uma etapa da saga de conservação dos 12 profetas localizados no adro do Santuário Basílica do Bom Jesus de Matosinhos, no Centro Histórico de Congonhas, na Região Central de Minas. Em um período de quase quatro décadas, a partir de 1985, foram quatro ações para livrar as simbólicas esculturas em pedra-sabão feitas por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, dos líquens que descaracterizam e desgastam os ícones do conjunto reconhecido como Patrimônio Mundial.

“É mais uma etapa nesta história”, diz o diretor de Patrimônio Histórico da Prefeitura de Congonhas, Hugo Cordeiro. E, depois dela, quem chega, já nota a diferença. São 11h de uma manhã ensolarada na “Cidade dos Profetas”, onde a luminosidade realça ainda mais a beleza das peças em pedra-sabão, no adro do templo do século 18. Recém-chegada à cidade, uma família de Vitória (ES) contempla as obras de arte esculpidas por Aleijadinho, e gosta do que vê, ao comparar com outros tempos. “Estão bem preservadas, limpas”, diz o aposentado Pedro Gabriel de Oliveira, diante das estátuas barrocas agora livres dos micro-organismos, especialmente líquens, que dominavam cabeça, braços e tronco.

Posando para fotos ao lado da mulher, Linda Viana de Oliveira, e da filha, Joice Torres Viana de Oliveira, Pedro Gabriel conta que já esteve em Congonhas outras vezes e se dispõe sempre a voltar. Na primeira visita à “Cidade dos Profetas”, Joice se encantou com o conjunto arquitetônico e artístico reconhecido como patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) e formado ainda pelas seis capelas (Passos da Paixão de Cristo), com 64 esculturas em cedro vermelho. A exemplo da família capixaba, cerca de 500 mil pessoas visitam Congonhas anualmente, de acordo a prefeitura local.

Cerca de 500 mil pessoas visitam Congonhas anualmente, de acordo a prefeitura local.
Cerca de 500 mil pessoas visitam Congonhas anualmente, de acordo a prefeitura local.Jair Amaral/EM/D.A Press

Esculpidos entre 1800 e 1805, os profetas Joel, Jonas, Amós, Abdias, Daniel, Baruc, Isaías, Oseias, Ezequiel, Jeremias, Naum e Habacuc exibem aspecto bem diferente de cinco meses atrás quando começou o trabalho de remoção dos micro-organismos, com aplicação de álcool a 70% e de um biocida, com recursos da Prefeitura de Congonhas.

Em 6 de junho, o Estado de Minas documentou o início do serviços nas estátuas de Abdias, Habacuc, Naum e Amós, a cargo da equipe do Grupo Oficina de Restauro, de Belo Horizonte. Da equipe coordenada pelos restauradores Adriano Ramos e Rosângela Reis Costa, fizeram parte o geólogo Antônio Gilberto Costa e o biólogo Aristóteles Goes Neto, com consultoria do geólogo português José Delgado Rodrigues.

O próximo passo é monitorar e cuidar das esculturas em pedra-sabão, para não haver proliferação de líquens. “Concluímos nossa etapa, que era a de remoção dos micro-organismos. A partir de agora, será fundamental o acompanhamento semestral”, orienta Rosângela Reis Costa. Continuidade é a palavra de ordem, pois o depósito de excremento de pássaros ou mesmo de poeira na pedra-sabão após as chuvas pode favorecer a proliferação dos líquens, explica Rosângela, que prefere não falar em “limpeza”, pois, em se tratando de pedra, a questão se torna muito complexa.

Aplicado pela última vez em 2012, o biocida, antecedido de álcool 70, não interfere na beleza e integridade do conjunto bicentenário, segundo os especialistas. Além de supervisão de representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o serviço foi acompanhado pelo reitor da basílica, cônego Nédson Pereira de Assis, e pelo diretor de Patrimônio Histórico de Congonhas, Hugo Cordeiro. A atual linha de pesquisas, a cargo do corpo técnico multidisciplinar, não contempla possível ação de poeira de mineração sobre as obras.

Satisfeito com o resultado do serviço, que considera “muito bom” por ter removido, de forma cuidadosa, toda a camada de líquens, e trazido de volta o esplendor da obra de Aleijadinho, cônego Nédson considera essencial o monitoramento constante para evitar problemas. “A arte do mestre do Barroco e da sua equipe não era mais perceptível, pois os líquens descaracterizavam os rostos, as mãos, enfim, todos os detalhes que impregnados na pedra.”

O reitor concorda com a necessidade de monitoramento do conjunto para preservação. “Precisamos, sim, fazer o acompanhamento constante, e não deixar passar muito tempo sem a aplicação do biocida, indicado para ocorrer de cinco em cinco anos”, ressaltou o reitor, lembrando que o uso de álcool 70 pode ter efeito satisfatório e menos agressivo à pedra contra os líquens, desde que seguidas as determinações dos especialistas e do Iphan. Com o monitoramento, a prefeitura e a reitoria da basílica podem observar se há desgaste da pedra ou nova formação de comunidades de micro-organismos.

Cônego Nédson considera importante a conservação das estátuas dos profetas, tanto para se manter a qualidade artística da obra de Aleijadinho, o gênio do Barroco, quanto para transmissão da fé expressa no conjunto aos devotos que chegam à basílica e podem sentir o amor do artista pela Igreja e por Cristo.

Preservação

O mais recente serviço de remoção dos micro-organismos nos profetas de Aleijadinho demandou três aplicações, sendo a primeira no início de junho. Programado para ocorrer de cinco em cinco anos, o serviço estava atrasado em seis anos, como mostrou reportagem do Estado de Minas em 3 de novembro de 2021, quando visitantes demonstravam preocupação com o bem histórico e religioso. A Prefeitura de Congonhas custeou e esteve à frente da empreitada, conforme entendimento com o Iphan, responsável pelo tombamento do conjunto em 1939, e com autorização da reitoria da basílica, vinculada à Arquidiocese de Mariana.

Quem chega de longe está sempre de olhos bem abertos para ver a maravilha desse tesouro de Minas e da humanidade, a exemplo de dois amigos cariocas admirados com as obras de Aleijadinho. “É a exuberância da simplicidade barroca”, observou Djalma Lima, professor de literatura, sobre a “monumentalidade” do patrimônio. Ao lado, Patrícia Amaral, professora de sociologia e filosofia, destacou a importância de se preservar o patrimônio cultural brasileiro, “embora seja uma tarefa muito difícil”.

Referência Mundial

De acordo com o Iphan, o conjunto dos profetas do Antigo Testamento esculpido por Antonio Francisco Lisboa (1738-1814), o Aleijadinho, na Basílica Bom Jesus de Matosinhos é considerado uma das obras-primas do barroco mundial. O conjunto foi tombado pelo Iphan em 1939 e reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1985.

Com grande visitação turística, o conjunto se compõe da igreja, com interior em estilo rococó, e seis capelas dispostas lado a lado, denominadas Passos, com a via-crúcis de Jesus, além de um adro murado e uma escadaria externa monumental decorada com estátuas dos 12 profetas.

A escolha dos mensageiros

A escolha de Joel, Jonas, Amós, Abdias, Daniel, Baruc, Isaías, Oseias, Ezequiel, Jeremias, Naum e Habacuc entre os 16 profetas que constituem a série do Antigo Testamento, se deve, conforme a especialista em arte sacra e colonial do Brasil, Myriam Andrade, à disposição arquitetônica dos 12 suportes para as esculturas. Assim, o artista, restrito a esse número, selecionou os personagens na ordem de sua entrada na Bíblia, excluindo Miquéias para dar lugar a Habacuc. Cada um deles traz lateralmente o texto de sua profecia gravado em latim nos rolos de pergaminhos. A riqueza de detalhes pode ser percebida pelos visitantes, seja no expressionismo das estátuas ou nas exóticas vestimentas dos profetas barrocos. Essa última foi, inclusive, tema de pesquisa do historiador norte-americano Robert Smith, que verificou referências à arte religiosa portuguesa no período de 1500-1800, inspirada nas pinturas flamengas do fim da era medieval.

Batalha de quatro décadas


A orientação é que o biocida seja aplicado de cinco em cinco anos para deixar os profetas livres dos micro-organismos grudados na pedra-sabão. Mas, desde 1985, houve apenas quatro intervenções nas esculturas:


1985

Feito trabalho de conservação nas esculturas, a cargo de restauradores Instituto Estadual Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).


2007

Vinte e dois anos depois, é feito novo serviço de remoção dos líquens, desta vez pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


2012

Também com acompanhamento do Iphan, novo serviço de limpeza é executado cinco anos depois, com aplicação de biocida (acima).


2023

Em 6 de junho, após 11 anos (o trabalho deveria ter ocorrido em 2017), teve início a nova aplicação de biocida, com custos bancados pela Prefeitura de Congonhas e acompanhamento do Iphan. O serviço já foi concluído.

FONTE ESTADODE MINAS

Profetas de Aleijadinho ‘cara limpa’: turistas reagem a banho de tecnologia

Visitantes aprovam visual de esculturas do mestre do barroco após banho de biocida para retirada de líquens – com 6 anos de atraso – nas peças do século 18

Chega ao fim mais uma etapa da saga de conservação dos 12 profetas localizados no adro do Santuário Basílica do Bom Jesus de Matosinhos, no Centro Histórico de Congonhas, na Região Central de Minas. Em um período de quase quatro décadas, a partir de 1985, foram quatro ações para livrar as simbólicas esculturas em pedra-sabão feitas por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, dos líquens que descaracterizam e desgastam os ícones do conjunto reconhecido como Patrimônio Mundial.

“É mais uma etapa nesta história”, diz o diretor de Patrimônio Histórico da Prefeitura de Congonhas, Hugo Cordeiro. E, depois dela, quem chega, já nota a diferença. São 11h de uma manhã ensolarada na “Cidade dos Profetas”, onde a luminosidade realça ainda mais a beleza das peças em pedra-sabão, no adro do templo do século 18. Recém-chegada à cidade, uma família de Vitória (ES) contempla as obras de arte esculpidas por Aleijadinho, e gosta do que vê, ao comparar com outros tempos. “Estão bem preservadas, limpas”, diz o aposentado Pedro Gabriel de Oliveira, diante das estátuas barrocas agora livres dos micro-organismos, especialmente líquens, que dominavam cabeça, braços e tronco.

Posando para fotos ao lado da mulher, Linda Viana de Oliveira, e da filha, Joice Torres Viana de Oliveira, Pedro Gabriel conta que já esteve em Congonhas outras vezes e se dispõe sempre a voltar. Na primeira visita à “Cidade dos Profetas”, Joice se encantou com o conjunto arquitetônico e artístico reconhecido como patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) e formado ainda pelas seis capelas (Passos da Paixão de Cristo), com 64 esculturas em cedro vermelho. A exemplo da família capixaba, cerca de 500 mil pessoas visitam Congonhas anualmente, de acordo a prefeitura local.

Cerca de 500 mil pessoas visitam Congonhas anualmente, de acordo a prefeitura local.
Cerca de 500 mil pessoas visitam Congonhas anualmente, de acordo a prefeitura local.Jair Amaral/EM/D.A Press

Esculpidos entre 1800 e 1805, os profetas Joel, Jonas, Amós, Abdias, Daniel, Baruc, Isaías, Oseias, Ezequiel, Jeremias, Naum e Habacuc exibem aspecto bem diferente de cinco meses atrás quando começou o trabalho de remoção dos micro-organismos, com aplicação de álcool a 70% e de um biocida, com recursos da Prefeitura de Congonhas.

Em 6 de junho, o Estado de Minas documentou o início do serviços nas estátuas de Abdias, Habacuc, Naum e Amós, a cargo da equipe do Grupo Oficina de Restauro, de Belo Horizonte. Da equipe coordenada pelos restauradores Adriano Ramos e Rosângela Reis Costa, fizeram parte o geólogo Antônio Gilberto Costa e o biólogo Aristóteles Goes Neto, com consultoria do geólogo português José Delgado Rodrigues.

O próximo passo é monitorar e cuidar das esculturas em pedra-sabão, para não haver proliferação de líquens. “Concluímos nossa etapa, que era a de remoção dos micro-organismos. A partir de agora, será fundamental o acompanhamento semestral”, orienta Rosângela Reis Costa. Continuidade é a palavra de ordem, pois o depósito de excremento de pássaros ou mesmo de poeira na pedra-sabão após as chuvas pode favorecer a proliferação dos líquens, explica Rosângela, que prefere não falar em “limpeza”, pois, em se tratando de pedra, a questão se torna muito complexa.

Aplicado pela última vez em 2012, o biocida, antecedido de álcool 70, não interfere na beleza e integridade do conjunto bicentenário, segundo os especialistas. Além de supervisão de representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o serviço foi acompanhado pelo reitor da basílica, cônego Nédson Pereira de Assis, e pelo diretor de Patrimônio Histórico de Congonhas, Hugo Cordeiro. A atual linha de pesquisas, a cargo do corpo técnico multidisciplinar, não contempla possível ação de poeira de mineração sobre as obras.

Satisfeito com o resultado do serviço, que considera “muito bom” por ter removido, de forma cuidadosa, toda a camada de líquens, e trazido de volta o esplendor da obra de Aleijadinho, cônego Nédson considera essencial o monitoramento constante para evitar problemas. “A arte do mestre do Barroco e da sua equipe não era mais perceptível, pois os líquens descaracterizavam os rostos, as mãos, enfim, todos os detalhes que impregnados na pedra.”

O reitor concorda com a necessidade de monitoramento do conjunto para preservação. “Precisamos, sim, fazer o acompanhamento constante, e não deixar passar muito tempo sem a aplicação do biocida, indicado para ocorrer de cinco em cinco anos”, ressaltou o reitor, lembrando que o uso de álcool 70 pode ter efeito satisfatório e menos agressivo à pedra contra os líquens, desde que seguidas as determinações dos especialistas e do Iphan. Com o monitoramento, a prefeitura e a reitoria da basílica podem observar se há desgaste da pedra ou nova formação de comunidades de micro-organismos.

Cônego Nédson considera importante a conservação das estátuas dos profetas, tanto para se manter a qualidade artística da obra de Aleijadinho, o gênio do Barroco, quanto para transmissão da fé expressa no conjunto aos devotos que chegam à basílica e podem sentir o amor do artista pela Igreja e por Cristo.

Preservação

O mais recente serviço de remoção dos micro-organismos nos profetas de Aleijadinho demandou três aplicações, sendo a primeira no início de junho. Programado para ocorrer de cinco em cinco anos, o serviço estava atrasado em seis anos, como mostrou reportagem do Estado de Minas em 3 de novembro de 2021, quando visitantes demonstravam preocupação com o bem histórico e religioso. A Prefeitura de Congonhas custeou e esteve à frente da empreitada, conforme entendimento com o Iphan, responsável pelo tombamento do conjunto em 1939, e com autorização da reitoria da basílica, vinculada à Arquidiocese de Mariana.

Quem chega de longe está sempre de olhos bem abertos para ver a maravilha desse tesouro de Minas e da humanidade, a exemplo de dois amigos cariocas admirados com as obras de Aleijadinho. “É a exuberância da simplicidade barroca”, observou Djalma Lima, professor de literatura, sobre a “monumentalidade” do patrimônio. Ao lado, Patrícia Amaral, professora de sociologia e filosofia, destacou a importância de se preservar o patrimônio cultural brasileiro, “embora seja uma tarefa muito difícil”.

Referência Mundial

De acordo com o Iphan, o conjunto dos profetas do Antigo Testamento esculpido por Antonio Francisco Lisboa (1738-1814), o Aleijadinho, na Basílica Bom Jesus de Matosinhos é considerado uma das obras-primas do barroco mundial. O conjunto foi tombado pelo Iphan em 1939 e reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1985.

Com grande visitação turística, o conjunto se compõe da igreja, com interior em estilo rococó, e seis capelas dispostas lado a lado, denominadas Passos, com a via-crúcis de Jesus, além de um adro murado e uma escadaria externa monumental decorada com estátuas dos 12 profetas.

A escolha dos mensageiros

A escolha de Joel, Jonas, Amós, Abdias, Daniel, Baruc, Isaías, Oseias, Ezequiel, Jeremias, Naum e Habacuc entre os 16 profetas que constituem a série do Antigo Testamento, se deve, conforme a especialista em arte sacra e colonial do Brasil, Myriam Andrade, à disposição arquitetônica dos 12 suportes para as esculturas. Assim, o artista, restrito a esse número, selecionou os personagens na ordem de sua entrada na Bíblia, excluindo Miquéias para dar lugar a Habacuc. Cada um deles traz lateralmente o texto de sua profecia gravado em latim nos rolos de pergaminhos. A riqueza de detalhes pode ser percebida pelos visitantes, seja no expressionismo das estátuas ou nas exóticas vestimentas dos profetas barrocos. Essa última foi, inclusive, tema de pesquisa do historiador norte-americano Robert Smith, que verificou referências à arte religiosa portuguesa no período de 1500-1800, inspirada nas pinturas flamengas do fim da era medieval.

Batalha de quatro décadas


A orientação é que o biocida seja aplicado de cinco em cinco anos para deixar os profetas livres dos micro-organismos grudados na pedra-sabão. Mas, desde 1985, houve apenas quatro intervenções nas esculturas:


1985

Feito trabalho de conservação nas esculturas, a cargo de restauradores Instituto Estadual Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).


2007

Vinte e dois anos depois, é feito novo serviço de remoção dos líquens, desta vez pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


2012

Também com acompanhamento do Iphan, novo serviço de limpeza é executado cinco anos depois, com aplicação de biocida (acima).


2023

Em 6 de junho, após 11 anos (o trabalho deveria ter ocorrido em 2017), teve início a nova aplicação de biocida, com custos bancados pela Prefeitura de Congonhas e acompanhamento do Iphan. O serviço já foi concluído.

FONTE ESTADODE MINAS

Câmara aprova Projeto de Lei que autoriza repasse de recursos para projetos de restauração da Capela Olhos d´água

Capela setecentista, tombada pelo Município, deverá passar por obras de reforma e restauração artística, sendo necessária a viabilização do seu Projeto Executivo

Capela Olhos d´Água em Entre Rios de Minas. Foto: Eduardo Maia

O Município de Entre Rios de Minas repassará à Paróquia de Nossa Senhora das Brotas o valor de R$ 57.450,00 para aplicação na elaboração dos projetos de reforma e restauração da Capela Olhos d’água, localizada na comunidade homônima, a 18km do Centro da cidade. O repasse do recurso será viabilizado após a aprovação do Projeto de Lei n° 47, de 02 de Outubro de 2023, o qual tem por objetivo subsidiar a preservação do patrimônio histórico do Município, haja vista a importância da edificação datada da primeira metade do século XVIII. O plano de trabalho foi votado e aprovado pelos vereadores durante a 18° Reunião Ordinária, realizada na última terça (17). Ao todo, somados valores da parceria entre o Município e a Paróquia, serão aportados R$ 74.950,00 para suprir o custo total do projeto. A Lei nº 2.006/2023 foi sancionada na última sexta-feira, 20.

Para atender à finalidade da proposta, a Paróquia também participará com recursos, aplicando o valor de R$ 17.500,00. O restante será de responsabilidade do Município, sendo que R$ 40 mil serão decorrentes de recursos financeiros devolvidos pela Câmara Municipal. Dessa forma, o Executivo complementará com R$ 17.450,00. Os recursos serão repassados de forma parcelada.

Durante a sessão, o vereador Thiago Itamar (Ted) afirmou ser favorável ao Projeto, devido sua importância, apesar de não concordar com a anulação de recursos do Orçamento destinados à implantação do Parque Industrial Tecnológico. O valor será retirado da secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo para ser repassado à Paróquia. Ted também afirmou que a proposta é possível promover o repasse de recursos à Paróquia, neste caso, uma vez que a capela  é monumento tombado. Dessa forma, o projeto em questão apresenta-se como iniciativa de preservação cultural. O vereador Levi da Costa Campos também se manifestou favorável, principalmente pelo fomento ao Turismo, devido a Capela estar localizada na Estrada Real.

Presente à sessão, o representante da Paróquia Nossa Senhora das Brotas, Padre Ildeu da Cruz falou sobre o projeto. Ele agradeceu a oportunidade de apresentá-lo na Casa e afirmou que a Igreja é importante não só no aspecto religioso, mas também artístico, cultural e turístico do Município. “Juntos nós podemos somar forças para cuidar desse patrimônio cultural e histórico da nossa cidade”, afirma.

O Vereador Rivael Nunes Machado lembrou que o Município receberá também recursos para a execução das obras de reforma e restauro da Capela, provenientes de indicação parlamentar do Deputado Dr. Frederico, totalizando cerca de R$ 1 milhão, os quais serão repassados pela União de forma parcelada. Para tanto, serão necessários os projetos arquitetônico, estrutural, luminotécnico, sistema de combate a incêndio, hidráulico, drenagem pluvial. Por fim, o vereador parabenizou o Presidente da Câmara pela iniciativa, o Prefeito José Walter pela sensibilidade e também o Padre Ildeu.

O Presidente da Casa, Ronivon Alves de Souza (Roni Enfermeiro), afirmou que a contribuição da Câmara de R$ 40 mil ocorre em nome de todos os vereadores e servidores da Casa Legislativa. O vereador João Gonçalves (Joãozinho Cricri) exaltou o trabalho realizado pelo Padre no Município e também o Projeto de restauração da Capela. O vereador José Resende (Juquinha do Taxi), também destacou a sensibilidade do Prefeito em cumprir seu compromisso com a Paróquia e afirmou seu voto favorável ao projeto. 

A importância da Capela Olhos d´Água para o Município

A Capela Olhos d´àgua é mais antiga da região e está localizada próxima do distrito da Serra do Camapuã, sendo reconhecida por sua importância como patrimônio artístico e histórico no Município. Ela remete à devoção a Nossa Senhora da Lapa pelos moradores e pertence a primeira fase da arte colonial mineira. Durante uma reforma foi encontrado um caibro que datava o ano de 1683. A Capela foi tombada pelo Município no ano de 2000, de acordo com o Dossiê de Tombamento Histórico de Entre Rios de Minas. 

Além disso, é um importante ponto turístico na região, considerando que está dentro da rota “Caminhos de São Tiago”,  programa viabilizado pelo Circuito Trilha dos Inconfidentes que tem início na cidade de Ouro Preto e término em São Tiago.

FONTE CÂMARA MUNICIPAL ENTRE RIO DE MINAS

Câmara aprova Projeto de Lei que autoriza repasse de recursos para projetos de restauração da Capela Olhos d´água

Capela setecentista, tombada pelo Município, deverá passar por obras de reforma e restauração artística, sendo necessária a viabilização do seu Projeto Executivo

Capela Olhos d´Água em Entre Rios de Minas. Foto: Eduardo Maia

O Município de Entre Rios de Minas repassará à Paróquia de Nossa Senhora das Brotas o valor de R$ 57.450,00 para aplicação na elaboração dos projetos de reforma e restauração da Capela Olhos d’água, localizada na comunidade homônima, a 18km do Centro da cidade. O repasse do recurso será viabilizado após a aprovação do Projeto de Lei n° 47, de 02 de Outubro de 2023, o qual tem por objetivo subsidiar a preservação do patrimônio histórico do Município, haja vista a importância da edificação datada da primeira metade do século XVIII. O plano de trabalho foi votado e aprovado pelos vereadores durante a 18° Reunião Ordinária, realizada na última terça (17). Ao todo, somados valores da parceria entre o Município e a Paróquia, serão aportados R$ 74.950,00 para suprir o custo total do projeto. A Lei nº 2.006/2023 foi sancionada na última sexta-feira, 20.

Para atender à finalidade da proposta, a Paróquia também participará com recursos, aplicando o valor de R$ 17.500,00. O restante será de responsabilidade do Município, sendo que R$ 40 mil serão decorrentes de recursos financeiros devolvidos pela Câmara Municipal. Dessa forma, o Executivo complementará com R$ 17.450,00. Os recursos serão repassados de forma parcelada.

Durante a sessão, o vereador Thiago Itamar (Ted) afirmou ser favorável ao Projeto, devido sua importância, apesar de não concordar com a anulação de recursos do Orçamento destinados à implantação do Parque Industrial Tecnológico. O valor será retirado da secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo para ser repassado à Paróquia. Ted também afirmou que a proposta é possível promover o repasse de recursos à Paróquia, neste caso, uma vez que a capela  é monumento tombado. Dessa forma, o projeto em questão apresenta-se como iniciativa de preservação cultural. O vereador Levi da Costa Campos também se manifestou favorável, principalmente pelo fomento ao Turismo, devido a Capela estar localizada na Estrada Real.

Presente à sessão, o representante da Paróquia Nossa Senhora das Brotas, Padre Ildeu da Cruz falou sobre o projeto. Ele agradeceu a oportunidade de apresentá-lo na Casa e afirmou que a Igreja é importante não só no aspecto religioso, mas também artístico, cultural e turístico do Município. “Juntos nós podemos somar forças para cuidar desse patrimônio cultural e histórico da nossa cidade”, afirma.

O Vereador Rivael Nunes Machado lembrou que o Município receberá também recursos para a execução das obras de reforma e restauro da Capela, provenientes de indicação parlamentar do Deputado Dr. Frederico, totalizando cerca de R$ 1 milhão, os quais serão repassados pela União de forma parcelada. Para tanto, serão necessários os projetos arquitetônico, estrutural, luminotécnico, sistema de combate a incêndio, hidráulico, drenagem pluvial. Por fim, o vereador parabenizou o Presidente da Câmara pela iniciativa, o Prefeito José Walter pela sensibilidade e também o Padre Ildeu.

O Presidente da Casa, Ronivon Alves de Souza (Roni Enfermeiro), afirmou que a contribuição da Câmara de R$ 40 mil ocorre em nome de todos os vereadores e servidores da Casa Legislativa. O vereador João Gonçalves (Joãozinho Cricri) exaltou o trabalho realizado pelo Padre no Município e também o Projeto de restauração da Capela. O vereador José Resende (Juquinha do Taxi), também destacou a sensibilidade do Prefeito em cumprir seu compromisso com a Paróquia e afirmou seu voto favorável ao projeto. 

A importância da Capela Olhos d´Água para o Município

A Capela Olhos d´àgua é mais antiga da região e está localizada próxima do distrito da Serra do Camapuã, sendo reconhecida por sua importância como patrimônio artístico e histórico no Município. Ela remete à devoção a Nossa Senhora da Lapa pelos moradores e pertence a primeira fase da arte colonial mineira. Durante uma reforma foi encontrado um caibro que datava o ano de 1683. A Capela foi tombada pelo Município no ano de 2000, de acordo com o Dossiê de Tombamento Histórico de Entre Rios de Minas. 

Além disso, é um importante ponto turístico na região, considerando que está dentro da rota “Caminhos de São Tiago”,  programa viabilizado pelo Circuito Trilha dos Inconfidentes que tem início na cidade de Ouro Preto e término em São Tiago.

FONTE CÂMARA MUNICIPAL ENTRE RIO DE MINAS

about

Be informed with the hottest news from all over the world! We monitor what is happenning every day and every minute. Read and enjoy our articles and news and explore this world with Powedris!

Instagram
© 2019 – Powedris. Made by Crocoblock.