19 de abril de 2024 07:10

“Os pacientes de dengue estão esperando até 7 horas por um resultado de exame. Absurdo o que fazem os laboratórios em Lafaiete”, denunciou Pé Quente; veja vídeo

Ao que parece o recesso de carnaval fez muito bem aos vereadores que retornaram aos trabalhos legislativos mais entusiasmados com a atividade fiscalizadora. O principal foco das discussões foi a alta disseminação de dengue em Lafaiete (MG) levando a cidade a decretar estado de emergência diante da escalada de 3 mortes e quase mil infectados. Depois de Belo Horizonte com 5 óbitos, Lafaiete é a segunda no Estado com 3 mortes. “Dizem que isso é só o começo. O surto deve ser maior ainda”, analisou o Vereador João Paulo Pé Quente (União Brasil).

Em plena pandemia do mosquito Aedes aegypti, que pica mais que boatos em eleições, Giuseppe Laporte (MDB), citou que faltou planejamento a saúde. “O que gente percebe é a falta de gestão e planejamento. Já sabiam pelos índices de anos anteriores que os casos sobem por demais em Janeiro e fevereiro, mas não acreditaram nas estatísticas”, ponderou.

Segundo dados da Prefeitura, em 2022, foram registrados 1.609 casos de dengue, em 2023, foram 1.341 e agora em 2023 até 16 de fevereiro, o número já alcançou 982.

Críticas

Mas a principal denúncia veio do vereador João Paulo Pé Quente (União Brasil) que além de lamentar a falta de médicos na policlínica também acusou os laboratórios que prestam serviço para a prefeitura na demora em divulgar os resultados dos pacientes (veja vídeo abaixo). Ele citou quebra de contrato. “Os pacientes ficam até 7 horas na policlínica esperando por um resultado de dengue e exame de sangue. A comissão de saúde cobrou uma medida e ficaram de resolver o problema”, assinalou. A demanda por atendimento é alta na policlínica e chegou a mais de 400 pacientes por dia. “”Nem se colocar o povo no poliesportivo”, comparou.

Pé Quente também criticou a demora na abertura da ala dois da policlínica para ampliar os atendimentos aos pacientes. “Isso já era cobrança nossa há mais de um ano. Não pleiteávamos o mérito para ajudar a população. Já poderiam estar atendendo o povo com mais conforto e desafogando a policlínica.”, encerrou.

Pé Quente também criticou a superlotação das unidades privadas de saúde em Lafaiete.

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