19 de julho de 2024 03:58

Vereadores realizam sessão relâmpago, mas carregada de revanchismo e trocam de acusações

O clima foi de revanche na sessão desta quinta-feira (8) na Câmara de Lafaiete. Tudo por conta dos reflexos da votação que derrubou o veto do prefeito Mário Marcus (DEM) ao projeto para emissão de carteiras para identificação de pessoas com deficiência. Na reunião anterior, os vereadores Pedro Américo e Chico Paulo, ambos do PT, votaram defendendo os argumentos de inconstitucionalidade apresentados pelo Executivo.

Vereadores trocaram acusações na sessão de ontem/CORREIO DE MINAS

A revanche veio em 24h. Em um projeto apresentado pelo vereador Pedro Américo, uma emenda, de autoria do edil Chico Paulo determina que o município troque todas as caixas d’água de amianto dos prédios da administração municipal no prazo de cinco anos. Foi o bastante para o líder do governo contestar o colega. Ele lembrou o argumento de que os vereadores não podem imputar gastos ao Executivo e questionou o petista, já que a troca dos equipamentos geraria um ônus até maior do que a emissão de carteirinhas. “Qual vai ser a postura dos vereadores que dizem votar pela legalidade. Vão votar a favor da saúde do lafaietense ou irão alegar que a proposta é inconstitucional”, alfinetou.

O vereador Sandro José (PSDB) voltou a diferenciar o voto jurídico do voto político. Ele destacou que ao derrubar o veto, o recado foi dado e o prefeito compreendeu a necessidade de criar um mecanismo para que o benefício seja oferecido às pessoas com deficiência. “Da mesma forma devemos nos posicionar em relação aos produtos fabricados com amianto, já que há sérios riscos para saúde, inclusive sendo um causador de câncer”, comentou Sandro.

Mesmo em meio ao clima bélico, o Projeto de Lei Complementar foi aprovado. A nova regra determina a proibição do uso, fabricação e venda de materiais produzidos a partir do amianto, seja em qualquer quantidade. O dispositivo passa a integrar o Código Sanitário do município.

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