20 de abril de 2024 07:42

Restaurada, Casa de Cultura Gabriela Mendonça impõe sua imponência arquitetônica e reabertura acontece depois de mais 4 anos interditada

Mais uma dívida saldada com a história de Lafaiete. Depois de quase 4 de interdição pelo Corpo de Bombeiros e mais de um ano de restauro e reforma, será aberta ao público em solenidade na manhã do dia 16. Três dias dos 242 anos de Lafaiete, a   bem exemplar da rica arquitetura de época, a Casa de Cultura Gabriela Mendonça. Este é um dos mais de 10 patrimônio históricos recuperados pela atual administração. O imóvel, que estava em estado avançado de deterioração.
A empresa responsável pela obra foi MCR, a mesma que reformou a Casa do Artesanato, situada na Praça Tiradentes.
Geraldo Lafayette, Secretário Municipal de Cultura, informou o local vai abrigar a área administrativa e além de espaços culturais para eventos diversos

O valor do restauro está calculado em torno de R$2,5 milhões oriundo da Copasa através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela estatal como o Município e o Ministério Público.


Um pouco da história


A Casa de Cultura “Gabriela Mendonça” é uma construção do final do século 18 em pedra e pau a pique, coberta de telhas. O sobrado onde funciona a Casa de Cultura, situado na antiga Rua Direita, é um dos pouco marcos, ainda de pé, da história queluziana. Sua volumetria dá o aspecto de uma construção poderosa e imponente, ao mesmo tempo em que a beleza de sua forma e os detalhes de sua ornamentação demonstram que o sobrado pertenceu a pessoas importantes.

Sua sacada com gradil de ferro fundido, com sugestivos ornamentos, exibe o gosto da arte colonial das Minas setecentistas. No térreo, das três portas, a da direita dava acesso à antiga residência. Largo portão ao lado servia de entrada para o grande pátio e quintal, locais em que se situavam as antigas senzalas, as cocheiras, os cômodos onde se guardavam arreios, os carros de boi e também um grande paiol.

Em maio de 1896, a casa foi parte de uma transação comercial entre o tenente-coronel José Augusto Moreira de Mendonça, de grande influência e prestígio na cidade de Queluz, e José Jacinto de Azevedo Baêta, no valor de seis contos de reis. Moreira de Mendonça foi coletor municipal, estadual e o primeiro coletor federal, quando na cidade foi instalada a Coletoria federal.

Sua filha, dona Gabriela Nogueira de Mendonça, falecida em 1985, já nonagenária, manteve em sua residência uma escola particular de primeiras letras, na qual essa dedicada mestra alfabetizou várias gerações de lafaietenses. Dona Gabriela, amante da cultura e das artes, sempre expressou o desejo de que, após seu falecimento, sua casa fosse utilizada para o engrandecimento cultural da comunidade, o que foi feito. Desde 1988, funciona no antigo sobrado a Casa de Cultura “Gabriela Mendonça”, panteão da cultura local. A Casa de Cultura é tombada como patrimônio cultural pelo município de Conselheiro Lafaiete.

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